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11/09/2017 às 17h53m

Dia da Independência...

A semana da independência que deveria ser civicamente comemorada pelos poderes, acabou surpreendendo muita gente que, mesmo com as espetaculares informações divulgadas pela mídia, não deixou de comparecer ou assistir aos desfiles em Macaé, e ver pela televisão em Brasília, no palanque oficial o presidente Michel Temer, autoridades militares e ministros, dentre outras, garbosamente, assistir ao espetáculo cívico-militar. Até aí, tudo bem.

Não deixou de ser parte de um cerimonial histórico. Mas, o outro lado, aquele que deixou todos os cidadãos brasileiros indignados mais uma vez, foi a série de ações das autoridades, com destaque especial para a Polícia Federal que, cumprindo mandados de busca e apreensão em vários pontos do país, conseguiu apreender no apartamento de um amigo do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso em casa na Bahia mas sem tornozeleira eletrônica, malas e caixas de dinheiro, entre notas de R$ 100,00, R$ 50,00 e moedas estrangeiras, cerca de R$ 53 milhões. Nunca, na história deste país, houve episódio parecido que pudesse marcar como ainda são falhas as ações de controle das autoridades.

Ao mesmo tempo em que isso ocorria, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, denunciava Lula e Dilma, como chefes de uma organização criminosa (mais uma vez) e a população tomava conhecimento das gravações feitas pelo dono da JBS, Joesley Batista, incriminando não só procuradores como, também, membros do Supremo Tribunal Federal. Entrou na lista da mídia, também, as denúncias de corrupção para escolha de países para sediar a Copa do Mundo e das Olimpíadas, não só no Brasil e Rio de Janeiro, como na Rússia e em Tóquio. Enquanto isso, no "escurinho" do Congresso Nacional, ofuscado pela avalanche de informações não muito republicanas, os deputados aprovavam em primeira discussão o fim das coligações partidárias e a cláusula de barreiras para diminuir o bolo do Fundo Partidário, mas deixando o flanco aberto para aprovar mais na frente, a toque de caixa, o Distritão e o novo Fundo de Financiamento Público das Campanhas de R$ 3,6 bilhões. Como diz o Boris Casoi, âncora da Rede TV: Isto, é uma vergonha...

Em busca de candidatos

Praticamente, faltando pouco mais de um ano para as eleições de deputados estaduais, federais, governadores e senadores, muitos partidos já estão se mobilizando em busca de nomes que possam representar o novo, objetivando mudar o quadro de representação na Assembleia Legislativa, no Senado e na Câmara dos Deputados. Desejo primeiro da população que não se vê representada no Poder Legislativo estadual ou no Congresso Nacional. O surgimento de novos partidos e a alteração de nomes de outros procurando de alguma forma distanciar-se dos escândalos que envolvem grande número de parlamentares, envolvidos na Operação Lava Jato, e se estendendo por outras investigações que vão ampliando seus tentáculos de cima para baixo, em efeito cascata.

Não fosse a burocracia e a demora na tramitação dos processos, talvez Macaé já estivesse com alguns casos sendo investigados por que não são poucas as denúncias. Mas, como "a Justiça não anda", os políticos atiram-se na aventura de buscar um mandato na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados e ganhar imunidade, foro privilegiado e, em consequência, impunidade. A não ser que haja alguma mudança, o que dificilmente acontecerá, para que a credibilidade da Justiça, dos políticos e de outros órgãos, seja outra vez a esperança do povo. Como os partidos políticos continuam apenas com "um dono só", desde o momento em que são nomeadas apenas Comissões Provisórias, situação que desde março passado deverá se adequar com a eleição dos diretórios, como estabeleceu em Resolução o Tribunal Superior Eleitoral, os "donos" não apresentam programas, ideias, debates e não promovem discussão para saber o que o povo quer. Inclusive, democraticamente, no diretório, homologar o nome de candidato que poderia representar o partido.

Mas, enquanto isso não acontece, os "antigos" candidatos, que já cansaram de fazer promessas aos eleitores e de não gozarem de prestígio que possam leva-los ao poder, continuam através das redes sociais expondo suas posições. Como a rede social é um território livre, onde muitos se manifestam, difícil entender a contextualização das propostas, se é que existe alguma. Por exemplo: Para onde caminha o município de Macaé? Depois da crise, difícil saber se não houver um amplo debate

PONTADAS

A redução dos royalties pela exploração de petróleo para incentivar as empresas a investir mais nos campos maduros da Bacia de Campos, objetivando aumentar o número de empregos, é uma campanha que agrada a todos os empresários. É igual a passagem a R$ 1. As empresas já instaladas são subsidiadas, mas a compensação vem no pagamento do Imposto Sobre Serviço. Aí...

Querendo ou não, parece que a omissão das lideranças políticas levou a Infraero a colocar na lista de concessões, o Aeroporto de Macaé que, há algum tempo, chegou a ostentar o índice de maior movimento de pousos e decolagens. Depois que a nova Estação de Passageiros ficou pronta para ser inaugurada em novembro ou dezembro, resta apenas o reforço da pista atual para voltar a ser a sala de visitas de Macaé.

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E o Macaé Basquete, hein? Acabou não conseguindo o apoio necessário para fazer parte do NBB 10. O Leo Costa que faz um trabalho social digno de reconhecimento, demonstrou há pouco tempo que até cadeirantes de Macaé conquistaram um título inédito a nível Brasil. Como o Macaé Esporte também está na zona de rebaixamento da Série C, daqui há pouco nossa cidade não terá estrelas brilhando, tudo por falta de apoio.


Autor: Oscar Pires

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