Cadastre-se e receba nossas novidades:

04/12/2017 às 11h31m

Renovação nas urnas

Como está chegando o fim do ano e a revolta nas ruas continua grande em razão dos inúmeros escândalos que vêm se repetindo desde 2013, quando foi dada a largada para a Operação Lava Jato, exatamente em Brasília, mas as investigações sediadas nos grupos tarefas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, em Curitiba, onde o juiz que comanda a principal operação que causou o maior rombo na Petrobras, dentre outras empresas, é grande a preocupação dos políticos em encontrar maneiras de travar a ação das autoridades. Em recente encontro esta semana dos integrantes das forças-tarefas da Lava Jato no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo defenderam que a sociedade se mobilize para incluir o combate à corrupção na pauta eleitoral do ano que vem. 

Os procuradores afirmaram que o resultado das eleições vai definir o futuro das investigações e a renovação do Congresso Nacional deverá determinar o avanço das investigações no país. Os investigadores chegaram a pedir aos eleitores que candidatos envolvidos em denúncias de mau uso do dinheiro público sejam rejeitados nas urnas. Foi divulgado pelo grupo que 144 pessoas já foram condenadas a mais de 2.130 anos de prisão. 

Ao todo, 416 foram acusados de crimes e, segundo o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa paranaense, mais de 100 integrantes atuais do Congresso estão envolvidos em denúncias. Além dos parlamentares, a corrida presidencial também tem pré-candidatos no radar das investigações - o ex-presidente Lula (PT) já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é alvo de um pedido de abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

O procurador Deltan Dallagnol pediu a renovação nos cargos políticos do país, tanto pela perspectiva de evitar ataques do Legislativo contra as investigações, como pelas perspectivas de avançar reformas. O ano de 2018 é a batalha final da Lava-Jato e a operação não vai ser julgada por quem ela prendeu ou condenou. Estão certíssimos os membros das forças-tarefas. Cabe agora aos eleitores fazer a lição de casa e renovar, de cabo a rabo.


Foro privilegiado, até quando?

A classe política dominante que nos bastidores do Congresso Nacional consegue emplacar tudo o que objetiva para fugir de qualquer punição, resolveu dar uma "chapelada" no Supremo Tribunal Federal, para evitar que o STF defina, afinal, a quem cabe o direito de foro privilegiado, o que deixa os políticos de maneira geral ou membros do governo e de assembleias, livres de serem réus em ações criminais que respondem durante o mandato ou exercício do cargo. Como os "representantes do povo" ficam sempre com o pé atrás quando o STF aprecia qualquer questão relacionada, eles se apressam para aparecer na mídia como se fossem bonzinhos e sérios. 

Quando o STF, pela primeira vez, começou a definir o que era foro privilegiado e quem teria direito, o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas os senadores aprovaram em ritmo apressado uma Proposta de Emenda Constitucional, acabando com o foro. Encaminhado o projeto à Câmara dos Deputados, o processo ganhou a gaveta e, provocados pelo ministro do STF, Luis Roberto Barroso, provocou nova discussão e, novamente a discussão voltou para o plenário e o placar já estava com sete votos favoráveis, o ministro Dias Toffoli pediu vistas em razão de ter a PEC voltado a tramitar e era discutida na comissão. 

Bastou isso acontecer para tudo voltar à estaca zero e agora, só Deus sabe quando o projeto vai tramitar, outra vez. Em recente palestra na Confederação Nacional da Advocacia Brasileira, promovida em São Paulo, o ministro declarou que "uma boa saída seria a construção de um consenso entre a Corte e a Câmara dos Deputados para aproximar as propostas de Judiciário e Legislativo. 

Ele declarou, ainda, que "o foro na extensão que existe no Brasil não tem comparativo em lugar nenhum do mundo. É uma jabuticada que apodreceu e precisa ser removida do pé". E mais, que "o foro que existe no Brasil não existe em nenhum lugar do mundo".  Bem, vamos continuar analisando as ações políticas para que, em outubro do ano que vem, possamos fazer uma boa renovação e tentar mudar os rumos do atual sistema que não interessa mais a sociedade.

PONTADAS 

Rosinha Matheus saiu do presídio de Benfica e ganhou prisão domiciliar com direito a tornozeleira eletrônica, além de permanecer em casa no horário noturno e fins de semana. Não pode se ausentar e deverá comunicar à Justiça qualquer ação. Pelo menos ela deixou de estar no mesmo local de Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, que voltou à prisão depois de gozar do benefício.



Bastou uma chuva mais forte para que a cidade voltasse a mostrar a cara de que as galerias de águas pluviais em muitos bairros não existem ou funcionam mal. O projeto Águas Limpas, realizado pela Odebrecht e Zadar que teve custo inicial de R$ 277 milhões sem contar os aditivos, não resolveu o problema e não se sabe quando haverá solução para o angustiante problema.



Em Macaé já são muitos os nomes de vereadores e ex-vereadores que pretendem concorrer às eleições de 2018. Estão procurando ninhos que possam acomodá-los sem que possa aparecer rugas dos partidos a que pertencem, principalmente os filiados no PMDB e no PT, de onde haverá uma revoada. Também o PSDB não está fora do caminho a ser trilhado pelos postulantes.

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


View Site in Mobile | Classic
Share by: