Cadastre-se e receba nossas novidades:

21/11/2017 às 16h58m

Beco sem saída

Desde o momento em que foram iniciadas as ações de investigações na conhecida Operação Lava-Jato, exatamente em Brasília, quando um doleiro foi preso, desencadeando outras muitas operações que foram mostrando as vísceras de empresas, empresários, políticos, detentores de mandatos e de cargos públicos, de menor ou maior importância, a população vive sacudida pelas surpresas que ocorrem no dia a dia.

Não são poucas as operações e, da capital federal, Brasília - a ilha da fantasia - as ações desencadeadas foram atingindo estados e municípios, num efeito cascata e que vão mostrando as entranhas da corrupção e, nelas envolvidos, os partidos políticos, entre eles, o PMDB, que mantém a maior estrutura de representação em todo o território brasileiro formado por mais de 5.560 municípios.

Depois do "susto" que a população levou com as denúncias dos empresários Wesley e Joesley Batista, da JBS, fazendo sérias acusações ao Presidente da República, que foi obrigado a abrir a torneira para uma composição política e se ver livre de investigações até que acabe o mandato, poderia até se imaginar que estaria sendo colocado um freio na corrupção sistêmica enraizada em todos os poderes dos governos federal, estadual e municipal. Mas não foi o que se viu. Destemidos, os atores dos malfeitos continuaram agindo, mesmo depois de condenados.

Com o judiciário dividido em determinadas situações, as brigas internas entre os membros da Procuradoria Geral da Justiça e também da Polícia Federal, órgãos dos quais a sociedade aguarda respostas convincentes, parece que começa a voltar à acomodação. Em casos análogos, alguns estados continuam praticando os mesmos crimes e, em efeito cascata, também os municípios são atingidos. Em Macaé, existe até um representante do governo municipal que é filiado ao PT, atua no Blog 247 em favor de Lula, e com o escândalo da prisão de Picciani, Paulo Melo e Albertassi, não perdeu tempo e publicou num blog a sua defesa em favor do PMDB e dos acusados. Será que foi ao "mando do chefe" que também está filiado ao PMDB? Como perguntar não ofende...

Mais feriados

Para quem gosta de feriados e os aproveitam para tirar pequenas férias, principalmente quando os governos em todos os níveis, decretam ponto facultativo em dias alternados para "compensar" os dias que deveriam estar trabalhando, pode anotar na agenda uma boa notícia: em 2018, haverá pelo menos 12 feriados prolongados. No Estado do Rio de Janeiro, todos poderão se entregar ao ócio pois o calendário prevê pelo menos 10 feriados nacionais entre janeiro e dezembro, e ainda, podendo esticar com pelo menos dois feriados estaduais - 23 de abril, Dia de São Jorge e 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, agora também adotado em São Paulo.

Bem, mas não estão sendo contados aí os feriados municipais porque a legislação permite que possam ser comemorados pelo menos quatro deles. Em Macaé, por exemplo, temos o dia 24 de junho - Dia do Padroeiro São João -, 29 de julho, Dia de Santa Marta quando se comemora o aniversário de fundação do município, e outros dois aliados aos feriados estaduais e nacional. Bem, este final de semana, por exemplo, após a paralisação por conta do dia 15 de novembro, Proclamação da República, nesta segunda-feira tudo fica parado pois será o Dia da Consciência Negra.

Ou seja, mais três deias para o ócio, levando muitas famílias a procurar lazer diferente e que não existe em Macaé, fruto de projetos capazes de manter pontos turísticos estruturados para visitas, considerando que o município é rico não só em suas belezas naturais, mas também, pela existência de pontos históricos que, aos poucos, vão sendo destruídos e a cidade ficando sem identificação, do que reclamam, e muito, os próprios macaenses que ausentes por motivos justos na carreira da vida, quando retornam levam um grande susto. Bem, como ninguém é de ferro, vamos nos preparar para o ócio e, encontrar as pessoas amigas, no bairro chic de Macaé, Armação dos Búzios.

PONTADAS

A ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois (PSDB), pediu para acumular o salário com o de desembargadora, que lhe daria um rendimento bruto de R$ 61,4 mil. Por causa do teto constitucional, ela só pode receber R$ 33,7 mil. Ela pediu o acúmulo afirmando que essa situação se assemelhava ao trabalho escravo. Em entrevista à CBN, declarou: "Eu, como desembargadora aposentada, posso botar um chinelinho simples e ir a qualquer lugar. Mas como ministra de Estado, não posso fazer isso"...



Enquanto Picciani, Paulo Melo e Albertassi começam a entrar na roda dos poderosos acusados de malfeitos na carreira política, o Ministério Público de Brasília pediu o bloqueio de R$ 23,9 milhões de Lula e do filho caçula, Luis Cláudio, no âmbito da Operação Zelotes, na qual Lula é investigado por tráfico de influência em negociações que levaram à compra de 36 caças suecos pela Força Aérea e prorrogação de MP que beneficiou montadoras.



Na Câmara Municipal de Macaé, o jogo está empatado nas deliberações entre governo e oposição. Nas redes sociais, são muitas as críticas a um vereador que prometeu a votar com a oposição, mas, convidado a tomar um café com o prefeito, mudou de opinião e acabou alvo de comentários nos vários canais. Ninguém sabe o que se passou nos bastidores e os eleitores, cobram.

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


13/11/2017 às 15h18m

Natal chegando e, pauta bomba

Tão logo terminou a tremenda batalha na Câmara dos Deputados para rejeitar a denúncia contra o presidente Michel Temer, acusado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de chefe de organização criminosa - agora o processo só anda quando ele deixar o governo em janeiro de 2019 - os parlamentares, em grande parte envolvidos na Operação Lava Jato e outras paralelas que acabou, uma delas, levando o juiz Marcelo Bretas a mandar o ex-governador Sérgio Cabral para um presídio federal, parece que os deputados voltam a olhar para o próprio umbigo e salvar a própria pele.

Embora não seja surpresa para muitos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a urgência e a criação de uma comissão especial para apreciar o projeto de iniciativa de Roberto Requião e defendido ferozmente pelo senador Renan Calheiros, aprovado no Senado, sobre abuso de autoridade, engavetado há seis meses.

O projeto é considerado uma tentativa de parte da classe política de reduzir poderes de procuradores e juízes da Laja-Jato e de outras operações de combate à corrupção. Pelo despacho, o projeto vai tramitar em regime de prioridade para ser apreciado e votado com celeridade. O alvo do projeto seriam supostos abusos que estariam sendo cometidos na Lava-Jato, em relação a prisões preventivas e conduções coercitivas, entre outras que teriam ampliado o impacto da operação. Quem levantou a voz manifestando preocupação foi o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, dizendo que o projeto não pode significar o revanchismo ou retaliação contra o trabalho de juízes.

O projeto, que em linhas gerais "define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou não, que no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído". Ora, se foi aprovado no Senado na "calada da noite", até o Natal, com certeza, será aprovado na Câmara dos Deputados e será um belo presente de Papai Noel para os parlamentares se vingarem da Justiça. Você aí, ainda acredita em Papai Noel? Pois é...
Agora, opinião de Moro 

Enquanto a Câmara dos Deputados se prepara para votar o projeto de lei contra o abuso de autoridade, o juiz Sérgio Moro, durante um seminário do jornal "O Estado de São Paulo", rebateu críticas contra o uso de delações premiadas e as prisões preventivas decretadas pela Operação Lava-Jato, defendendo medidas duras para que as investigações contra a corrupção avancem e os crimes sejam interrompidos. Na ocasião, foram debatidos o futuro da Lava-Jato e o legado da operação Mãos Limpas, que levou empresários e políticos à cadeia na década de 1990, na Itália, evento que teve, também, a presença do procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol.

Moro lembrou, sem citar o nome, o caso do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso, após a Polícia Federal encontrar R$ 51 milhões em espécie num apartamento em Salvador (BA), ligado ao peemedebista. Ao falar sobre o legado da operação e do clima de desesperança que  no país, Sérgio Moro disse que não se combate a corrupção com processos judiciais e defendeu reformas legislativas, afirmando que a redução da impunidade pelo processo judicial não é suficiente. Os processos são muito difíceis.

São necessárias reformas para diminuir incentivos e oportunidades de corrupção, citando como exemplo a prática de indicações de cargos na Petrobras por pessoas que arrecadam recursos para os partidos. Isso, segundo o juiz, foi uma das fontes de corrupção. E não se veem movimentos para alterar esse quadro, reiterando que é importante a mobilização da sociedade para superar o que chamou de "corrupção sistêmica".

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação, criticou ministros que, segundo ele, "soltam e ressoltam" corruptos poderosos e que a postura de ministros do Supremo contribui para o desânimo  da população em relação à luta contra a corrupção. Sobre as dez medidas de combate à corrupção, enviadas a Câmara dos Deputados e completamente alterada pelos parlamentares e retornada por decisão do ministro do STF Luiz Fux, Deltan informou que grupos de instituições estão planejando uma campanha anticorrupção para 2018, que envolveria o lançamento desse pacote contra crimes de corrupção que promova a integridade no âmbito público e privado, aproveitando grande parte das dez medidas e vai além, promovendo regras que melhoram o compliance, a transparência, licitações e sistema eleitoral. 

PONTADAS 

O vereador Luiz Fernando Pessanha, que vem fazendo sérias denúncias contra ações do prefeito municipal, declarou que pode até demorar, mas um dia "o castigo vai chegar a quem não tem a mínima sensibilidade de entender os reclamos e anseios de uma população angustiada que vive quase à própria sorte". Diz ele que, a Justiça tarda mas não falha e só a imunidade parlamentar ou foro privilegiado poderá livrar o doutor de alguma condenação.

A MRV que cuida de construções de moradias para a população de baixa renda, custeadas por financiamento da Caixa Econômica Federal através do Programa Minha Casa, Minha Vida, acabou de liberar as moradias para quem adquiriu o imóvel, porém, sem o habite-se. As pessoas que sonhavam ter um lugar para morar, se veem abandonadas pela própria sorte. Se a MRV sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Nem a prefeitura.

Aqui para nós. Quem passa pelo calçadão da Avenida Rui Barbosa, antes bonito e até atrativo, hoje observa o abandono do local que se tornou a opção de compras das pessoas. Não só os clientes se afastaram, assim como alguns empresários que viram o faturamento minguar desde que foi implantada a ciclofaixa ou ciclovia na Rua Teixeira de Gouveia. Será que vai haver revitalização? É o que a Associação Comercial espera.


Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


06/11/2017 às 14h41m

Crime organizado na política

Não é sempre que as pessoas têm às mãos um jornal com alguma informação capaz de, pelo menos, acreditar que existe vontade política e jurídica para tentar consertar os erros que vêm sendo praticados a cada eleição em que o candidato, para se ver livre de alguma condenação, informa que recebeu dinheiro do caixa dois.

Ora, pelo Código Eleitoral, caixa dois é crime. Mas de uns tempos para cá, passou a ser conhecido como "dinheiro de campanha não contabilizado". Durante a Operação Lava Jato, o que mais os envolvidos informaram era de que aquela enorme 'dinheirama' que passou pela lavanderia dos dutos da Petrobras, foi legalmente declarado à Justiça.

Pois bem. Dia destes um jornal carioca estampou o seguinte título: "TSE cria força-tarefa para conter crime organizado na política". E no subtítulo: "Um dos objetivos do grupo é controlar doações eleitorais em tempo real". Até aí, tudo bem e espera-se que seja verdade. Foi o presidente atual do Tribunal Superior Eleitoral, (TSE), ministro Gilmar Mendes, que reuniu-se com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para pedir ajuda dos militares na força-tarefa que ele pretende criar, desde já, com o governo federal e o Ministério Público (MP) para conter a infiltração de crime organizado na disputa eleitoral.

O TSE quer ajuda dos órgãos do governo para controlar, sobretudo, as doações de campanhas eleitorais em tempo real. Ele informa estar conversando com toda as autoridades da Receita, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para combinar ações que permitam o monitoramento quase on-line dessas doações. A Justiça Eleitoral está preocupada com o domínio de traficantes e milicianos em vários territórios no Rio e com a possibilidade de facções criminosas financiarem ilicitamente candidatos, que depois facilitariam o acesso do crime aos aparelhos de Estado. Bem, como é iniciativa de um ministro do TSE, tomara que dê resultado e seja colocado um ponto final nas falcatruas que ocorrem, que todo mundo vê e sabe, mas a própria Justiça... não enxerga. Será que é verdade? Tomara.
Folga, para quem merece...

Tão logo a crise política na Câmara dos Deputados teve fim com a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, os parlamentares que não são bobos, e a própria oposição que pretendia não dar quórum o que poderia adiar para esta semana a votação, trataram de colocar logo um fim na história porque esta semana - de 30/10 a 05/11 - o calendário apontava o feriado de Finados (2), mas que, na verdade, o esvaziamento do serviço público começaria dia primeiro de novembro. Uma espécie de recesso branco para os deputados e senadores visitarem suas bases e orar pelos entes queridos que estão no outro mundo. No nosso mundo real, até o Supremo Tribunal Federal (STF), por ato do Diretor Geral, decidiu transferir o feriado do Dia do Funcionário Público (28 de outubro), que caiu no sábado, para o dia 03 de novembro (sexta-feira). Evidente, pois, desta forma, estaria completa a formalidade de mais uma folga e todos poderiam aproveitar o "feriadão".

O ato foi acompanhado por outros órgãos públicos que gozaram da benesse e o "quem pode, pode, quem não pode se sacode", levou os terminais rodoviários e aeroportos, além de estradas pelo país afora, a ficar congestionados. Visitar o túmulo de um ente querido no Dia de Finados é tradição e ninguém pode perder a oportunidade de viajar para demonstrar a solidariedade Cristã.

Por outro lado, muitos municípios também aproveitaram para decretar ponto facultativo na sexta-feira (3), para completar a festa, já que a taxa Selic vem caindo, a inflação tem um índice bem baixo (se não tem ninguém comprando, como pode ter inflação alta?), mas os juros nas instituições financeiras (leia-se bancos), continuam estratosféricos, endividando os empresários que ainda são os maiores empregadores do país, enquanto o governo, ao arrecadar até setembro R$ 1 trilhão e 200 bilhões, tem uma dívida pública de mais de R$ 3 trilhões porque gasta mais do que arrecada. Bem, já que o feriado passou e todom voltam à rotina nesta segunda-feira (6), fiquem alertas porque dia 20 de novembro tem o Dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares.

PONTADAS 

O comentário aqui pode até ser um pouco tardio mas, vale o registro. Por que dois ministros do Supremo Tribunal Federal, que julgava a extinção de tribunais de contas em municípios do Ceará, acabou se transformando num bate-boca e acusações pessoais, fazendo do plenário quase um palanque político? Será que a indicação de ministros, em vez de sabatinas no Senado, não poderia ser de outra forma?

Tem momentos em que, nos quatro cantos da cidade, quando a pessoa ouve falar sobre a gestão municipal, sempre dá a impressão de que o prefeito está com índice baixo de aprovação. Mas, dizem nos bastidores que, ao lhe abrir as portas em 2018, Piccianni, que comanda o PMDB, está coordenando para que o Dr. seja candidato a vice ou até mesmo a governador. O gabinete já anda alvoroçado.

Um excelente funcionário efetivo da prefeitura e competente profissional, soldado de primeira hora nas mudanças prometidas, acabou sendo alvo da voracidade de vingança do Executivo. Perdeu o cargo comissionado que não tinha vencimento elevado e agora "se vira" com apenas pouco mais de R$ 1.500,00. Ele procura outro emprego para demonstrar sua capacidade profissional.

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


30/10/2017 às 15h26m

Xô Crise?...

No decorrer desta semana assistimos cenas deprimentes transmitidas de Brasília - a ilha da fantasia - mostrando os bastidores da política praticada na capital do país, que deveria servir de bom exemplo para a população, que se mostra cada vez mais indignada com as ações de senadores, deputados, ministros e diretores de órgãos com influência na vida cotidiana. Pior é que, os maus exemplos praticados desde a Presidência da República, passando pelo Congresso e em efeito cascata para os estados e municípios, parecem que não há como frear esta ganância de poder praticada por aqueles que deveriam fazer da vida pública, bom exemplo.

Quem, nesta santa terrinha descoberta por Cabral (Pedro Álvares e não o ex-governador que aí é outra história), não assistiu as cenas horripilantes do toma lá dá cá? O presidente Michel Temer, para barrar a denúncia da Procuradoria Geral da República de "chefe de organização criminosa", teve de "comprar" dezenas de deputados para aprovar o parecer que também o livrou do processo.

Evidente que não rolou dinheiro em espécie como os R$ 51 milhões encontrados no apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, mas as negociatas corresponderam a bilhões de reais em renúncia fiscal, liberação de emendas para as bases dos parlamentares e muitos outros benefícios da turma que fica na "boca de espera", aguardando a ameaça de uma crise aparecer para cobrar caro pelo voto e salvar a pele, não só dos que estão incriminados, mas a de todos eles que, embolados, governo, centro e oposição, direita e esquerda, buscam a tábua de salvação nas eleições de 2018 que vão ficando próximas.

Mas, livrado da ameaça de ser processado, o presidente agora cuida do ajuste fiscal para continuar no governo, sangrando, até que os eleitores saibam como utilizar o voto, a única arma da qual são detentores, para mudar o cenário na expectativa de um futuro melhor e acabar de vez, com a crise. Xô, crise... 

Aterrissou na Infraero

Quando os empresários foram informados de que a Infraero, uma caixinha de surpresas do governo, teria que "desovar" um grande número de aeroportos pelo país afora, incluindo aí o de Macaé, na esteira do "salve-se quem puder", o Partido da República (PR), que foi pego com a "boca na botija" durante o mensalão e, também, no petrolão, decidiu entrar na briga e ao ter seus 38 votos na Câmara dos Deputados pedidos para salvar o presidente, o que aconteceu quarta-feira durante a sessão mais vergonhosa transmitida ao vivo em tempo real pela televisão, a bola murchou.

É que, às vésperas da votação da segunda denúncia, o presidente desistiu da concessão de 14 aeroportos que estavam na lista e decidiu entregar a Infraero para quem? Nada mais, nada menos, do que para o presidente do Partido da República, Waldemar da Costa Neto que, embora sem mandato, sabe bem o que quer.

Como a Infraero sempre dá prejuízo, daí a razão das concessões dos aeroportos deficitários e, considerando que ela não tem grana para investir, como no caso de Macaé que depende do reforço da pista atual e, um pouco à frente a construção de uma nova pista para colocar o município na preferência do turismo de negócios, principalmente agora que a indústria de petróleo e gás volta a ganhar espaço, não custou muito ao presidente entregar uma "galinha dos ovos de ouro" para Waldemar da Costa Neto que terá pela frente uma enorme lista de cargos para nomeação e, quem sabe, outras coisas mais, porém, menos republicanas, como muitos sabem? É uma pena que ações como essas continuem ocorrendo e, não é à toa que várias instituições continuam a agir fazendo barulho para que os eleitores não reelejam nenhum deputado ou senador. Na esteira, quem sabe?, vai mais gente?... Votar no novo pelo povo é a recomendação nas redes sociais.

PONTADAS 

Exatamente no dia em que a Câmara dos Deputados rejeitava a denúncia contra o presidente Michel Temer, depois de algumas audiências no Planalto ele teve de ser levado para o Hospital do Exército em Brasília para debelar um mal súbito. Após os exames o mal diagnosticado foi... obstrução urológica. Ele passou por uma sondagem vesical de alívio, esvaziou a bexiga e, voltou ao trabalho.

Esta semana foram publicadas várias leis aprovadas pela Câmara Municipal, acredita-se, denominando ruas, vielas e avenida no Lagomar, que eram conhecidas por números. Quem teve acesso à lista ficou imaginando que mora no Rio de Janeiro, Baixada Fluminense e em alguns países distantes. Bem, pelo menos o Correios terá como entregar correspondência. Parece que ninguém lembrou de homenagear os macaenses.

Reina grande expectativa em torno da licitação que será realizada para escolha da empresa que será a responsável para cuidar do tratamento de esgoto na parte mais pobre da cidade, até agora sob a responsabilidade da Esane que está sendo extinta. Como se imagina, é negócio para ficar de olho vivo por causa dos valores e o tempo da concessão. Mais promessas de campanha?



Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


23/10/2017 às 16h12m

Não custa sonhar

Estamos a menos de um ano para as eleições de 2018. Pelo andar da carruagem, parece que os atuais deputados e senadores preferem manter o sistema corrupto funcionando e garantir o retorno de cada um para uma nova legislatura, do que fazer uma reforma política que permita o surgimento de novas lideranças.

A população não se sente representada no atual quadro. Pela internet, as redes sociais bem diversificadas, registram cada vez mais repulsa ao quadro existente hoje. A classe dominante parece não acreditar que nas eleições de outubro de 2018, será surpreendida com as mudanças que o eleitor vai pretender. O mote de não reeleger ninguém da atual legislatura, tem sido um recado muito forte. O caso mais recente, envolvendo o Senador tucano Aécio Neves que também não quer largar a presidência do PSDB, é bem um mau exemplo.

E o medo é tanto que ele pretende concorrer ano que vem não à reeleição para o Senado que exige votação majoritária, mas a deputado federal, como muitos outros parlamentares que já sentem medo do povo, com o objetivo de continuar com foro privilegiado e imunidade parlamentar. Enquanto não houver mudanças profundas na legislação eleitoral para proporcionar aos políticos jovens uma oportunidade, vamos continuar assistindo a essas cenas deprimentes.

E, para garantir o retorno deles ao parlamento, criaram um Fundo para o financiamento de Campanha na ordem de R$ 2 bilhões que, somado ao Fundo Partidário de mais de R$ 800 milhões, pode levar o povo a pagar quase R$ 3 bilhões para financiar a campanha dos grandes atores do circo brasiliense. Não custa sonhar que nas eleições de outubro, a memória dos eleitores não seja curta e que possam eles, os eleitores, serem os responsáveis pela mudança que deve começar pelo parlamento. O desafio é grande, mas...  

Expectativa

Depois da Feira Brasil Offshore realizada em junho deste ano ter injetado otimismo nos empresários ligados na indústria de petróleo e gás, o leilão realizado mês passado para a Bacia de Campos encheu de esperança as pessoas que aguardavam que se acendesse luz no fim do túnel. A luz não só foi acesa, mas também clareou o horizonte com os resultados que prometem ser melhores no próximo leilão dos campos situados em Libra, e que prometem resultados exponenciais, como estimam os especialistas, embora os resultados positivos só comecem a apresentar mudanças efetivas daqui a quatro anos, ou seja, lá para o período 2020/2021.

Em Macaé e região, já se notam movimentos de recuperação e o Caged não registra mais números pessimistas, embora o Estado do Rio seja o único que apresentou resultados negativos. Diferente dos tempos áureos em que o barril de petróleo custava US$ 120,00, hoje a própria Petrobras trabalha com números bem mais realistas, em torno de US$ 30,00 a US$ 60,00, obrigando o mercado a se adequar aos novos tempos e aos poucos escapulindo da crise.

Esta semana, por exemplo, entre os dias 24 a 26, o Riocentro sedia mais uma feira, a OTC Brasil 2017, onde também a Firjan estará com seu stand montado e por lá os empresários que em Macaé fazem parte da Comissão Municipal. A Abespetro - Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo, por exemplo, fez circular um vídeo em que informa que a região é a mais importante do mundo em águas profundas e ultra profundas. Parque industrial dinâmico e totalmente centralizado. Possui os maiores fornecedores nacionais e internacionais de bens e serviços. Vultosos investimentos realizados em toda matriz industrial. Centralização de petroleiras, fornecedoras, centros de pesquisas etc. Agora, o papel mais importante que seria a credibilidade política, não existiu, como sempre.

PONTADAS

O prefeito prometeu lá no primeiro mandato que em quatro anos o município de Macaé estaria com todo o esgotamento sanitário atingindo toda a cidade. Saiu a Odebrecht que cuida da parte mais rica deixando o pedaço ruim com a Esane, que nada fez. Entrou a BRK que continua o trabalho mas, longe de atingir a promessa. Agora, uma nova licitação entrega o outro pedaço para uma nova empresa...



A mesma coisa aconteceu com a água. A Cedae prometeu investir R$ 105 milhões e tanto o prefeito como o superintendente afirmaram aos membros da Firjan que em quatro anos os macaenses teriam água nas suas torneiras. O tempo passou, o dinheiro acabou, a Cedae foi "vendida" para pagar dívidas do Estado e, água que é bom, nada. Como está chegando a campanha política, teremos o famoso slogan "Mais água para Macaé"...



A ideia foi boa. A iniciativa, melhor ainda. O resultado, sustentar a economia para a era "pós-petróleo". Garantir a Macaé a certificação como Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A iniciativa de Fredjoger Mendes, morador de Rio das Ostras e profissional da área offshore, seguindo diretriz do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, está caindo no esquecimento. Nenhuma liderança política ou empresarial está assumindo responsabilidade. É o começo do fim?

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


16/10/2017 às 14h21m

Políticos em baixa?

Wesley Batista
Recente pesquisa divulgada revela que, igual ao governo, os parlamentares que vivem em Brasília - leia-se senadores e deputados federais - estão em baixa. A representação política que vem sendo alvo, principalmente, das operações que investigam vários escândalos de corrupção, perdeu na prática a confiança do povo.

Tanto que quase uma centena deles estão sendo processados e, nos últimos dias, até o senador Aécio Neves, que poderia ser o retrato da moralidade depois de conseguir quase vencer a eleição presidencial de 2014, caiu na desgraça de se ver enrolado até o pescoço com as novas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, que ao fazerem delação colocando o presidente Michel Temer no olho do furacão, acabaram entregando também o senador mineiro que era a esperança do PSDB.

Agora, afastado do cargo e cumprindo medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda a decisão plenária do Senado para saber como atuar para evitar que os parlamentares - senadores e deputados - sejam punidos pela Justiça, a não ser em flagrante, como estabelece a Constituição. Mas, até que a decisão do Supremo e a decisão do Senado que serão conhecidas nos próximos dias, os políticos que habitam o Congresso Nacional continuam em baixa porque esquecem do povo.

Olham para o próprio umbigo e apenas procuram com decisões casuísticas de uma reforma eleitoral (?) salvar-se tentando a reeleição em 2018, criando um fundo de R$ 2 bilhões para financiamento da campanha, dentre outras alterações para salvar a própria pele. Como se não bastasse essa enorme lista de malfeitos todos os dias divulgados pela mídia, até o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministro Gilmar Mendes, pediu ajuda dos militares para criar uma força-tarefa, com o governo federal e o Ministério Público para conter a infiltração do crime organizado na disputa eleitoral.

O ministro quer conversar com todas as autoridades da Receita, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Agência Brasileira de Inteligência e combinar ações que permitam monitorar quase on-line as doações. A justificativa é que a Justiça Eleitoral está preocupada com o domínio de traficantes e milicianos em vários territórios no Rio e com a possibilidade de facções criminosas financiarem ilicitamente candidatos, que depois facilitariam o acesso do crime aos aparelhos de Estado. Olho vivo... 

Firjan e Unidade Cabiúnas

Enquanto o barril do petróleo estava nas alturas custando cerca de US$ 120 dólares e a maioria das empresas, empresários e quem trabalha no segmento da indústria de petróleo e gás, nadavam em contratos elevados, jorrava não só muito petróleo, mas também, muito dinheiro. Só que o gasto perdulário dos royalties foi mais importante para os gestores públicos do que a criação de um fundo para garantir o futuro do estado e do município para, igual a Noruega, dar uma lição ao mundo de como fazer uma boa gestão, uma vez que o petróleo é finito.

Bastou a crise atingir o setor e o valor do barril chegar a atingir o mínimo de pouco mais de US$ 28 dólares, para todo mundo colocar o pé no freio, e buscar alternativas para driblar a crise. A Firjan que sempre desenvolveu e vem desenvolvendo através das unidades SESI-SENAI um excelente trabalho de qualificação de mão de obra, chegou a planejar a construção de mais uma unidade do Sesi, desta vez em Cabiúnas.

O empresário Aristóteles Cliton da Silva Santos, que esteve à frente e junto com a Comissão Municipal de Macaé iniciou o trabalho para Macaé contar com um treinamento de salvatagem, não cansou e não cansa de cobrar do Comitê Diretivo da Firjan, uma decisão. Em uma das reuniões, ele lembrou que o projeto de treinamento contou com o envolvimento da Comissão, para que tivesse sucesso. Relatou as ações e os desgastes junto ao Iate Clube de Macaé e o projeto não foi à frente, apesar do custo elevado para o sistema Firjan, afirmando que o mesmo está acontecendo com o Senai Cabiúnas, o que não podem permitir.

Comentou sobre a conquista do terreno, o rebaixamento da área, que a luta foi grande e considera uma frustração, motivo pelo qual fica questionando. Acho que chegou o momento de ir até ao presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, que reconhece o momento de crise, mas devem considerar a situação da Comissão. Agora que os leilões estão se realizando e a crise gradativamente vai sendo enfrentada, é hora de concluir o projeto e preparar mão de obra para aqueles que em 2018 vão retornar ao mercado de trabalho.

PONTADAS

Por que a Câmara Municipal de Macaé, que criou vários conselhos, inclusive o de participação dos royalties que nunca funcionou, não aprova um projeto obrigando a prefeitura a criar um fundo municipal de royalties aplicando pelo menos 20% do que recebe a municipalidade, proibindo o gasto deste dinheiro. Desta forma, haverá recursos para, no futuro, fazer obras de infraestrutura.



Não está fácil para as instituições e muitos empresários, entenderem o que pretende a prefeitura, com a reforma tributária que acabou totalmente vetada depois de aprovada pela Câmara Municipal. A justificativa, foram emendas apresentadas pelos vereadores que não cabiam legalmente no projeto enviado ao Legislativo. Agora, chegando ao fim do ano, vai ficando mais difícil.



Com mais este "feriadão", o governo decretando ponto facultativo na sexta-feira (13), a cidade ficou praticamente às moscas. Muita gente aproveitou para viajar e o lugar mais preferido como sempre, foi Armação dos Búzios, já conhecido como o Bairro Chic de Macaé, onde muitos políticos daqui, empresários e outros bem sucedidos, reúnem suas famílias e amigos.

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


09/10/2017 às 16h11m

Assanhados ao limite

Não cansamos de comentar aqui neste cantinho, alguns episódios que ocorrem em Brasília, onde os pseudos "representantes do povo", senadores e deputados, grande parte deles envolvidos em falcatruas, em graus de corrupção altíssima e respondendo a processos, tratam primeiro de olhar para o próprio umbigo e tentar se colocar como reis e rainhas, para manter o status quo.

Embora o instituto DataFolha tenha divulgado números relacionados ao governo que não conta com a aprovação do povo e obtém a nota mais baixa de aprovação de todos os tempos, possivelmente não tenha feito o mesmo trabalho de ouvir a opinião pública para saber como está o Congresso, cujos parlamentares só legislam em causa própria. Foi assim ao estabelecer o foro privilegiado, a imunidade para buscar a impunidade e as "reformas eleitorais" que objetivam, apenas, atender a cada um dos que têm mandato e residem em Brasília, a ilha da fantasia.

Como se não bastasse a inclusão de muitos deles em denúncias com as colaborações premiadas feitas por empresários e até pelos próprios políticos, agora trataram de, a toque de caixa e na calada da noite, aprovar uma reforma política criando um fundo de financiamento de campanha que - pasmem - chega a R$ 2 bilhões, garfando do bolso dos cidadãos que estão desempregados e sem renda, dinheiro para gastar na campanha. Como acabou a sopa de buscar recursos nos órgãos públicos que sofreram um enorme assalto, nem o déficit de 180 bilhões os assusta. Eles querem mais dinheiro no bolso, imaginando que o eleitor tem memória curta.

Além de acabar com as coligações partidárias a partir de 2020 (poderia ser a partir de 2018), aprovar perdão de dívidas que beneficiam políticos, pessoas físicas ou jurídicas devedores de multas eleitorais, eventos para arrecadar recursos, ainda incluíram na reforma, emenda do deputado Áureo (SD-RJ) - anotem este nome para não votar - censurando até a internet, com o objetivo de "combater a guerrilha virtual e perfis fakes". Ainda bem que a ANJ, a ABERT e a ANER, estão protestando, uma vez que já existe o Marco Civil da Internet, estabelecendo que, somente mediante decisão judicial será possível a suspensão ou retirada de informações e opiniões. Quer dizer. Você aí, não vai poder fazer comentários sobre os candidatos... Olho vivo neste nome.

Buscam-se lideranças

Não são poucos os membros de muitas instituições no município que estão a "ver navios", pela impossibilidade de atuar politicamente, enquanto existir o feudo partidário, comandado apenas por uma comissão provisória que pode tudo e não decide nada democraticamente. Ouve-se pelos quatro cantos o lamento de pessoas de bem, até intencionadas a concorrer a algum cargo eletivo, que se veem obstados pelas regras do "quem manda aqui sou eu", embora o ministro Gilmar Mendes, que preside o Superior Tribunal Eleitoral, tenha divulgado resolução daquela Corte estabelecendo que, a partir do mês de março deste ano, no prazo de um ano, todos os partidos elejam os membros de seus diretórios a nível nacional, estadual e municipal.

Ele citou há pouco, o ex-deputado Waldemar da Costa Neto que, embora não sendo parlamentar, por mais de 10 anos ainda atua ditando as regras do PP - Partido Progressista, envolvido até a alma na Laja Jato e outras investigações. Com a não existência de diretórios para homologar as filiações e a falta de vontade política dos donos dos partidos para "esticar" ao máximo o prazo do TSF, vai ficando distante a mudança de nomes para liderar movimentos sociais e trabalhar em favor da população que está carente de líderes e não sabem como fazer.

Pior é que, a cada figura que começa a ganhar destaque no cenário político ou mesmo econômico, a "caneta do dono do poder" começa a funcionar e barra qualquer intenção das pessoas de bem que desejariam estar nas fileiras partidárias, dando sua participação para melhorar e dar credibilidade à classe política, tão desacreditada nos dias atuais. De qualquer forma, existem algumas pessoas com lupa na mão, tentando enxergar um caminho capaz de levá-las para a participação político partidária. Enquanto falta esta oportunidade, o município e a região vão ficando cada vez mais entregues a feudos que só pensam em muita grana para se eleger e ganhar imunidade parlamentar e, em consequência, a impunidade.

PONTADAS

Muito comentado esta semana o artigo assinado pelo editor de livros, Carlos Andreazza, sob o título Carta a Antônio Palocci, em que ele detona o ex-ministro de Lula e Dilma, e resolveu delatar tudo o que se passou nos bastidores petistas, ao saber que estaria sendo submetido a um processo de expulsão do Partido dos Trabalhadores. "Vale a pena ver de novo".



Atenção, senhores e senhoras que costumam viver alheios aos movimentos políticos. O deputado estadual Jorge Picciani, que preside o diretório regional do PMDB, voltou à ativa e já tem planos para lançar o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, como candidato a governador. Para quem não sabe, é aquele cidadão que disse a Lula por telefone que "Maricá é uma m..."

_____

E já que o assunto é política, comecem a anotar na agenda os nomes dos atuais deputados federais e senadores que pretendem se reeleger, mesmo após a hecatombe da operação Lava Jato. Muitos deles, candidatos Copa do Mundo - que só vêm a Macaé de quatro em quatro anos - não têm compromisso com a cidade, levam o voto e a vantagem. Depois, esquecem...

_____

 Até domingo.

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


02/10/2017 às 12h18m - Atualizado 02/10/2017 às 12h21m

Enfim, luz no fim do túnel...

Aguardado com bastante ansiedade pelo grupo empresarial da indústria de óleo e gás, foi realizado na última quarta-feira o leilão da 14ª Rodada de Licitações na Bacia de Campos, e foi celebrada a surpreendente arrecadação histórica de R$ 3,8 bilhões, acima das previsões. A Petrobras foi a responsável pelo resultado positivo que entrou em parceria com a gigante americana ExxonMobil e a grande participação da estatal num certame depois do escândalo revelado pela Operação Lava Jato. Após conhecido o resultado, a euforia tomou conta dos empresários e instituições ligados à indústria do petróleo que, desta forma, começa a enxergar luz no fim do túnel, embora o processo seja demorado para apresentar resultados (que pode chegar a cinco anos), abre perspectivas de otimismo para o mercado.

Mas, se houve este avanço, sempre visionado pela Abespetro e pelo IADC, na Firjan, membros da Comissão Municipal de Macaé, liderados principalmente pelo empresário Cliton da Silva Santos, que nunca cansou de cobrar, vê agora mais um motivo forte para que a Unidade do Senai Cabiúnas seja concluído, oferecendo formação de mão de obra especializada. Afinal, foi uma parceria entre o poder público que doou o terreno de cinco mil metros quadrados, a Petrobras que iniciou e completou sua participação nas estruturas de treinamento e a Firjan, responsável pela construção das obras de construção civil.

Ou seja, com praticamente 70% do projeto da Unidade Senai Cabiúnas concluído, por causa da crise, houve a paralisação, razão para ser cobrada, agora, a imediata retomada da obra. Também o comércio e a rede hoteleira que vêm amargando uma crise sem igual desde o início dela, já veem com bons olhos a retomada e, quem até agora resistiu, vai continuar lutando para manter empregos e sobreviver à crise.

Água, água, água...

"Mais água para Macaé". Quem de nós, em todos os períodos de campanha eleitoral, e lá se vão quase 50 anos, não ouviu ou viu este slogan de campanha dos políticos que em cada legislatura acenavam para a população com a promessa de "mais água para Macaé". Só que, a cidade cresceu, dois distritos foram emancipados, a população passou de pouco mais de 30 mil para quase 250 mil habitantes, e até agora, a água não chegou nas torneiras, principalmente dos que residem na periferia ou em locais elevados, para onde fica mais difícil aumentar a pressão e com isso, a utilização de caminhões-pipa fazem a festa cobrando preços extorsivos para abastecer prédios e comunidades com abastecimento deficiente. Em 2013, quando a população acreditava nas promessas de campanha e de mudanças, foi anunciado que em quatro anos toda a cidade estaria com o sistema de abastecimento completado.

Numa das reuniões da Comissão Municipal da Firjan, o superintendente da CEDAE revelou e mostrou números, o projeto para Macaé com investimentos de R$ 105 milhões que resolveria de uma vez, o eterno problema. Só que a CEDAE "vendeu" a conta para a Odebrecht cobrar, que aliou o consumo de água ao de esgoto, dobrou o custo das tarifas e... como perguntar não ofende, onde apareceram as soluções? E cada vez mais a população foi ficando esquecida até que, esta semana, a Cedae emitiu uma nota pedindo aos moradores de Macaé e Rio das Ostras, principalmente, que economizassem água pois o abastecimento estaria sofrendo manobras pela dificuldade na captação no Rio Macaé. Já houve manifestação da população? Sim. Mas dos políticos? Não. São exatas de como ficará a situação. Principalmente agora que a Odebrecht passou a conta (vendeu) de seu contrato para a BRK. Onde estão as explicações, principalmente legais, para tudo isso?

PONTADAS

O prefeito de Macaé recebeu mais um presente do Ministério Público Estadual. Uma ação de improbidade administrativa pela desobediência às leis. São 50 páginas bem alicerçadas na legislação que, ao final, além da condenação, pede também a indisponibilidade de bens. Não é esta a primeira e, também, não será a última. A contratação dos 1.300 candidatos está a perigo.



Bombástica e muito comentada não só pela mídia, mas também pela classe política, a decisão do ex-ministro Antônio Palocci de sair do PT, antes da expulsão. Os detalhes de sua carta ao partido, são peças que ficarão para a história. Diz, num trecho: "Minha geração talvez tenha errado mais do que acertado. Ela está esgotada. É nossa obrigação abrir espaço a novas lideranças, reconhecendo nossas graves falhas e enfrentando a verdade".



Brasília continua em pé de guerra. Depois que a primeira turma do STF decidiu afastar o Senador Aécio Neves do cargo e obrigar seu recolhimento à casa durante à noite, mexeu com o vespeiro. Agora, sob a batuta do presidente Michel Temer, os senadores ensaiam uma reação para reverter o caso. Briga que vai durar e pode trazer consequências graves para o meio político.

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


20/09/2017 às 15h32m

Caminhos a escolher

Desde o momento em que o PMDB, partido aliado do PT que garantiu a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff, decidiu escrever a "Carta para o Futuro", após terem sido deslanchadas as denúncias de corrupção e iniciada a Operação Lava Jato, parecia que, afastando Dilma do governo e tomando as rédeas do país, anunciando uma nova equipe econômica e tomando medidas que pareciam abrir caminho para a credibilidade, principalmente da classe política, o que se viu até agora foi exatamente o contrário.

Evidente que, como num jogo de futebol, cada time tem seu técnico que escala os melhores jogadores para enfrentar os adversários, mas... parece que o PMDB ao escalar sua representação para alinhar os quadros do governo, desde o início só encontrou dificuldades e uma série de denúncias de corrupção, a ponto de levar o presidente Michel Temer a ficar com um índice baixíssimo de credibilidade (5%), o que jamais aconteceu na história política do país. A cada instante em que um novo personagem é denunciado, desaba uma avalanche de acusações tão fortes deixando a população indignada, mas parecendo para as mortais famílias de políticos que todo esse derrame de dinheiro, enriquecendo figuras nababescas, fosse a coisa mais normal do mundo.

Daí, não restam dúvidas, a falta de dinheiro para a saúde, educação, transporte, habitação, saneamento, abastecimento de água, enfim, o dinheiro destinado a obras de infraestrutura escoando pelo ralo. O Ministério Público, na sua última manifestação em que denuncia mais uma vez o presidente Temer e políticos, divulga uma cronologia do crime, de que são de R$ 29 bilhões o prejuízo da Petrobras pela atuação da organização criminosa apontada por Janot, com sete denunciados, R$ 587 milhões de propina recebida e sete instituições lesadas, ações que vêm sendo realizadas desde 2001 quando Temer assumiu a presidência do PMDB. Em sua coluna, José Casado explica que: "A partir da citação de Ulysses Guimarães ("o poder não corrompe o homem, é o homem que corrompe o poder"), esse guia sobre o PMDB de Temer, às vezes, parece mesmo descrição de um mundo fantástico. Seria ótimo se fosse apenas coisa do realismo mágico. O problema é que tudo é verdade, o que informa a coletânea de provas judiciais anexadas".

Recuperar Macaé

Com a crise do petróleo que se abateu em todas as regiões, principalmente nos municípios que compõem os produtores de petróleo que "nadaram de braçadas" recebendo royalties, os estudos demonstram que nenhum deles fez o dever de casa, como deveria. O dinheiro, gasto de forma perdulária, como chegou a denunciar o então presidente da Agência Nacional de Petróleo, em 2007, quando foi anunciada a descoberta das reservas no pré-sal, parece não ter levado nenhum governante a pensar no futuro e sim, gastar mais.

Com uma produção maior e a legislação alterada, o PT pretendeu estabelecer que 25% dos novos royalties seriam aplicados em saúde e 75% em educação. Só que todos os sonhos petistas de manter toda a reserva sob domínio da Petrobras, que a esta altura já via sair pelos dutos uma enorme grana em que todos os corruptos listados na Lava Jato não paravam de irrigar, continuou e, mesmo com a crise mundial que abalou o mercado batendo às portas das empresas, não houve nenhuma reação imediata para tentar frear a escandalosa distribuição via empresários e partidos políticos.

Talvez, imaginariam que a sopa não ia acabar. Desde 2014 amargando uma crise difícil de ser superada, outros escândalos foram aparecendo. Como, por exemplo, quem imaginaria que Cabral estaria envolvido até o pescoço com a corrupção? Além do time dele, e de outros personagens, incluindo aí o Tribunal de Contas do Estado arrastando prefeitos para o limbo? Mas, o que devemos fazer com urgência, e para isso as instituições e a sociedade civil organizada deveriam se preocupar, é fazer igual a Noruega.

Desde o início, por lá, foi criado um fundo para o qual eram destinados 5%. Mas o dinheiro não poderia ser retirado por qualquer motivo e, por mais justo que fosse, apenas 4% para obras de infraestrutura. Ou seja, agora, a Noruega anuncia que tem um fundo estimado em R$ 1 trilhão de dólares, isso mesmo, sem que ninguém possa botar a mão. Por aqui, chegou a ser criado o Conselho Municipal dos Royalties. Funcionou? Alguém sabe qual o nome dos seus membros?  Se outros lugares não querem ter o exemplo de Macaé para planejar, por que não pensar, agora, em criar esse fundo para ter alguma coisinha no futuro?

PONTADAS

Em Brasília, os parlamentares continuam não se entendendo e buscam encontrar um caminho para criar o "fundão" para financiar a campanha eleitoral. Com a denúncia contra o Temer, e jorrando dinheiro para barrar a aceitação da denúncia, para que tirar mais dinheiro do estado se a maioria, senão todos vão levar uma boquinha? O prazo para a reforma eleitoral está no fim.



Com a duração da crise do petróleo, os empresários macaenses vêm enfrentando o desafio e abrindo os olhos para o turismo, não só de negócios, como mirando nas belezas naturais para alavancar os negócios. Mesmo com o ISS elevado (5%) para a rede hoteleira, são os hotéis, principalmente, que continuam mantendo a empregabilidade e movimentando o turismo.



A partir deste final de mês, começará a corrida para a filiação de possíveis candidatos para deputado estadual e deputado federal. Tomara que as lideranças partidárias deixem de lado as vaidades pessoais e se unam para fazer uma campanha do voto útil a fim de eleger dois deputados federais e, pelo menos, três estaduais. Macaé tem eleitores suficientes para isso. Vamos ser bairristas?



Até domingo.


Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


11/09/2017 às 17h53m

Dia da Independência...

A semana da independência que deveria ser civicamente comemorada pelos poderes, acabou surpreendendo muita gente que, mesmo com as espetaculares informações divulgadas pela mídia, não deixou de comparecer ou assistir aos desfiles em Macaé, e ver pela televisão em Brasília, no palanque oficial o presidente Michel Temer, autoridades militares e ministros, dentre outras, garbosamente, assistir ao espetáculo cívico-militar. Até aí, tudo bem.

Não deixou de ser parte de um cerimonial histórico. Mas, o outro lado, aquele que deixou todos os cidadãos brasileiros indignados mais uma vez, foi a série de ações das autoridades, com destaque especial para a Polícia Federal que, cumprindo mandados de busca e apreensão em vários pontos do país, conseguiu apreender no apartamento de um amigo do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso em casa na Bahia mas sem tornozeleira eletrônica, malas e caixas de dinheiro, entre notas de R$ 100,00, R$ 50,00 e moedas estrangeiras, cerca de R$ 53 milhões. Nunca, na história deste país, houve episódio parecido que pudesse marcar como ainda são falhas as ações de controle das autoridades.

Ao mesmo tempo em que isso ocorria, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, denunciava Lula e Dilma, como chefes de uma organização criminosa (mais uma vez) e a população tomava conhecimento das gravações feitas pelo dono da JBS, Joesley Batista, incriminando não só procuradores como, também, membros do Supremo Tribunal Federal. Entrou na lista da mídia, também, as denúncias de corrupção para escolha de países para sediar a Copa do Mundo e das Olimpíadas, não só no Brasil e Rio de Janeiro, como na Rússia e em Tóquio. Enquanto isso, no "escurinho" do Congresso Nacional, ofuscado pela avalanche de informações não muito republicanas, os deputados aprovavam em primeira discussão o fim das coligações partidárias e a cláusula de barreiras para diminuir o bolo do Fundo Partidário, mas deixando o flanco aberto para aprovar mais na frente, a toque de caixa, o Distritão e o novo Fundo de Financiamento Público das Campanhas de R$ 3,6 bilhões. Como diz o Boris Casoi, âncora da Rede TV: Isto, é uma vergonha...

Em busca de candidatos

Praticamente, faltando pouco mais de um ano para as eleições de deputados estaduais, federais, governadores e senadores, muitos partidos já estão se mobilizando em busca de nomes que possam representar o novo, objetivando mudar o quadro de representação na Assembleia Legislativa, no Senado e na Câmara dos Deputados. Desejo primeiro da população que não se vê representada no Poder Legislativo estadual ou no Congresso Nacional. O surgimento de novos partidos e a alteração de nomes de outros procurando de alguma forma distanciar-se dos escândalos que envolvem grande número de parlamentares, envolvidos na Operação Lava Jato, e se estendendo por outras investigações que vão ampliando seus tentáculos de cima para baixo, em efeito cascata.

Não fosse a burocracia e a demora na tramitação dos processos, talvez Macaé já estivesse com alguns casos sendo investigados por que não são poucas as denúncias. Mas, como "a Justiça não anda", os políticos atiram-se na aventura de buscar um mandato na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados e ganhar imunidade, foro privilegiado e, em consequência, impunidade. A não ser que haja alguma mudança, o que dificilmente acontecerá, para que a credibilidade da Justiça, dos políticos e de outros órgãos, seja outra vez a esperança do povo. Como os partidos políticos continuam apenas com "um dono só", desde o momento em que são nomeadas apenas Comissões Provisórias, situação que desde março passado deverá se adequar com a eleição dos diretórios, como estabeleceu em Resolução o Tribunal Superior Eleitoral, os "donos" não apresentam programas, ideias, debates e não promovem discussão para saber o que o povo quer. Inclusive, democraticamente, no diretório, homologar o nome de candidato que poderia representar o partido.

Mas, enquanto isso não acontece, os "antigos" candidatos, que já cansaram de fazer promessas aos eleitores e de não gozarem de prestígio que possam leva-los ao poder, continuam através das redes sociais expondo suas posições. Como a rede social é um território livre, onde muitos se manifestam, difícil entender a contextualização das propostas, se é que existe alguma. Por exemplo: Para onde caminha o município de Macaé? Depois da crise, difícil saber se não houver um amplo debate

PONTADAS

A redução dos royalties pela exploração de petróleo para incentivar as empresas a investir mais nos campos maduros da Bacia de Campos, objetivando aumentar o número de empregos, é uma campanha que agrada a todos os empresários. É igual a passagem a R$ 1. As empresas já instaladas são subsidiadas, mas a compensação vem no pagamento do Imposto Sobre Serviço. Aí...

Querendo ou não, parece que a omissão das lideranças políticas levou a Infraero a colocar na lista de concessões, o Aeroporto de Macaé que, há algum tempo, chegou a ostentar o índice de maior movimento de pousos e decolagens. Depois que a nova Estação de Passageiros ficou pronta para ser inaugurada em novembro ou dezembro, resta apenas o reforço da pista atual para voltar a ser a sala de visitas de Macaé.

_______  

E o Macaé Basquete, hein? Acabou não conseguindo o apoio necessário para fazer parte do NBB 10. O Leo Costa que faz um trabalho social digno de reconhecimento, demonstrou há pouco tempo que até cadeirantes de Macaé conquistaram um título inédito a nível Brasil. Como o Macaé Esporte também está na zona de rebaixamento da Série C, daqui há pouco nossa cidade não terá estrelas brilhando, tudo por falta de apoio.


Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe:


View Site in Mobile | Classic
Share by: