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Teatro do Oprimido chega à Macaé

Mostra de teatro prova que, pela arte, pessoas com transtornos psiquiátricos têm menos depressão, menor tempo de internação e maior vontade de viver

Em 01/12/2009 às 11h05


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GTO Tô fazendo arte GTO Tô fazendo arte

Amanhã (1º), estreia na cidade o Teatro do Oprimido na Saúde Mental, produzido pela psicopedagoga Cláudia Simone, com Alessandro Conceição, e coordenação do sociólogo Geo Britto. Em dois dias de apresentação, o público poderá conferir cenas de teatro-fórum apresentadas por grupos macaenses, a exposição “A Estética do Oprimido”, além de participar do lançamento do último livro do teatrólogo e ensaísta Augusto Boal e assistir a exibição de um documentário/curta-metragem. Com ingressos gratuitos, a Mostra acontecerá no Teatro da Escola Estadual Matias Neto, até quarta-feira (2), e é a primeira do grupo em Macaé.

No município macaense, o Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental vem sendo realizado desde setembro de 2008 e, atualmente, já capacitou cerca de 30 profissionais da saúde mental como multiplicadores, entre psicólogos, assistentes sociais e musico terapeutas. Além dos cursos de capacitação promovidos no período, a equipe coordenadora fez visitas de acompanhamento e algumas demonstrações públicas do trabalho realizado por estes profissionais. Segundo a psicopedagoga Cláudia Simone, “muitas foram às ações e realizações do projeto de Teatro do Oprimido na Saúde Mental no município de Macaé, em consonância com a reorientação do modelo de atenção em saúde mental no Brasil, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental”. A proposta básica do grupo é, de acordo com Cláudia, que os profissionais da saúde mental se apropriem da metodologia do Teatro do Oprimido e possam, com essa nova linguagem, abrir espaços de diálogos através da Estética do Oprimido, fazendo surgir teatralmente com os grupos populares de Teatro do Oprimido macaense os problemas urgentes que necessitam de alternativas.

Através do teatro, da encenação de um problema ou conflito, como transporte, alimentação, desemprego, racismo, corrupção, entre outros, o grupo afirmou que se pode chegar a um entendimento das condições dos protagonistas. E que a partir do teatro começa a existir uma nova relação, mais humana, entre usuários e profissionais da saúde mental. “Num contexto onde tentam esconder o diferente, o Teatro do Oprimido vem estimulando a sua visibilidade como cidadão e agente transformador de sua própria história. O diferente sobe no palco, conta sua história, vê e é visto por todos sem negar a sua condição de usuário, porém sem se sentir inferior, mas semelhante com sua diferença”, destacou Cláudia Simone.

O grupo do Centro de Teatro do Oprimido leva em conta que, a partir desta arte, os diferentes voltam a se sentir como parte da sociedade e que desde que o teatro entrou na vida destas pessoas com transtornos psiquiátricos, os períodos de internação e de depressão diminuíram e a adesão ao tratamento aumentou, assim como a vontade de viver ressurgiu. O sociólogo Geo Britto afirmou que: “é importante considerar a questão do Teatro do Oprimido como possibilidade de uma metodologia artística que proporciona o diálogo. Um exemplo é que, atualmente os CAPS (Centros de Atenção Psicossociais) vêm utilizando o Teatro do Oprimido nas suas assembléias, com usuários, seus familiares e profissionais. Onde muitas vezes não se conseguia se fazer entender pela fala, agora, trabalhadas através da imagem, do teatro, se estabelece o diálogo.”A Mostra do Centro de Teatro do Oprimido tem patrocínio do Ministério da Saúde, por intermédio da Coordenação Nacional de Saúde Mental, e apoio da Prefeitura de Macaé, através da Secretaria de Saúde, Coordenação de Saúde Coletiva e Coordenação de Saúde Mental.

Serviço:

Mostra Macaense de Teatro do Oprimido na Saúde Mental
Dias 1 e 2 de dezembro, às 17 horas
Local: Teatro da Escola Estadual Matias Neto
Rua Araruama s/n°, tel.: (22) 2762-0510
Capacidade de público: 100 pessoas sentadas e 100 em pé, com acesso facilitado para deficientes. Classificação indicativa: Livre
Duração: 180 minutos
Ingressos: Grátis
Mais informações: www.cto.org.br

Autor: Louiseanne Parreira

Foto: Comunicação/Centro de Teatro do Oprimido


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