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Monopólio Desmantelado

Em 19/07/2010 às 12h28


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Com a aproximação do pleito eleitoral de outubro, viu-se que não havia nenhuma consistência política nas articulações empreendidas pelo Prefeito de Niterói, o seu Vice e o deputado Presidente Regional do PPS. Foi só o chefe do executivo municipal passar por um rápido problema de saúde, para seus parceiros de 2008 articularem situações que, certamente, arruinarão tudo o que foi planejado.
Então, confirmado o que se escuta pelas esquinas da cidade, a pretensão do Prefeito em apoiar seus candidatos preferenciais com os quais promoveu composições, não terá respaldo naqueles que se pensava que não haveria qualquer divergência futura. A aliança, (ou acordo), não foi concebida em linha reta, está desarranjada, desconcertada e desmantelada. O deputado estadual do Prefeito não apóia o seu candidato a deputado federal e vice versa, ambos apoiarão outros de municípios diferentes. Seu Vice não ficará com o deputado estadual da cidade, já anuncia o seu apoio a outro que não é de interesse do Prefeito. Tudo pelo ardente desejo na sucessão municipal de 2012.
Claro, já não se faz política como antigamente. Amaral Peixoto passou pela Velha Província por mais de 50 anos e sempre manteve os mesmos correligionários ao longo desse tempo e ninguém traia ou era traído pelo Comandante. Hoje, só interessa à maioria dos políticos, o imediatismo. Só que, com a evolução dos meios de comunicação, os esquemas políticos podem ser derrubados num “piscar de olhos”, e é o que está por acontecer na ex-Capital fluminense. Até o cargo do Prefeito pode estar em perigo.
Aliás, por falar em traição, é impressionante a quantidade de pessoas que Anthony Garotinho deu oportunidades em seu governo e que depois de sua fase difícil fora do poder, os mesmos, agora, fazem parte do atual governo estadual em grande estilo e fazendo oposição para se garantirem em posições destacadas, “custe o que custar”. Essa turma de “linha quebrada” não tem vida longa no meio dos “de linha reta”.
A não ser que façam a opção definitiva pela linha dos inescrupulosos que conseguem se manter no topo da política nacional, mesmo com as costumeiras falcatruas já de conhecimento geral. Poucos conseguem conviver nesse patamar por muito tempo. Os Sarneys, os Renans e os Barbalhos não podem servir de exemplo para quem deseja prestar bons serviços à nação. A esperança nesse próximo pleito é que a internet possa ter uma grande influência nessa questão dos fichas sujas, que deverão ser extirpados do meio político, pois, um enorme percentual continua envergonhando uma classe que ainda possui figuras que respeitam os eleitores. Poucas, mas existem.
Nas histórias de traidores, não há privilégios para os políticos de hoje, não se pode esquecer o que Leonel Brizola fez ao se eleger governador em 1982. Deu oportunidades a muitos que fizeram parte de seu governo, onde Cesar Maia, Marcello Alencar e um punhado de oportunistas se deram muito bem com suas atitudes contrárias de quem os inventou. Não há mais retidão na vida partidária, tanto parlamentares como novos pretendentes a cargos eletivos, trocam de partidos como trocam suas próprias roupas e acham que ideologia é coisa brega, invenção de babaca, pensamento de indivíduo que nada sabe de como chegar ao poder. O traidor de hoje, poderá ser o traído de amanhã.
É um verdadeiro bumba meu boi!

Célio Junger Vidaurre é advogado e cronista político. Acesse também o site www.celiojungereconvidados.com.br


Autor: Célio Junger Vidaurre - celiovidaurre@yahoo.com.br


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