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Apoio necessário

Em 06/12/2010 às 12h06


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Quando iniciamos este movimento para salvar a Lagoa de Imboassica, não podíamos sequer imaginar o apoio que teríamos em tão pouco tempo. Além da medalha de bronze em Pequim (2008) Isabel Swan, recebemos esta semana o apoio de Lars e Axel Grael, nossos campeões da vela internacional.

Lars, que representa um exemplo de superação, após seu acidente em 1998, quando teve seu barco atropelado por uma lancha, causando-lhe sérios ferimentos, voltou a velejar, mesmo com uma perna amputada, e voltou para ganhar. 

Medalha de bronze em Seul (1988) e em Atlanta (1996), foi ainda pentacampeão sulamericano e dez vezes campeão brasileiro da classe Tornado. Hoje veleja na classe Star e faz parte da Equipe Permanente de Vela Olímpica.

Axel Grael, irmão de Lars, é engenheiro florestal, consultor ambiental e velejador. Foi presidente da Feema/RJ e conhece os problemas que a Lagoa de Imboassica enfrenta.

Outro que não podia ficar de fora desta luta e aceitou de imediato apoiar no que for necessário para a recuperação da Lagoa de Imboassica é o Dr. Aluísio, nosso deputado federal eleito este ano. Segundo Dr. Aluísio, devemos focar em “trazer água e tratar o esgoto para a população e assim cuidaremos não só da Lagoa de Imboassica, como de toda a região”.

O Projeto Lagoa Viva foi convidado a participar de um evento extremamente importante para a natureza. A empresa Bioma se dispôs a contabilizar a emissão de carbono causada pela campanha do então candidato Dr. Aluísio e dar em contrapartida o plantio e cuidados por três anos de mudas de árvores.

 O local escolhido será a margem do Córrego Dantas, na Serra de Macaé, no dia 18 de dezembro, às 10h. Nada mais nobre e educacional que esta atitude. Se pensarmos em compensar a natureza pelos nossos danos inevitáveis, teríamos com certeza um planeta melhor.

Pessoas como a família Grael e Dr. Aluísio, que sempre estão dispostas a fazer algo pela natureza, nos dão forças a continuar nesta árdua luta para salvar a Lagoa de Imboassica.

Nesta semana começamos a esboçar os grupos de trabalho que atuarão junto às secretarias e outros órgãos públicos. Gostaríamos de contar com a colaboração dos secretários para que nos auxiliem em agendar estas reuniões. Sabemos das tarefas de todos e da falta de espaço em agenda, porém se não começarmos logo, teremos mais dificuldades pela frente. 

Temos como exemplo o estudo do assoreamento da Lagoa de Imboassica, que segundo o secretário Maxwell Vaz, o levantamento batimétrico, ou seja, o estudo das profundidades da Lagoa, já foi feito, faltando somente um projeto para levantar as áreas a serem dragadas, para devolver a altura de lâmina d’água necessária. Esperamos para esta semana começar a estudar este assunto.

Outro problema que enfrentamos são as taboas e devemos estudar uma maneira mais produtiva para seu controle, pois estas plantas sufocam a biodiversidade da Lagoa. Hoje está em andamento a retirada com o uso de uma embarcação, que “reboca” as ilhas de taboas para uma margem, onde máquinas retiram-nas da água, aumentando a área da Lagoa. É um trabalho árduo e necessita ser estudado para ser mais efetivo. 

Temos à frente desta embarcação nosso querido Tio Jorge, que com sua sabedoria, auxilia em muito os técnicos a buscarem uma solução para a Lagoa. Escutar Tio Jorge declamando uma de suas poesias sobre a Lagoa de Imboassica, já vale a pena estar engajado nesta luta.

A obra do Canal Extravasor, depois de muito tempo, parece que vai sair. Hoje o controle das enchentes é executado com muito trabalho no canal existente. Quando pensamos em outras lagoas pelo mundo, com sistemas de comportas avançados e comparamos com nossos bravos guerreiros lutando para controlar o nível da Lagoa, evitando enchentes certas, nos dá um nó na garganta.

Quanto às empresas no entorno da Lagoa de Imboassica, devemos lembrar sempre que o protocolo para trabalhar para a Petrobras, implicitamente ou explicitamente, impõe uma conduta de não-poluente. Essas empresas devem verificar periodicamente seu sistema de esgotamento sanitário para garantir que não estão poluindo o lençol freático e em consequência a Lagoa. 

A Secretaria de Meio Ambiente nos garante que essas empresas foram visitadas, algumas delas até mesmo autuadas, porém, de nada adiantará o pagamento da multa se não corrigir os problemas. Pior ainda será se isto se transformar em pendenga jurídica entre empresa e prefeitura.

 Normalmente os gastos para correção de um sistema de esgotamento sanitário são irrisórios comparados ao faturamento destas empresas. Sem contar que se o sistema de esgoto não funciona corretamente, os empregados correm sérios riscos de contrair doenças, mesmo sem saber, e aí sim, passa a ser um grande passivo trabalhista para a empresa.

Esconder-se dos problemas absolutamente vai resolvê-los. Devemos enfrentá-los para não sermos engolidos por eles.

Autor: Ubiracy Jardim | Engenheiro Civil


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