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Macaé: alvo de investimentos do Governo

Alguns repasses de verbas são obrigatórios, que vêm dos fundos de Educação

Em 30/07/2012 às 15h43


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Nos últimos dez anos, Macaé apresentou um crescimento de aproximadamente 600%. Segundo o presidente do Fundec (Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Macaé), Francisco Navega, este grande impulso leva a cidade a um perfil superior ao dos países árabes. Atualmente o município representa mais de 83% de todo petróleo e gás produzido no Brasil, o equivalente a 1,7 milhão de barris por dia. A perspectiva para o pós-sal é de que em 2015, esse número chegue a 3 milhões de barris, ou seja, um crescimento de mais de 50%. 

A presença do porto da Petrobras em Macaé é fundamental para todo esse crescimento. "A Petrobras, com todo o movimento no que diz respeito a petróleo e gás faz com que o município seja visto de forma positiva e de fato é atualmente uma grande potência. Nós somos o 14º país do mundo em reservas provadas de petróleo e gás, sem contar ainda com o pré-sal. Com o advento, o Brasil pode se tornar o 6º país do mundo em reservas testadas de petróleo. É certo dizer que para suportar tanto crescimento e a responsabilidade que chega junto com ele, há uma  necessidade grande hoje de algumas políticas voltadas para a infraestrutura, mas tenho certeza de que o município conseguirá atender às expectativas de todo esse desenvolvimento", declarou Navega. 

De acordo ainda com o presidente do Fundec, Macaé hoje possui mais de 12 mil CNPJ’s, muitos deles fazendo parte do imenso polo de petróleo e gás existente no município. "Por este motivo que a cidade é considerada como a Capital do Petróleo. As expectativas estão voltadas para o nosso município, por isso, é fundamental que os próximos governos tenham esta mesma visão, para que possam dar continuidade a este trabalho, deixando Macaé sempre no topo quando se fala em desenvolvimento e dinamismo".

Recursos Federais

Por se mostrar tão dinâmica e com um crescimento bastante acelerado, o Governo Federal não para de investir na cidade. Os recursos federais chegam para Macaé de uma maneira muito significativa, principalmente quando se fala da infraestrutura macaense. Hoje há a possibilidade da ampliação do Aeroporto, que recebeu  70 milhões para sua reformulação, a duplicação da RJ-106, PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Minha Casa Minha Vida e o VLT, aprovado em 47 milhões de reais. "Mas isso tudo só foi possível em função de uma centralização dentro da Prefeitura de Macaé, através da Câmara de Gestão Permanente, onde se acompanha todos os procedimentos de repasse dos recursos, documentação, chegada dos recursos, distribuição e manutenção desses processos. Tudo feito com muito acompanhamento e cuidado", contou Navega. 

Alguns repasses de verbas são obrigatórios, que vêm dos fundos de Educação, Assistência Social e Saúde. Francisco explicou também que, toda e qualquer verba que venha além do que já é imposto, a prefeitura tem que se encontrar com todas as contas em dia, e atualmente o órgão está apto a receber todas essas verbas. "Pode-se dizer que as contas do município já estão bem alinhadas, dando a possibilidade de recebimento de novos investimentos do Governo Federal. O trabalho da Câmara Permanente de Gestão está sendo muito bem feito, através de um processo de controle, administração e manuseio de todos os recursos". 

Navega enfatiza que é impossível administrar Macaé hoje sem recursos estaduais e federais, e que o atual prefeito deixará para as próximas gerações os grandes convênios firmados através de parcerias com os governos federal e estadual, como a Delegacia Legal, UPA (Unidade de Pronto Atendimento), Hospital da Mulher, Prodesmar, modificações do 9º Grupamento de Bombeiro Militar, entre muitos outros. "No momento nos encontramos numa condição bastante tranquila e para o futuro aguardamos a duplicação da BR-101, não que necessariamente dependa de Macaé, mas sabemos como esta rodovia é importante para o município e o quanto ela precisa ser modificada, para dar mais segurança por quem passa por ela". 

Qualificação profissional

segundo Navega, Macaé hoje é considerada em termos de orçamento municipal, uma "Top 30", ou seja, está entre umas das 30 maiores cidades do país. Com relação à qualificação profissional está entre as cinco maiores do Estado do Rio de Janeiro em carteira assinada. Além disso foi considerada pelo Índice Firjan, como a primeira cidade do Estado no índice de qualidade de vida, levando em consideração a qualificação profissional, saúde e educação. 

"Temos um polo universitário com mais de 15 mil alunos e a expectativa é de chegar no final do governo Riverton com mais de 20 mil estudantes, o que, sem dúvida, será mais um grande passo. Em termos de saúde a cidade também está muito bem amparada, com o Hospital da Serra, Hospital da Mulher, UPA, Hospital Público Municipal (HPM), além das Universidades de Farmácia, Enfermagem e Medicina", disse.

Todas as empresas que trabalham atualmente em Macaé, ou têm a sua área de qualificação interna, ou utilizam as instituições instaladas na cidade, como Cetep e Senai. Francisco Navega ressaltou ainda que o emprego no município é garantido, mas somente para quem tem qualificação. "A cidade consegue receber um número muito grande de pessoas que vêm de fora e dar oportunidades a elas. Basta se qualificar e estará empregado, sem dúvida alguma. Macaé é o segundo polo hoteleiro do estado, perdendo somente para a capital e também o segundo polo gastronômico, sendo o primeiro do interior. Sem contar que temos mais de 30 escolas de inglês na cidade. O avanço não para e é fundamental que todos se capacitem para acompanhar este desenvolvimento", concluiu Francisco Navega, presidente do Fundec.

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