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A chegada da Petrobras impulsiona Macaé

Após a instalação da estatal na década de 70, a Princesinha do Atlântico se transformou em Capital Nacional do Petróleo

Em 03/10/2012 às 10h35


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A vinda da Petrobras para o município foi um marco histórico, tanto para a cidade quanto para a região. Desde a década de 70, quando a Petrobras escolheu Macaé para sediar sua sede na Bacia de Campos, a cidade deu um salto de crescimento.

Em 1977, quando a Petrobras deu início às suas instalações em Macaé, em uma área de quase 200 mil m², situada na praia de Imbetiba, a empresa já se preocupava com o meio ambiente, porém naquela época a conscientização ambiental era algo sem importância.

Mais de quatro mil empresas se instalaram no município e, por conta disso, sua população triplicou, sendo atualmente cerca de 200 mil habitantes em Macaé. Daí por diante a cidade não parou mais de crescer: surgiram inúmeros hotéis de luxo, empreendimentos do setor de serviços, principalmente no ramo de restaurantes, aumentando o chamado "turismo de negócios".

A exploração da Bacia de Campos começou no final de 1976, com o poço 1-RJS-9-A, que deu origem ao campo de Garoupa, situado em lâmina d'água de 100 metros. Já a produção comercial, começou em agosto de 1977, através do poço 3-EM-1-RJS, com vazão de 10 mil barris/dia, no campo de Enchova.

Na segunda quinzena de julho de 1977, inúmeros operários da empresa Nordeste-Subaquática, contratada pela Petrobras, estiveram trabalhando na praia de Imbetiba em Macaé sob a orientação de engenheiros onde foi construído o terminal marítimo para atracação de navios e onde foi instalada, a base auxiliar da Petrobras.

Na primeira quinzena de outubro do mesmo ano, teve início a obra do terminal marítimo. Nesta altura, a estatal já havia instalado seu escritório nas dependências da Oficina de Imbetiba da Rede Ferroviária Federal, quando houve ainda a chegada de diversos materiais que eram descarregados no local onde a empresa instalou seu canteiro de obras e fechou ao público o acesso ao antigo farol.

Em abril de 1978, a expectativa era que 70% do petróleo campista seria produzido em Macaé, quando a estatal apresentava um esquema de produção que compreendia 69 poços, dos quais 49 eram localizados em Macaé. A Petrobras ainda anunciava a construção de dois oleodutos e dois gasodutos até Barra do Furado. A produção do sistema era prevista para 1982, quando a Bacia de Campos estaria produzindo entre 220 a 250 mil barris diários.

Em setembro de 1978, o Grupo Executivo de Desenvolvimento da Bacia de Campos, órgão da estatal, se mostrou preocupado com o sistema de escoamento de petróleo e gás natural para o litoral fluminense. Para resolver o problema, seriam construídas partes de armazenamento e de bombeio em módulos, e a primeira etapa teria uma capacidade para operar com 200 mil barris ao dia.

Em outubro do mesmo ano, a Petrobras anunciava um investimento de 11 milhões de cruzeiros em obras que incluíam, entre outros, o Terminal de Apoio à Bacia de Campos em Macaé, que tinha verba prevista de R$ 300 milhões de cruzeiros e previsão de conclusão das obras para janeiro do ano seguinte.

Foi na mesma época que a empresa anunciou um dos primeiros avisos de contratação de funcionários para Macaé, quando solicitava inscrição para o cargo de Instalador Mantenedor de Telefonia, para atuar, entre outros, na Construção do Terminal de Macaé (COTEMA). Como exigências, apresentação de documentos de identificação, comprovante de conclusão da 6ª série do ensino fundamental, ter no máximo 45 anos de idade, comprovar experiência mínima de um ano na atividade comprovado em carteira de trabalho, além de fotos 3x4. Este seria o primeiro de muitos outros que se estenderiam nos meses seguintes para vagas de motoristas, contramestre de manutenção de telecomunicações, entre outros.

Em dezembro 1978, era divulgado o sistema definitivo de produção da estatal. Em maio de 1979, o então presidente da empresa, Shigeaki Ueki, deu explicações sobre a obra que estava sendo realizada em Imbetiba. Mas apenas em agosto teve fim a construção do Terminal Marítimo da Petrobras, que constituíam em sua instalação três píers, que recebiam em média 10 embarcações para atender a operação estratégica do litoral Macaé-Campos na prospecção do petróleo.

Também estava sendo construído no local o Distrito de Produção do Sudeste, que foi transferido de Vitória (RJ) para Macaé. Hoje, o petróleo é maior força econômica da cidade. Até 2010, a Petrobras vai investir US$ 25,7 bilhões na Bacia de Campos, o equivalente a 80% dos recursos da empresa em Exploração e Produção para todo o país. O município que vivia da pesca e da agricultura é hoje responsável pela produção de 85% de petróleo e 47% do gás natural do país.

Macaé tem a maior taxa de criação de novos postos de trabalho do interior do estado, de acordo com pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan): 13,2% ao ano.

A economia cresceu 600% desde 1997. Levantamento feito em 2006 pelo IBGE demonstrou que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita da cidade é de R$ 11 mil por ano, 30% maior do que a média nacional. O município atrai empresas de todo o país e do mundo: a cidade recebeu recentemente cinco hotéis de luxo.

Em 2004, a Fundação Getúlio Vargas apontou Macaé como a segunda melhor cidade brasileira para se trabalhar. A cidade também recebeu o título de Município Amigo da Criança, em reconhecimento às ações nas áreas de educação e saúde. O prêmio foi dado pela Organização Pan-Americana de Saúde.

No próximo ano, Macaé sedia a Brasil Offshore, feira que reúne quase 500 empresas do setor de petróleo de 50 países, e que também tem sido acompanhada, desde sua primeira edição, por O DEBATE. A feira é realizada no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, o segundo maior do estado, construído em uma área de 110 mil metros quadrados no bairro São José do Barreto.

Autor: Douglas Chaves / Márcio Siqueira


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