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Desenvolvimento econômico movido a gás natural

Parceria entre o governo do Rio de Janeiro e Minas Gerais tenta viabilizar gasoduto que ligaria Macaé a Ipatinga

Em 03/10/2012 às 11h10


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Macaé é conhecida como a Capital Nacional do Petróleo, isso se dá pelo fato do município ser banhado pela Bacia de Campos, principal ponto de exploração do ouro negro. Além de petróleo, é explorado nos poços gás natural, item que move veículos, abastece empresas e lares brasileiros. Em Macaé, não existe uma refinaria de petróleo bruto, porém, há o Terminal Terrestre de Cabiúnas (Tecab), o maior polo processador de gás natural do Brasil e uma das mais importantes e complexas Unidades da Transpetro.

Desta forma, por meio de uma parceria entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além das empresas Ceg e Gasmig, tenta-se viabilizar a construção de um gasoduto que ligue Macaé, por meio de Cabiúnas, até Ipatinga. O projeto tem a estimativa de gastar cerca de US$ 400 milhões, estendendo-se por 400 quilômetros entre os estados.

No momento, a proposta foi enviada até a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para aprovação. Com a implantação do gasoduto, a expectativa é de ajudar dois setores: as empresas, como a cimenteira, e a propagação dos veículos que utilizam como combustível o GNV (Gás Natural Veicular).

O polo de Cabiúnas, na região norte do município de Macaé, tem a capacidade de estocar e transferir aproximadamente 15% do petróleo e processa parte do gás natural produzido na Bacia de Campos.

O Tecab responde também pela produção e pelo fornecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) às distribuidoras que abastecem os mercados de Macaé, das regiões Norte Fluminense, dos Lagos e Serrana do Rio de Janeiro e de Vitória (ES), além do fornecimento de matéria-prima para abastecimento do Polo Gás Químico (por meio da Reduc).

A capacidade de processamento atual de 19,7 milhões de m3/dia de gás e de 4,5 mil m3/dia de condensado de gás é viabilizada por meio da operação de sete unidades: três URLs (Unidade de Recuperação de Líquidos); três UPCGNs (Unidade de Processamento de Condensado de Gás Natural) e uma URGN (Unidade de Resfriamento de Gás Natural).

Segundo o presidente do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico (Fumdec), Francisco Navega, a produção da área do pré-sal irá impulsionar não só o petróleo explorado, bem como o gás natural. "A área do pré-sal vai seguir sendo explorada de forma progressiva. Até 2015, serão 300 mil barris por dia nesta área. Já em 2020, deve-se chegar aos 700 mil barris diários, claro que isso é apenas uma projeção, pois, dependendo da vontade do governo, pode-se querer acelerar um pouco o processo e aumentar a produção. Isso falando de petróleo, em gás natural a tendência é de contínuo crescimento", afirmou.


Autor: Douglas Chaves douglaschaves@odebateon.com.br


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