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Projeto social visa promover a inclusão social na Nova Esperança.

"Juntos Por Uma Vida Melhor" oferece aulas de esporte, música e informática.

Em 29/06/2013 às 11h35


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Sem apoio do poder público, projeto precisa de parcerias para poder beneficiar cada vez mais jovens de comunidades caren Sem apoio do poder público, projeto precisa de parcerias para poder beneficiar cada vez mais jovens de comunidades caren
Fundamentais para promover a inclusão para pessoas que vivem em área de vulnerabilidade social, os projetos sociais contribuem para que milhares de crianças e jovens fiquem longe do mundo da criminalidade. Muito se fala de pacificação, mas muitos gestores públicos ainda demonstram pouco interesse em investir em trabalhos de capacitação para que essas pessoas consigam se desenvolver com maior facilidade em seu aspecto social, educacional e profissional.

Cansados de esperar pela boa vontade do poder público, um grupo de moradores de uma das maiores comunidades de Macaé se reuniram para criar o projeto "Juntos Por Uma Vida Melhor", que atualmente presta assistência a crianças e jovens da comunidade Nova Esperança e entorno. 

O projeto foi criado em janeiro deste ano e, atualmente, oferece aulas gratuitas de jiu-jítsu, capoeira, futsal, música (violão) e informática para crianças e jovens carentes, de ambos os sexos, menores de 18 anos. A faixa etária predominante varia entre nove e 14 anos. 

"Eu tinha umas ideias formadas. O projeto em si já existia desde antes, mas nesse formato estamos desde janeiro deste ano. Ao longo dos anos, eu desenvolvi alguns trabalhos sociais dentro da comunidade e fui vendo a necessidade de ocupar o tempo dessa meninada com atividades saudáveis, a fim de evitar que eles ficassem a toa pelas ruas, podendo ir para o lado errado da vida", conta o fundador do projeto, Luiz Roberto Bento da Silva, morador há mais de 30 anos da Nova Esperança. 

Em apenas seis meses de existência, a iniciativa, que conta com sete funcionários voluntários, já atende a mais de 200 alunos, moradores da Nova Esperança, Nova Holanda, Barra de Macaé, Nova Malvinas, entre outras áreas carentes do município. Luiz conta que quando começou eram apenas cinco alunos. 

Para os interessados, ainda há vagas abertas. As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, na sede do projeto, que fica situado na rua Principal da Nova Esperança, número 44 (em frente a Igreja Universal). Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones: 9909-0812 ou 9874-5466. 

As aulas de jiu-jítsu são realizadas todas as segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 18h. As aulas de capoeira e futsal acontecem todas as terças e quintas-feiras, também a partir das 18h. Já as aulas de violão e informática são aos sábados, às 10h.

Apesar de não ter fins lucrativos, o "Juntos Por Uma Vida Melhor" procura parcerias para ampliar suas ações. "Empresários e pessoas que desejem apadrinhar o projeto e se tornar um parceiro podem nos procurar. Qualquer tipo de ajuda é fundamental. Algumas crianças, por exemplo, não têm quimonos para lutar", conta Luíz.

Participação no Campeonato Mundial de jiu-jítsu

Com menos de um ano de existência, o projeto começa a colher frutos de seu trabalho. Nos dias 10 e 11 de agosto um grupo de atletas do projeto irá representar Macaé no Campeonato Mundial de Jiu-jítsu Profissional, que está sendo realizando pela Confederação Brasileira de Lutas Profissionais (CBLP). Equipes do Brasil e do Exterior participarão do evento, que será sediado no Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara (Pedrão), em Teresópolis-RJ. 

Um dos professores de jiu-jítsu do projeto, Fábio Henrique, explica que, a princípio, apenas os 25 melhores alunos vão participar do campeonato, porém esse número pode aumentar. "Esse evento tem uma parte social, onde dá abertura para que os projetos sociais possam participar. Nós recebemos 50% de isenção do valor das inscrições e nesse evento somos os únicos representantes de Macaé. É um orgulho para nós representar o município. Por isso as parcerias são importantes. Quem puder colaborar com água, quimonos para os atletas e lanche para levar na viagem, pode nos procurar. Não contamos com patrocínio e nem apoio do poder público. Tudo é fruto do nosso esforço", frisa. 

Autor: Marianna Fontes - marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: Crianças e Jovens


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