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Lutas e vitórias eternas

Em 18/05/2015 às 15h14


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Filha da terra, Andrea foi eleita, por duas vezes, presidente da 15ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Filha da terra, Andrea foi eleita, por duas vezes, presidente da 15ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB
A construção de uma sociedade depende diretamente da contribuição de cidadãos comprometidos com a coletividade, capazes de se lançar à frente de discussões com potencial de promover verdadeiras transformações no cotidiano de uma cidade que, em menos de quatro décadas, passou por mudanças severas, mas que ainda desperta paixão dentro do coração do verdadeiro 'cidadão macaense'.

Dentre essas, e tantas outras prerrogativas, Macaé amanheceu de luto nessa segunda-feira. Uma tristeza sublime, mas do tamanho da importância de Andrea Meirelles, macaense, mãe, ativista social e, até mesmo, política, que reuniu em sua trajetória como verdadeira cidadã macaense tantos fatos marcantes que, hoje, são relembrados na memória de tantas pessoas que compartilharam da sua doçura, inteligência, honestidade e força. Para aqueles que, de alguma forma, foram tocados ou ajudados por suas obras, seja social ou profissionalmente, ontem também foi o dia do 'coração apertado'.

Acometida por uma leucemia, Andrea precisou se afastar do trabalho, sem deixar de contribuir, mesmo em tratamento, para a realização de ações que ajudam dezenas de pessoas que enfrentam os desafios sociais gerados em Macaé desde o início da 'era do petróleo'.

Filha da terra, Andrea foi eleita, por duas vezes, presidente da 15ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a primeira mulher a assumir o importante posto de líder dos profissionais do Direito que atuam em Macaé e em diversos municípios do Norte Fluminense.

Durante os mandatos registrados entre 2010 e 2015, Andrea defendeu a elevação da comarca de Macaé a Entrância Especial. Conseguiu, junto ao Tribunal de Justiça, a nomeação de novos servidores para o Fórum de Macaé, assim como o preenchimento de juizes titulares em Varas importantes para o judiciário local.

Em 2012, cotada para entrar na vida política, defendeu o 'voto secreto', seguindo a mobilização liderada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nos últimos anos, ela foi eleita presidente da Comissão Municipal da Verdade, iniciando um trabalho pioneiro no interior do Estado do Rio de Janeiro para o levantamento dos casos de violação dos Direitos Humanos durante o período da Ditadura Militar.

Nesse período foi eleita também presidente do COMFARP - Conselho Municipal de Fiscalização da Aplicação dos Royalties do Petróleo, antes de ser convidada para assumir a secretaria municipal de Desenvolvimento Social.
Diante desses e tantos outros marcos de sucesso, o jornal O DEBATE se solidariza com a família, com os amigos e, certamente, com toda a população da cidade que perde uma verdadeira 'cidadã macaense'. 

Autor: Márcio Siqueira

Foto: Arquivo O DEBATE/ Wanderley Gil


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