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Aplicativo lançado pelo ICMBio permite identificar tartarugas marinhas

Em Macaé, de acordo com o analista ambiental, Marcos César, espécies estão ameaçadas de extinção

Em 11/08/2016 às 12h13


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As tartarugas marinhas estão entre as diversas espécies de animais ameaçados de extinção no município. Nesta reportagem, o analista ambiental e chefe substituto do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, Marcos César dos Santos fala das vantagens do aplicativo lançado recentemente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) para identificar tartarugas marinhas. 

Trata-se do aplicativo para smartphones que permite aos usuários identificarem espécies de tartaruga marinha com o celular. De acordo com informações, o Pic4Turtle (www.pic4turtle.com) permite enviar fotos e saber informações sobre as oito espécies desses animais ameaçados de extinção em todo o mundo. Criado para as plataformas IOS (Apple) e Android, o app traz diversas funcionalidades e pode ser baixado gratuitamente. 

Em Macaé, desde o seu nascimento até a vida adulta, as espécies enfrentam diversos obstáculos para sobreviver. Além dos predadores naturais, o homem também é considerado uma das maiores ameaças para esses animais e entre as ações estão a destruição do seu habitat, a pesca com rede de espera, a poluição dos oceanos, entre outros fatores. 

"Todas as tartarugas marinhas existentes em Macaé encontram-se na lista de espécies ameaçadas de extinção, então ter um aplicativo que facilita a identificação, mostra dados sobre as mesmas e chama a sociedade para auxiliar na proteção das tartarugas, contribuindo para a proteção destas espécies e apresentando uma esperança a mais para estes répteis tão ameaçados e importantes", disse o analista ambiental.

Marcos ressalta ainda que é comum encontrarmos diversas espécies desses animais marinhos aqui na cidade. "Porém é comum também duas grandes ameaças à proteção deles. São elas as redes de emalhe (ilegais na porção compreendida entre os 44 km de mar situados à frente do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba) haja vista que muitas tartarugas ficam presas nestas redes e acabam por morrer afogadas, pois como répteis elas respiram por pulmões e não brânquias como os peixes. E a outra ameaça é a grande quantidade de lixo existente em nosso litoral. Muitas das tartarugas se alimentam de águas-vivas e acabam confundindo sacolas plásticas com estes animais e "entopem" o sistema digestivo morrendo por inanição", explicou. 

Ainda segundo Marcos, as tartarugas mais comuns na cidade são: Tartaruga-cabeçuda, nome científico: Caretta caretta (Linnaeus, 1758, situação de ameaça - em perigo; Tartaruga-verde, nome científico: Chelonia mydas (Linnaeus, 1758), situação de ameaça: vulnerável e Tartaruga-de-pente: nome científico: Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766), situação de ameaça: criticamente ameaçada

Sobre o aplicativo 

Ainda segundo informações do ICMbio, o Pic4Turtle é uma plataforma global que utiliza os mais recentes avanços na inteligência artificial para reconhecer automaticamente espécies de tartaruga marinha através de uma foto. Permite que o usuário saiba mais sobre conservação e tenha acesso a informações e curiosidades sobre as espécies, trabalhando assim na difusão da educação ambiental na sociedade. 

Por meio dele, além de registrar fotos de tartarugas, como uma forma de engajar mais aliados em torno de uma causa viva, o interessado pode encontrar unidades de conservação por proximidade. "Já são 364 usuários ativos e 22 organizações de diferentes países que estão conectados à plataforma e que já enviaram 166 fotos de 6 espécies diferentes", disse em entrevista ao setor de comunicação do ICMbio, Vinicius Leandro Soares, estudante finalista do curso de Oceanografia e colaborador da startup Pic4Turtle.

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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