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Granja dos Cavaleiros carece de serviços básicos

Enquanto obra de urbanização segue sem prazo de retorno, população sofre com outros problemas

Em 19/06/2017 às 12h47


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Obras de urbanização seguem sem previsão de serem retomadas Obras de urbanização seguem sem previsão de serem retomadas
Localizado em um ponto privilegiado, a poucos minutos do Polo Offshore, do Shopping e das praias mais populares de Macaé, a Granja dos Cavaleiros, área nobre da cidade, sofreu um forte crescimento nos últimos anos. A cada dia que passa novos condomínios vão surgindo na região, que possui um dos IPTUs mais caros do município. 

Apesar do alto valor pago em impostos todos os anos, os moradores dizem se sentir abandonados quando se trata de investimentos no bairro. O Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana tem como objetivo gerar uma arrecadação de verbas para o município, sendo revertido em melhorias no local, mas aqui esse retorno parece não existir.

Enquanto isso, essa área residencial/ industrial lida no seu cotidiano com problemas como qualquer outro bairro da cidade. 
Lembrando que ele foi um dos contemplados com o Consórcio Vale Encantado, na qual as obras de infraestrutura estão paradas há três anos, após irregularidades. Essa falta de clareza do poder público é, inclusive, motivo de revolta de quem vive na região, os maiores prejudicados com o abandono.

"A obra da Granja é um sonho e no meio dele tem um poderoso que pode apontar 'faça ou não'. Ela depende da boa vontade do prefeito para se tornar uma realidade", desabafa o presidente da AMOGRANJA, Dirant Ferraz. 

Diante disso, o Bairros em Debate volta mais uma vez à Granja dos Cavaleiros essa semana para cobrar das autoridades competentes as melhorias necessárias, que são por direito dos moradores que ali vivem. A maioria das reivindicações apresentadas à nossa equipe pela população foi na nossa última visita em abril. 

Enquanto as obras não acontecem, Dirant cobra serviços básicos para o bairro, como limpeza pública, manutenção de ruas e melhorias no que se refere à mobilidade urbana. 

Moradores pedem apoio à mobilidade 

Um dos principais pedidos é em relação à mobilidade do bairro. Com fluxo intenso de veículos, entre eles, carretas, os moradores solicitam redutores de velocidade, semáforo e reforço na sinalização. "Não fizeram nada aqui desde a última reportagem", relata Dirant.

Pedidos feitos não foram atendidos por completo


De todas as vias do bairro, a Alameda Tenente Célio, que liga o Polo Offshore à Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), é a que mais precisa de atenção. Dirant diz que é preciso reforçar a sinalização em alguns trechos onde há cruzamento.

"Colocaram as placas na esquina com a Rua Manoel Francisco Nunes, onde há alto índice de acidentes, mas ainda tem algumas pendências. Uma delas é a pintura horizontal nos cruzamentos. A Mobilidade chegou a atender algumas demandas nossas, mas fez o serviço de forma parcial aqui dentro", diz o presidente. 

Outro pedido é a instalação de uma placa indicando a entrada do São Marcos, na Alameda Tenente Célio. "Muita gente sobe direto e chega aqui no comércio perguntando como faz para chegar no bairro. Isso poderia ser evitado se tivesse sinalização, pedido que fiz há dois anos na prefeitura e até hoje nada", explica.

Instalação de cobertura em ponto

Esperar o transporte público pode ser algo bastante exaustivo. A situação piora ainda mais quando o local não oferece o mínimo de conforto para o passageiro. Isso é o que acontece em quase todos os pontos da Granja dos Cavaleiros. Um dos piores, segundo o levantamento feito pela AMOGRANJA, é o situado no início da Alameda Tenente Célio. 

Moradores pedem pintura de faixa de pedestre na Tenente Célio 


Dirant explica que existia a promessa de ser instalado um abrigo ali. "A equipe da Mobilidade já esteve aqui e fez a vistoria. Inclusive, o dono do terreno concordou em abrir um recuo para o ônibus poder parar. Só que na época houve uma história de que a via seria sentido único, por isso não poderia fazer no momento. Só que nada foi resolvido e as pessoas continuam passando por esse tipo de situação", conta.

Outra questão é a pintura da faixa de travessia de pedestre no local onde, inclusive, estudantes da rede pública municipal fazem o embarque e desembarque do transporte escolar. "Foi outra promessa feita por eles que ainda não cumpriram. Os alunos precisam se arriscar na travessia porque não há um local adequado para isso", ressalta. 

Limpeza urbana precisa de cooperação 

Quando se trata da limpeza do bairro, Dirant diz que tem prós e contras. Em relação à coleta, o serviço vem sendo bem executado, no entanto, alguns moradores ainda continuam descartando o lixo fora dos dias e horários que o caminhão da prefeitura passa. 


Secretaria de Serviços Públicos tem sido alvo de reclamações desde o ano passado 


Além disso, Dirant também ressalta que a prefeitura precisa melhorar no serviço de 'Cata-Bagulho'. "A gente tenta ligar para agendar e ninguém atende. Precisamos de um mutirão e que o serviço funcione", diz ele, enfatizando que a população também precisa cooperar. "Os moradores também precisam ter mais consciência antes de jogar o entulho em qualquer lugar, porque isso acaba prejudicando a eles próprios. Só que tem muita gente reclamando que não consegue fazer todo procedimento correto porque a prefeitura tem um sistema que apresenta falhas", relata.

Outro pedido é para limpeza e manutenção das galerias pluviais, principalmente na Alameda do Bosque. "Os ralos estão entupidos. Se der uma chuva forte vai alagar alguns pontos do bairro. Já pedimos a limpeza, mas até agora nada", conta.

Até mesmo dois serviços simples, que são o de varrição e capina, precisam melhorar. "Isso continua irregular. No caso da limpeza de terrenos e calçadas, por exemplo, é preciso especificar o local exato para eles virem. Não limpam tudo, apenas o específico. E mesmo assim demoram para vir. Fiz um pedido para a Alameda Tenente Célio, nº 695, e estou há cinco meses aguardando. Enquanto isso, as pessoas estão sendo obrigadas a desviar pelo meio da rua", relata o presidente. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: bairros em debate


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