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Problemas básicos ainda são presenciados no Jardim Santo Antônio

Presidente da associação de moradores voltou a cobrar melhorias solicitadas há cerca de cinco anos

Em 03/07/2017 às 12h27


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Apesar de ser famoso pela tranquilidade, bairro apresenta alguns problemas Apesar de ser famoso pela tranquilidade, bairro apresenta alguns problemas
Dois anos se passaram desde a nossa última visita ao Jardim Santo Antônio. Apesar do tempo, praticamente nada do que foi solicitado pelos moradores na época parece ter sido atendido. Pelo contrário, esse descaso do poder público continua gerando indignação na população, que volta a cobrar as melhorias essa semana no Bairros em Debate.

O que chama atenção é que as reclamações são sempre as mesmas. Apesar de a maioria ser fácil de solucionar, o presidente Marcos Rocha, conhecido como "Marcos Pelé", questiona o motivo da prefeitura não dar a atenção que o bairro merece.
"O Jardim Santo Antônio está abandonado. São pedidos que vêm sendo feitos há mais de seis anos e o poder público promete e não cumpre", desabafa. 

Apesar de ser um bairro bom de se viver, algumas situações têm deixado quem vive ali insatisfeito. Entre elas, estão problemas de mobilidade urbana, manutenção das ruas, a ineficiência dos serviços de limpeza pública e o abandono da área de lazer. 
Com pouco mais de 30 anos de existência, o bairro é considerado uma área de classe média. Porém, convive diariamente com uma série de desafios, assim como outros bairros do município que aguardam atenção especial do governo. Estima-se que hoje vivam ali, uma média de 3 mil habitantes (aproximadamente 500 residências). 

População cobra reforma de praça

Uma das reclamações é em relação à praça do bairro, que chegou a receber serviços de pintura há alguns anos. No entanto, os moradores continuam a esperar pela reforma das quadras e troca dos brinquedos do parquinho. 


Área de lazer não recebe manutenção há anos 


O que deveria ser um espaço para diversão de crianças e jovens, atualmente tem se tornado uma ameaça à segurança das pessoas. Tanto o campo de futebol, quanto a quadra poliesportiva, ainda está com buracos e alambrados arrebentados.

"Não sabemos mais a quem recorrer em busca de ajuda para reformar a nossa praça. O parquinho, que não recebe nem manutenção, está com todos os brinquedos quebrados e os alambrados deteriorados. Isso é um perigo, pois coloca em risco a segurança de uma criança, que pode se machucar, como já aconteceu em outras ocasiões", diz Pelé, lembrando que a quadra, que também atende outros bairros, precisa de atenção. "A de futsal está toda rachada. Pedimos, mais uma vez, que a prefeitura faça algo tendo em vista que essa área de lazer é a principal opção para todo o entorno, não somente o Jardim Santo Antônio", apela.
Moradores pedem academia popular

A poucos metros da praça do bairro, um terreno - localizado entre as ruas Engenheiro Hans Hacker e Maurício de Nassau - seria destinado a ser uma praça. Só que, no local, é possível encontrar apenas bancos quebrados, o que faz presumir que ali seria um espaço destinado para a construção de uma área de lazer, o que, na prática, nunca aconteceu. 

Segundo Pelé, em conversa com alguns moradores, uma das sugestões que recebeu para o uso do espaço seria o de se construir ali uma academia popular, beneficiando adultos e idosos. "Fizemos esse pedido e até hoje nada", diz ele que também pediu a volta da ginástica para a terceira idade. 

As academias populares estão se tornando cada vez mais comuns em todo o país. Seja nas praças públicas, na praia ou em parques, esses espaços têm como objetivo incentivar a prática esportiva ao ar livre, melhorando a condição física das pessoas e, consequentemente, promovendo uma melhor qualidade de vida e saúde para a população.

Entre os benefícios, ajudam no combate ao estresse, cansaço e sedentarismo. Resta lembrar que a atividade física, quando feita da maneira correta, ajuda a reduzir as taxas de glicemia, colesterol, obesidade, promovendo também a socialização das pessoas.

Pavimentação das ruas 

Considerado um bairro residencial, as ruas do Jardim Santo Antônio são, na maioria, de paralelepípedos. Só que, como qualquer outro tipo de pavimento, é importante manter a manutenção em dia, o que não tem acontecido, segundo alega o presidente.

Presidente diz que asfalto foi promessa na primeira gestão 


Ele ressalta ainda que foi feita uma promessa de colocar o asfalto no bairro. "O prefeito, Dr. Aluízio, garantiu que iria asfaltar as nossas ruas desde o início do primeiro mandato. Passou-se o tempo, ele entrou no segundo mandato e até agora nada. O pior é que os paralelepípedos das ruas estão horríveis", conta.
Limpeza das ruas precisa ser reforçada

Outra reivindicação é sobre os serviços de limpeza do bairro. Os moradores relatam que, como o mato é apenas aparado - e não arrancado pela raiz -, em pouco tempo acaba crescendo, tomando conta de terrenos, meio-fio e canteiros do bairro. 
"O serviço de capina e varrição continuam deficientes, ou seja, só uma pessoa varrendo, poucos sacos de lixo e quando fazem a capina realizam de maneira errada, com pressa e deixam praticamente imundo o bairro", relata.

Limpeza depende de serviço mais eficiente e colaboração da população 


Os terrenos baldios também vêm sendo há anos motivo de reclamação. O pior deles é o situado na divisa com a Nova Macaé. Marcos conta que, mesmo com a limpeza regular da prefeitura, algumas pessoas ainda insistem em jogar entulhos e lixo no terreno. Com essa prática sendo exercida sem fiscalização, os moradores temem que o terreno vire uma espécie de lixão.



"Não adianta limpar porque logo em seguida aparece tudo de novo. Aqui param carroceiros e caminhões, que despejam o lixo e o entulho nessa área, sem mesmo se importar com os moradores. O ideal seria murar esse terreno, mas por se tratar de uma área particular, que pertence à Ampla, é preciso que o Ministério Público entre junto para resolver esse problema. Enquanto isso, nós continuamos sofrendo com a falta de educação de uma minoria. Isso nos preocupa, já que, onde há lixo há ratos e insetos. Além de criar um aspecto de sujeira, isso é um problema de saúde pública. A população precisa se conscientizar e deixar de descartar lixo no local", pontua Marcos.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Marianna Fontes


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Tags: bairros em debate


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