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Progresso do petróleo não chega ao São José do Barreto

Local que sedia a Brasil Offshore a cada dois anos ainda vive os transtornos da falta de infraestrutura

Em 17/07/2017 às 12h28


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É no Barreto que ficam situados o Centro de Convenções e o Parque de Exposições É no Barreto que ficam situados o Centro de Convenções e o Parque de Exposições
Não faz nem um mês que Macaé recebeu a "Brasil Offshore - Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás", considerada a terceira maior do mundo nesse segmento. No entanto, após o grande evento que movimenta a cidade, moradores do São José do Barreto, bairro onde está situado o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, continuam lamentando a falta de investimentos do poder público.

E foi durante a feira que uma moradora abordou a nossa equipe de reportagem para relatar os transtornos que a população vive devido a falta de infraestrutura adequada. Diante disso, essa semana o Bairros em Debate esteve novamente percorrendo as ruas com a população, que pontuou as principais situações que fazem parte do cotidiano de quem vive ali.  

Com a possibilidade da instalação do novo porto no futuro e a facilidade de acesso à nova Zona Industrial, essa região vem sofrendo uma forte expansão imobiliária. Diante disso, as questões de infraestrutura precisam ser resolvidas logo, a fim de evitar que os problemas se agravem.
Entre as principais solicitações estão reforço na segurança pública, pavimentação de ruas, saneamento básico, urbanização da orla e reforma da área de lazer do bairro. 

Pavimentação lidera lista de reclamações

Basta atravessar a rua em frente ao Centro de Convenções para encontrar uma realidade diferente. Andar por alguns pontos do bairro é uma aventura, já que as vias até hoje não foram pavimentadas. Para piorar a situação, o intenso fluxo de caminhões deixa o chão ainda mais esburacado, dificultando a acessibilidade das pessoas.

Lama e abandono são características encontradas do outro lado do bairro 


Quando faz sol, a poeira invade as residências, causando transtornos e fragilizando a saúde de quem vive no bairro. Essa situação acaba contribuindo com várias doenças respiratórias e quem geralmente mais sofre são as pessoas alérgicas e as crianças. Quando chove, a lama impede que os moradores possam entrar e sair de suas casas. 


Um dos trechos mais críticos é no lado da orla, onde fica a Praia do Barreto, no Parque Atlântico. "Há anos a gente vem lutando pela urbanização dessa área. Hoje está completamente abandonada, mas, se houver interesse do poder público, pode se tornar uma área de lazer para a população. O nosso sonho é que façam uma orla padrão Cavaleiros, afinal pagamos impostos como qualquer cidadão", diz um morador, que não quis ser identificado.
Moradores pedem melhorias no lazer

No dicionário, a palavra lazer significa "tempo de que se dispõe livremente para repouso ou distração". O problema é que no São José do Barreto a praça ainda precisa ser mais atrativa. Isso acontece porque a única opção é o campo de grama sintética, ou o de areia, situado um ao lado do outro.

Local de lazer, em frente ao Nupem, não recebe manutenção 


A população acredita que a enorme área pública poderia ser melhor aproveitada, principalmente para as crianças. "Temos uma enorme área, mas que é pouco frequentada devido ao abandono e falta de atrativos. Poderia ser um espaço de convivência, com parquinho, academia popular, eventos para a comunidade. O nosso bairro tem potencial, o que falta é investimento. O próprio Parque de Exposições poderia ser melhor aproveitado, não apenas nos eventos grandes", diz Ana Carolina. 

No início de 2016, a prefeitura disse que quanto à reforma da praça em frente ao Nupem, e a do campinho de terra na praia, existia um projeto básico, que estava em fase de conclusão para que pudesse ser licitado e, assim, a obra pudesse ser executada. Quanto ao campinho, seria feita uma vistoria no local para constatar as necessidades específicas de reforma. 

Ponte sem manutenção 

O Barreto é um dos bairros que margeiam o Canal Macaé-Campos. No entanto, o acesso por ali só se dá por três alternativas, sendo apenas duas para os veículos: a primeira é o acesso próximo ao Nupem, a segunda pelo Parque Aeroporto (altura Terminal Cehab) ou pela passagem de pedestres. 

Pedestres se arriscam em passagem improvisada de ferro 


Esta última precisa de manutenção, conforme relata a moradora Áurea. Ela conta que a estrutura de ferro não recebe cuidados, ou seja, coloca em risco a segurança da população que passa por ali. "Essa ponte está uma vergonha, toda enferrujada. Não é de hoje que a gente cobra à prefeitura o reparo dela. A gente só passa por ali porque não tem outra alternativa próxima. E não é só o Barreto que utiliza, mas também quem mora nos bairros do outro lado do canal", relata.

Sem sinalização, pedestres arriscam suas vidas

Cortado pela Rodovia Amaral Peixoto, diariamente estudantes e trabalhadores cruzam a pista para pegar seu transporte. O ponto crítico fica em frente ao Centro de Convenções, onde não existe local adequado para a travessia. 

"Esse espaço recebe uma grande quantidade de eventos, mas independente disso, o fluxo de pessoas é grande dependendo do dia e horário. Instalaram dois semáforos no bairro: um em frente ao condomínio da MRV e um em frente ao Colégio Olga Benário, mas esse trecho também precisa de um sinal", alerta o morador Rafael Henrique.

Outro ponto crítico fica a poucos metros dali. Andar a pé ou de bicicleta pela Estrada Antônio Guimarães Mosqueiras, que interliga o Barreto a bairros como Vila Badejo e Parque Aeroporto, é um perigo. "Esse trecho, que foi recapeado há alguns meses, não conta com calçada ou acostamento. A gente precisa circular com cuidado, pois já ocorreram atropelamentos. O nosso pedido é que seja feito um recuo nos terrenos e façam a calçada e a ciclovia, pois a quantidade de gente que anda de bicicleta é grande aqui", diz o morador. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.b

Foto: Marianna Fontes


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Tags: bairros em debate


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