Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Moradores voltam a cobrar infraestrutura em área nobre

Sem receber atenção do poder público, Glória e Alto da Glória, na área sul da cidade, acumulam problemas

Em 24/07/2017 às 12h21


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte


Rotina do bairro sofreu mudanças após as intervenções para implantação do saneamento


Um bairro nobre, situado a poucos metros da Praia dos Cavaleiros e do Polo Offshore, mas ao mesmo tempo abandonado pelo poder público. Assim é o Bairro da Glória, que mesmo recebendo cada vez mais habitantes, não conta com alguns serviços de infraestrutura. 

A última visita do Bairros em Debate ao local foi no final do ano passado. No entanto, os moradores dizem que, desde então, poucos pedidos feitos na época foram atendidos pelo poder público. 

Diante disso, essa semana a nossa equipe de reportagem voltou ao local para conversar com os moradores novamente que, mais uma vez, reforçam os pedidos de melhorias no bairro. Entre as reivindicações pendentes estão a construção de uma área de lazer na parte alta, a limpeza das ruas e terrenos, a manutenção de vias e o problema da falta d'água.

Limpeza é motivo de reclamação

Um dos setores que mais recebem recursos é o de limpeza. No entanto, tendo em vista o completo estado de abandono, não só do Bairro da Glória, mas como de outras localidades em Macaé, a população começa a questionar o que tem sido feito com o dinheiro público. 

Limpeza pública precisa ser reforçada na parte alta do bairro 


Segundo a moradora Adriane Rosa, há meses não é feito o serviço de capina na parte alta do bairro. "No início do ano vieram, capinaram, mas o mato cresceu e nunca mais voltaram. O serviço de manutenção tem que ser feito regularmente a fim de evitar que o mato cresça e fique desse tamanho", diz.

moradora também denuncia o descarte irregular em um terreno na Alameda Raimundo Corrêa. Uma área particular tem se tornado um pequeno lixão, onde materiais de obras e móveis antigos são descartados sem nenhum tipo de fiscalização, situação que preocupa quem mora no entorno.

"A prefeitura, ciente do fato, deve fiscalizar, notificar e multar o proprietário que não cuida do terreno. O problema tem contribuído para aparição de animais, como ratos, baratas e mosquitos nas casas", denuncia.

Na Rua César José de Souza Melo, um morador, que pede sigilo do nome, denuncia um terreno ao lado de um imóvel abandonado. "Estamos há anos cobrando a limpeza, mas ninguém vem. Está proliferando rato, barata, mosquito e até caramujo africano, dependendo da época. Essa casa está abandonada há mais de uma década, virando esconderijo para bandidos. A gente procura a prefeitura e ela nada faz", relata. 

Reforço na iluminação

Apesar de ser um problema pontual, a falta de iluminação em alguns trechos gera medo, principalmente para quem utiliza o transporte público. Isso tem ocorrido na esquina da Alameda Almirante Raimundo Corrêa com a Rua João Alves Jobim Saldanha. 

Apesar de pagarem taxa, trecho não conta com iluminação pública


"Aqui tem um ponto de ônibus e não temos iluminação nenhuma. Fica um breu à noite. O fluxo de pessoas que chegam do trabalho ou da faculdade tarde da noite é grande. A gente vive com medo, porque toda hora tem relato de que alguém foi assaltado. Esse trecho tem o poste, mas falta o braço de luz. Fazemos esse apelo às autoridades responsáveis para que deem esse reforço", diz um morador.

A Enel, empresa responsável pela distribuição de energia no município, sempre ressalta que "a manutenção do funcionamento da Rede de Iluminação Pública até o ponto de entrega é de responsabilidade das prefeituras municipais. Elas são responsáveis diretamente pela substituição de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos e materiais que compõem o ponto de iluminação". 

Ela também frisa que a taxa de iluminação cobrada mensalmente é repassada para a prefeitura, que define o valor que será cobrado. Essa verba deve ser utilizada para investir e manter a iluminação em todo o município, como, por exemplo, troca de lâmpadas queimadas, instalação de novos pontos de iluminação, entre outros. Ela orienta a população para que entre em contato com a prefeitura quando houver algum problema de iluminação na cidade. 

Reforma da praça do bairro 

Apesar de estar próximo da praia, as crianças e jovens do bairro se sentem carentes quando se trata de opções de lazer dentro do bairro. Na parte baixa, a praça segue abandonada, sem expectativa de melhorias. 

"Eles fazem apenas a limpeza. De resto nada mudou. O campo ainda está em boas condições, mas precisa de troca de alambrados e das traves do gol. A quadra ao lado nem se fala. Fora que o parquinho que tinha foi removido para a ampliação da obra da escola e está parada. Com tanto espaço poderiam ter remanejado o brinquedo para outra área aqui na praça", diz Maria Fernanda.

Nos últimos meses a situação tem melhorado com a realização de eventos privados. "É um espaço que pode ser bem aproveitado. Fizeram evento gastronômico e de bebida que tem atraído as pessoas para cá. Também tem a feirinha semanal que ajuda a revitalizar a praça. O que precisa agora é uma boa reforma", completa a moradora.
Abastecimento precário 

O problema da falta d'água em Macaé ainda é realidade para muitos cidadãos, mesmo com as inúmeras promessas de que a situação seria resolvida. No Alto da Glória há várias localidades que não contam com o abastecimento da Nova Cedae. 
"Vivemos até hoje na dependência dos caminhões-pipas. É um gasto que faz com que sejamos submetidos a cotas extras no condomínio. Desde que mudei para cá vivo ouvindo a promessa de que vão resolver a questão, mas até hoje, nada. Pelo que soube há outras partes do bairro que sofrem do mesmo problema", diz Adriana Rosa. 

Manutenção das vias

Se por um lado algumas ruas foram contempladas com asfalto novo, por outro, há muitas que nem serviço de manutenção recebem há tempos. Os buracos foram, inclusive, pauta de uma reportagem do jornal O DEBATE diversas vezes nos últimos meses. 

Buracos comprometem a segurança viária em algumas ruas da Glória

Na Alameda Almirante Raimundo Corrêa, parte do paralelepípedo não foi recolocada e, com isso, formou-se pequenas crateras na via. Por diversas vezes o jornal entrou em contato com a BRK Ambiental, que sempre nega a responsabilidade do problema, informando que os trechos não receberam intervenções dela. 

Outro trecho crítico fica na Rua João Alves Jobim Saldanha, onde há meses a população vem pedindo reparo do pavimento.
"A gente pede que o setor responsável da prefeitura tome uma providência porque a rua está cedendo. Os ônibus não estão conseguindo passar direito por conta dos buracos. Está péssimo", diz Henrique Dias. 


Além de atrapalhar o trânsito e colocar em risco a segurança de motoristas e pedestres, a situação traz vários prejuízos para os proprietários de veículos.

"Eu tive dois pneus rasgados por conta de paralelepípedos soltos na subida da Alameda Almirante Raimundo Corrêa. Assim como eu, outros vizinhos já sofreram danos por conta disso. É uma ladeira íngreme, acaba que se torna uma ameaça à nossa segurança", relata Eric. 

Autor: marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil e Marianna Fontes


    Compartilhe:

Tags: bairros em debate


View Site in Mobile | Classic
Share by: