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Lagomar: Maior bairro da cidade não conta com escolas suficientes

De acordo com moradores, no bairro não é oferecido o ensino fundamental II e nem ensino médio

Em 14/08/2017 às 12h52


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Enquanto o bairro não conta com unidades suficientes para atender a demanda, obra que deveria ser padrão segue abandonad Enquanto o bairro não conta com unidades suficientes para atender a demanda, obra que deveria ser padrão segue abandonad
Considerado o maior bairro de Macaé, o Lagomar, hoje com mais de 35 mil habitantes, deixa a desejar quando o assunto é educação. De acordo com moradores, o bairro não oferece o ensino fundamental dois - o equivalente às séries a partir do sexto ano, e com isso os alunos precisam se deslocar diariamente para bairros vizinhos ou até mesmo para o Centro da Cidade. 

"É um absurdo um bairro grande como esse os alunos terem que se deslocar antes do dia amanhecer para chegar à escola. Muitas vezes eles saem de casa  antes das 6h para não chegarem atrasado e chegam em casa depois das 13h. É uma situação lamentável. Nosso bairro merece não só  uma escola que ofereça o ensino fundamental, mas também o ensino médio", disse Roberto Shello Marcelino. 

Roberto lembra ainda que, enquanto os estudantes não contam com educação de qualidade no bairro, nem mesmo escolas, uma unidade que começou a ser construída pelo estado e que deveria já estar pronta, segue abandonada e deteriorando no tempo. 

"O município e estado poderiam pelo menos fazer uma parceria para que a obra fosse finalizada e o espaço passasse a ser desfrutado por estudantes. A gente observa que muito se fala que a educação é prioridade, que isso e aquilo, mas na prática é tudo diferente. Há algum tempo o prefeito disse que iria municipalizar essa obra, mas enquanto nada é feito na prática, o local segue abandonado e nossos filhos prejudicados", relatou o morador. 

Outro morador que prefere não se identificar também lamenta o abandono de uma obra que já deveria estar em pleno funcionamento. "Isso é um descaso com toda a população e com o dinheiro público. O  pouco que foi feito na obra está se acabando. O local hoje é retrato de abandono", disse.  

A obra que os moradores se referem e que está se acabando no tempo é a do Colégio Estadual Maria Yedda Leite Linhares que foi projetada para atender 800 alunos. Trata-se de uma iniciativa do estado que foi anunciada em 2011 pelo governo municipal, tendo sido reafirmada em 2012 pelo governador Sérgio Cabral. Mas sua construção foi agilizada apenas em fevereiro de 2013, através da intervenção do secretário estadual de Agricultura, deputado estadual Christino Áureo (PSD), quando anunciou a consolidação do projeto, que foi reformulado com objetivo de se tornar o primeiro na região Norte Fluminense para garantir a formação bilíngue (inglês/português). 

A ideia inicial era oferecer mais qualificação técnica voltada ao setor de exploração e produção de petróleo e o prazo inicial era de que a conclusão aconteceria no segundo semestre de 2014. Mas quem passa pelo local se depara apenas com o abandono de um prédio que já deveria estar funcionando e formando estudantes. 

A construção da unidade está orçada em 13,5 milhões, e segue sem prazo para conclusão. Em respostas anteriores à redação do Jornal, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) disse que os serviços estavam temporariamente suspensos por conta da necessidade de execução de uma nova licitação, realizada pela Emop (responsável pela obra). 

Ainda segundo o órgão, a construção da escola já estaria em fase de conclusão, com 80% das intervenções feitas, restando apenas os últimos acabamentos. Sua estrutura será composta por 20 salas de aula, laboratórios, biblioteca, quadra de esportes e refeitório, além de laboratórios de ciência e de informática, sala de artes, auditório, biblioteca e ginásio.

Essa semana, a redação do Jornal voltou a fazer contato com a Secretaria de Estado de Educação, mas até o fechamento da edição o órgão não havia se pronunciado. 

Já a Prefeitura havia informado recentemente que  a Secretaria de Educação do município está negociando o espaço da antiga escola técnica do Lagomar para implantação de ensino fundamental II. Segundo o órgão, essa unidade fica na entrada do bairro. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: educação


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