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Festival da Primavera vai movimentar a cidade

O evento Haru Matsuri (Festival da Primavera) acontecerá em sua terceira edição no próximo dia 30 de setembro, no Clube Cidade do Sol

Em 30/08/2017 às 11h32


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Um expressivo evento irá marcar a chegada da primavera, celebrando a amizade entre o Brasil e o Japão. Trata-se da festividade Haru Matsuri (Festival da Primavera) de Macaé, que acontecerá em sua terceira edição no próximo dia 30 de setembro, no Clube Cidade do Sol, proporcionando a todos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a Cultura Japonesa.

A promoção é da Associação Matsuda de Judô, que vem há mais de meio século plantando e cultivando as sementes do esporte em Macaé e região, buscando, através do ensino da prática do Judô, formar melhores cidadãos e construir um mundo melhor. "A nossa meta é baseada nos princípios fundamentais praticados diariamente no tatame e que quando levados para a vida cotidiana farão toda a diferença", disse o atleta Matsuda. 

"Cultivamos a perseverança, e a não desistência até alcançar a superação. Aprendemos a levantar toda vez que caimos, a respeitar o nosso próximo, mesmo ele sendo nosso adversário e a cumprir as regras e só vencer respeitando-as", declara o atleta.

Veja na edição digital

Festa da Primavera

A terceira edição da Festa da Primavera - Haru Matsuri irá celebrar o centenário da imigração japonesa com a chegada do navio Kasato Maru em 1908 e os 120 anos da assinatura do tratado de amizade entre estes dois países. 

A programação do evento consta de exposições, oficinas, apresentações culturais. A exposição e as oficinas funcionarão das 9h às 14h, quando então terão início as solenidades, abertura e as apresentações, Judô, Kendo, Karatê nas artes marciais. O grupo de Danças tradicionais Florândia da Serra vai apresentar o Bon Odori e outras danças japonesas, incluindo um momento de dançar todos juntos com a plateia, sob a direção da professora Patrícia Matsuoka, da Nikkei Nova Friburgo.

A última apresentação do evento é o Wa Daiko, os tambores japoneses conhecidos também com o nome de Taiko, sob o comando do Grupo Rio Nikkei, considerado um dos melhores do Brasil, dirigido pelo Sr. Mario Matsumoto.

Haverá ainda grandes painéis informativos, contada, através de fotos e textos, a história da Imigração japonesa em Macaé. Merece lembrar que antes da vinda do Kasato Maru em 1908, já estava instaurada em Macaé uma colônia japonesa - a primeira do Brasil - sob o comando de Kumabe Saburo San. Logo depois chegaria a Macaé, Yamagata Yuzaburo San, grande desbravador, pioneiro e exemplo de empreendedor. Ele antes de morrer pediu para ser sepultado aqui em Macaé, no cemitério de Sant’Anna.

Professor Matsuda 

Há mais de meio século, o professor Matsuda cumpre a sua missão de levar esporte aos jovens.. E além do Judô, ele divulga e apresenta a cultura do seu país de origem a todos que o cercam, familiares, amigos e alunos. No entanto, há mais de dois anos, o que era informal, tomou vulto maior e fez nascer a Nikkei em Macaé. Nikkei é uma associação de japoneses e seus descendentes que estão fora do Japão, promovendo a união e a celebração entre os japoneses no sentido de manter vivas as tradições culturais do País do Sol Nascente.

Agradecimentos

A Associação Matsuda deixa registrado os agradecimentos ao Clube Cidade do Sol, representado pelo Sr. Robson Luiz da Silva Gama, pelo apoio; ao Diretor de O DEBATE, Jornalista Oscar Pires do Jornal O Debate, grande apoiador e amigo. Agradece também ao Srs. Rogério Oliveira, da Casa da Roupa, a Sra. Josilene Maia, do Hotel Glória Garden, e ao Convention Bureau; além da Smart Express Transportes pela parceria de sempre..

História de vida

Convidado em 1966 pelo Dr. Victor Orlando Andrade, procurador do extinto IAA (Instituto do Açúcar e Álcool), Shiro Matsuda se mudou para Campos dos Goytacazes e abriu junto a seu sócio Yamaguchi a primeira academia de Judô da Região, no Automóvel Clube Fluminense. Desde então, vem desenvolvendo um trabalho digno de menção em toda sua trajetória. Sempre trabalhando em prol do esporte, deu aulas de natação, ginástica feminina, alongamento e Judô. Seu Shiatsu (terapia de massagem japonesa) também lhe rendeu grande fama e o tornou muito requisitado.

Logo, ele começou a vir também para Macaé e por 18 anos se dividiu nas aulas entre as duas cidades para, finalmente, escolher a cidade onde fincou suas raízes.

A escolha por Macaé foi devido à sua casa no Japão, em Tokyo, também ser perto da praia. Porém, pouco tempo mais tarde, Matsuda conheceu a história do descendente de Samurais, Yamagata Yuzaburo, que foi um grande pioneiro da imigração japonesa no Brasil, que teve uma fazenda na cidade, cujo corpo está sepultado em um túmulo com pedras japonesas entalhadas com Kanji, no cemitério de Sant’Anna.

Em Macaé, Matsuda conheceu também a história de uma das primeiras colônias agrícolas japonesas do país, antes mesmo do KasatoMaru que é considerado o marco inicial da imigração da cultura hipônica no Brasil. A colônia de Macaé foi fundada por Kumabe San e sua esposa, ambos também descendentes de famílias samurais. 

Saído de um Japão pós-guerra em 1960, a bordo de um dos muitos navios que vieram trazendo mão de obra imigrante para a agricultura, Matsuda veio para o Brasil e acabou se dedicando a dar aulas de Judô, sem jamais imaginar isso como profissão. E seu sonho cresceu muito, imaginando que o judô pudesse vir a transformar muito mais que o indivíduo apenas, mas a sociedade como um todo. 

No Japão, o Judô foi adotado como "wayoflife" (caminho ou modo de vida), pois contém em sua filosofia e objetivo principal, a educação e a formação do indivíduo em um ser melhor, aprimorado e comprometido com o bem comum. 

Autor: Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: entretenimento


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