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População cobra projeto de mobilidade urbana

Moradores questionam execução de melhorias na Rodovia Amaral Peixoto

Em 31/08/2017 às 15h24


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Alto índice de acidentes no trecho da RJ-106 tem deixado os moradores apreensivos Alto índice de acidentes no trecho da RJ-106 tem deixado os moradores apreensivos
Nos últimos dias, o alto índice de acidentes registrados, inclusive com morte, na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), na altura da Barra de Macaé, deixou a população do entorno bastante preocupada. O fato trouxe à tona novamente uma outra questão: o projeto de mobilidade urbana elaborado há cerca de três anos.

Esse plano foi elaborado após a prefeitura se reunir com os moradores da Barra de Macaé e adjacências, além de representantes do poder legislativo, para discutir algumas alterações no trânsito de toda a região. 

Entre as melhorias apresentadas pelo poder público na época estavam a mudança de sentido em algumas vias, como a Rua Aurélio Cristiano da Silva, a proibição do estacionamento em algumas localidades, a instalação de pontos de ônibus e solução para a travessia de pedestres na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106). 

Desde então, poucas coisas foram elaboradas, como a instalação do semáforo em frente ao Estádio Claúdio Moacyr de Azevedo. Tal situação tem deixado a população indignada. 

"É uma situação que tem deixado a gente muito preocupado. Está realmente perigoso. A prova disso são os acidentes que vêm sendo registrados nos últimos dias. Sabemos que parcela da culpa é por conta da imprudência. Nós até temos feito um trabalho com os moradores da região para conscientizar, mas só isso não basta. Alguém tem que fazer algo urgentemente. Cadê o poder público? O que aconteceu com o projeto que previa as melhorias no trânsito? Várias promessas e até hoje nada", diz Vando Emanuel, morador da Nova Esperança. 

Paralelo à questão da Amaral Peixoto, Vando também volta a cobrar um pedido antigo dos moradores da Nova Holanda: a instalação de redutores dentro da comunidade. Ele relata que muitos condutores circulam em alta velocidade, colocando em risco a vida da população. 

"Acidentes continuam acontecendo aqui, inclusive com morte. Cobramos a instalação dos redutores. Há alguns anos uma equipe da prefeitura veio, analisou e alegou que não seria viável por conta de operações policiais e porque danificaria as molas dos ônibus. Agora me responda: uma vida vale menos do que uma peça de veículo? Por isso fizemos os quebra-molas por conta própria. É preferível fazer algo contra a lei para salvar vidas do que pagar para ver o pior acontecer. A pergunta é: por que nas outras localidades podem ter e aqui não? Qual o preconceito com a comunidade?", questiona. 

A prefeitura foi procurada pela nossa equipe. No entanto, até o encerramento desta edição a secretaria de Comunicação não se pronunciou sobre as questões levantadas pelo jornal. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino/ Arquivo


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Tags: cidade


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