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Projeto promove a inclusão pela capoeira

Iniciativa, que completa oito anos, atende crianças e jovens da Nova Holanda e entorno

Em 01/09/2017 às 10h40


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Projeto atende atualmente cerca de 55 jovens de comunidades carentes Projeto atende atualmente cerca de 55 jovens de comunidades carentes
O esporte e a cultura têm o poder de transformar a vida de crianças e adolescentes de comunidades carentes. Esse é o principal objetivo do Projeto Abada Capoeira, que oferece aulas gratuitas de capoeira para jovens em situação de vulnerabilidade social na cidade.

Tudo começou há cerca de oito anos, por iniciativa de Jocimar Pereira. Vendo o abandono do poder público dentro da Nova Holanda, ao invés de reclamar da triste realidade de onde vive, decidiu fazer algo para fazer a diferença. Tirar os jovens das ruas era o seu grande objetivo. 

E aos poucos o sonho foi ganhando vida e se consolidando. "Esse trabalho surgiu no dia 19 de outubro de 2009. No começo pedi ao Vando Fernandes, então representante da Associação de Moradores, ajuda para fazer esse projeto acontecer. Agradeço também ao atual presidente, Marcelo Ferreira, por deixar essa iniciativa continuar. O nosso objetivo principal é tirar as crianças da rua oferecendo a elas, fora do horário escolar, uma atividade que permita torná-los cidadãos do bem", conta.

O mestre ressalta que as aulas são gratuitas. "A nossa única cobrança é disciplina. Para ser um aluno nosso é preciso estar estudando e ter um comportamento exemplar. Hoje atendemos 55 jovens, além de alguns pais, que também treinam com a gente, sendo um incentivo maior para as crianças", ressalta.

Jocimar destaca alguns talentos do projeto, que já vão mostrando a vocação para o esporte. "A Thalita Ribeiro da Silva, conhecida como Pegajosa, está com a gente desde o começo. Ela tem uma deficiência em uma das pernas, mas se esforça dentro de sua capacidade e limites, mostrando que nada pode impedir quando se tem força de vontade", conta.

Thalita diz que o seu objetivo é se dedicar cada vez mais à capoeira para, quem sabe, se tornar professora um dia. "Minha intenção é conquistar um espaço e ter meus alunos um dia. Tenho foco e vou buscar realizar o meu sonho. Quero me inspirar na forma que o trabalho é feito aqui no projeto, como também ressaltar a importância do incentivo dos pais. Sempre tive o apoio da minha mãe, que esteve presente nos meus treinos. Isso fez toda a diferença. Infelizmente ela não está mais presente entre nós, mas meu irmão, Yann Ribeiro, supre essa ausência. Eu procuro sempre me esforçar e aperfeiçoar. A capoeira me ajuda muito. É ali que me distraio e me sinto bem", diz a atleta.

O projeto atende crianças a partir dos seis anos. Ele funciona na Rua Jacinto Macrinam (Rua 1), Nova Holanda. "Além das aulas, também promovo alguns passeios, como ao Rio de Janeiro, Escola de Circo, eventos de capoeira, entre outros. A gente promove isso quando consegue o transporte gratuito, solicitado por meio de ofícios", destaca. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: cidade, social


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