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População cobra solução para travessia na RJ-106

Moradores do Jardim Guanabara e Mirante da Lagoa solicitam semáforo no trecho entre os dois bairros

Em 08/09/2017 às 16h47


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Fluxo de pedestres no trecho é intenso, principalmente nos horários de pico Fluxo de pedestres no trecho é intenso, principalmente nos horários de pico
Atravessar a RJ-106 pode ser uma aventura, ainda mais onde não há semáforo. Um pedido feito há anos, mas que segue sem previsão de sair do papel. Com medo de que novos acidentes continuem acontecendo, moradores do Jardim Guanabara e do Mirante da Lagoa voltam a cobrar do poder público solução para a travessia no trecho entre os dois bairros.

Há alguns anos, a prefeitura instalou um semáforo a poucos metros dali, na altura da Avenida Bernadete Franco Pacheco. No entanto, a população que mora e trabalha na região diz que a prioridade deveria ser o trecho próximo à entrada dos dois bairros, onde o fluxo de pedestres é maior. 

Os moradores contam que, mesmo com a presença de um redutor de velocidade no local, os pedestres precisam ter uma atenção redobrada para atravessar. A nossa equipe chegou a encontrar mães com crianças pequenas fazendo a travessia arriscada. 

"Esse trecho sempre foi perigoso. São três pistas e não tem faixa de pedestres, ou seja, mesmo com os veículos reduzindo ainda é arriscado atravessar. Mas o que podemos fazer? O Jardim Guanabara não tem comércio e lazer, ou seja, precisamos atravessar para o Mirante. Fora que muitos atravessam para pegar o ônibus do outro lado da pista. Já que instalaram semáforos na altura do IFF e do Jardim Guanabara, por que não podem colocar um aqui nesse trecho?", questiona Maria Fernanda.

Já Silvio conta que conheceu uma pessoa que foi vítima. "Uma conhecida minha morreu aqui há uns anos após ser atropelada. Outros acidentes já aconteceram. É preciso tomar uma atitutde para evitar que mais vidas se percam por conta da omissão do poder público e da imprudência de muitos condutores que, mesmo com redutor, trafegam acima da velocidade na via", ressalta.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ressalta que deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito "nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros ou onde haja intensa movimentação de pedestres" é considerada uma infração gravíssima. O infrator poderá ser multado. 

Já o Art. 311 prevê que "trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano" a pena passa a ser de detenção, que pode variar de seis meses a um ano, ou multa.

A prefeitura foi procurada pela nossa equipe, no entanto, até o encerramento desta edição não se pronunciou sobre o caso. 

Autor: Marianna Fontes

Foto: Kaná Manhães


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Tags: cidade


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