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Pacientes na Serra enfrentam dificuldades para agendar cirurgias

Uma moradora relata que há mais de sete meses tenta marcar procedimento no Hospital do Trapiche

Em 31/10/2017 às 12h58


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Segundo denúncias de pacientes, centro cirúrgico do hospital, que atende demanda local, teria sido fechado Segundo denúncias de pacientes, centro cirúrgico do hospital, que atende demanda local, teria sido fechado
Mesmo sendo um direito de todo cidadão, o acesso à saúde de qualidade é uma realidade para poucos no Brasil. A situação é ainda pior quando diz respeito à rede pública. Em Macaé, o quadro não é diferente.

Essa semana, a população dos distritos serranos voltaram a procurar o jornal O DEBATE para fazer novas denúncias em relação ao atendimento na região. A falta de profissionais e medicamentos já não é novidade. Tais situações têm prejudicado os pacientes, que cobram mais atenção por parte do poder público.

Além de ter que suprir toda a demanda da região, uma vez que as unidades básicas dos distritos vizinhos tiveram seus serviços migrados para o hospital, atendimentos de alta complexidade, como cirurgias, não estariam sendo feitas no local.
Quem tem sido prejudicada, por exemplo, é Bya Souza. Ela conta que está há mais de sete meses aguardando uma cirurgia de emergência. Sem ter condições de realizar o procedimento na rede particular, ela espera o posicionamento da prefeitura em relação ao seu caso.

"Estou indignada com a Saúde em Macaé. São meses aguardando para fazer o procedimento de retirada de um mioma no Hospital de Trapiche, e nada. Mesmo tendo todos os exames necessários para fazer a cirurgia, a médica sempre pede mais um para dificultar a minha vida. Um deles é uma ressonância, que está impossível conseguir na rede pública. Sabendo da urgência, tive que pagar no particular. Corri atrás de tudo, e agora com tudo pronto para operar, o prefeito resolve fechar o Centro Cirúrgico do hospital sem qualquer previsão de retorno. Só que esses exames todos têm prazo de validade, ou seja, é capaz de me solicitarem tudo de novo depois", relata.

Bya reclama da falta de clareza do governo. "A pergunta é: como eu fico nessa situação? E os outros pacientes que também estão na espera? É revoltante não ter ninguém para dar uma posição para a população. Peço, por favor, se tiver alguém na secretaria de Saúde que possa nos ajudar ou prestar esclarecimentos, entrem em contato", diz.

Procurada, a prefeitura informou que, de acordo com a secretaria Adjunta de Alta e Média Complexidade, as cirurgias na unidade acontecem normalmente. Segundo informações, no período de transição entre a equipe médica que trabalhava por meio de contrato e os médicos que assumiram após o processo seletivo, houve interrupção dos serviços (última semana de setembro).  

Desde 1º de outubro, os procedimentos retornaram, diz a prefeitura. Na segunda-feira é o dia de plástica reparadora. Na terça-feira acontecem as cirurgias pediátricas. Na quinta-feira são cirurgias urológicas e sexta-feira ginecológica e geral. 
Ela explica que os procedimentos são marcados por meio de indicação clínica, respeitando o tempo de espera e necessidade do paciente. Casos pontuais devem ser reportados à direção, que avaliará as providências. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: cidade, saúde


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