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Abandono prejudica o turismo na Serra

Em Glicério, passarela na Ilha da Canoa caiu devido a falta de manutenção

Em 01/11/2017 às 11h07


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Distrito já foi um dos pontos procurados para a prática de esportes radicais Distrito já foi um dos pontos procurados para a prática de esportes radicais
"Estamos abandonados pelo poder público". Este é o desabafo mais ouvido por nossa equipe de reportagem quando visita os distritos serranos de Macaé. Lugares em meio à natureza, que poderia ter as belezas naturais a seu favor como forma de fomentar o turismo local e aquecer a economia do município, vivem sem expectativa de dias melhores por conta da falta de infraestrutura.

Um exemplo disso é o distrito de Glicério, que, acredite ou não, já foi ponto de encontro dos amantes e praticantes de esportes radicais. Se, antes, aventureiros lotavam o distrito, ruínas ficam como lembranças, hoje, da época em que a região era bastante frequentada por moradores e turistas.

Na entrada, a estrutura com a estátua de canoagem é uma das poucas lembranças de quando o esporte era a "marca registrada" da região. E é na Ilha da Canoa que o abandono fica ainda mais visível.

Um dos pontos turísticos é a passarela de madeira que margeia o Rio São Pedro. Hoje, infelizmente, segue interditada desde que parte dela caiu devido à falta de manutenção. Tal situação tem deixado os moradores indignados, que voltam a cobrar maior atenção do poder público.

"O que ocorreu não foi nada que ninguém não esperava que fosse acontecer. É até óbvio. A estrutura estava podre. São anos cobrando das autoridades competentes para que algo fosse feito, mas nada. As pessoas gostavam de passar por aqui, pelo cenário exuberante. Era um passeio agradável. Agora virou um bando de madeira podre esperando apenas a ação do tempo para desabar de vez. Ao invés de fazer a revitalização do lugar, apenas isolaram o acesso. Acabou tudo. A dúvida é: será que um dia voltaremos a ter aquela Glicério de antigamente? É revoltante ver o estado de calamidade que a nossa Serra se encontra", desabafa um morador, que pede sigilo do nome.

Segundo dados da prefeitura, o turismo de negócios corresponde a 71% do setor e 10% do PIB do município, que tem o Selo Ouro da EMBRATUR.

No entanto, Macaé tem potencial para se tornar também uma cidade do turismo ecológico. Segundo um estudo apresentado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil é o país de maior potencial em turismo de natureza no mundo. A Organização Mundial do Turismo enfatiza que a procura pelo ecoturismo é uma tendência em todo o planeta, e que a expansão do segmento está entre 15% e 25% ao ano.

O turismo sustentável também é reconhecido pela ONU, através de uma resolução que visa esse segmento como uma ferramenta para tornar viável, economicamente, a proteção das Unidades de Conservação (UC), ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento local.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: cidade


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