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Moradores aguardam a reforma da Estação Ferroviária de Glicério

De acordo com dados históricos, a última obra feita no local aconteceu em 2005. Atualmente, o prédio está em vias de desabar

Em 03/11/2017 às 11h45


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Localizado na chegada de Glicério, o local aguarda por obras para que não venha a desabar Localizado na chegada de Glicério, o local aguarda por obras para que não venha a desabar
Recentemente, moradores de Glicério, quarto Distrito de Macaé, se mobilizaram para chamar a atenção das autoridades no sentido de salvar o patrimônio histórico.

Assim, no final de julho, centenas de pessoas promoveram um abraço simbólico na Estação com o objetivo de conseguir divulgar a necessidade do restauro do prédio da antiga unidade ferroviária, que se encontra em vias de desabar. O ato foi uma iniciativa da Associação de Moradores da Serra de Macaé, com o apoio do Instituto Vida Sustentável. 

De acordo com moradores, na última semana, o prédio passou por algumas obras. "Não sabemos se o objetivo é realizar melhorias, mas chegamos a ver profissionais da prefeitura fazendo a retirada das telhas. Nossa expectativa é que o prédio seja recuperado, ganhando nova aparência. De fato, muito triste ver um patrimônio histórico em total abandono", relatou um morador. 

Os dados históricos apontam que a Estação Ferroviária de Glicério, ramal daquele distrito, foi aberto como ponta do ramal em 1891 partindo da estação de Macaé, na linha do litoral. Com apenas duas estações, ele foi desativado no dia 2 de novembro de 1961, sendo extinto oficialmente em 22 de agosto de 1963. Várias fontes dão como razão da existência desse ramal uma futura ligação com a cidade de Nova Friburgo pela Leopoldina, fato que jamais se realizou.

Durante algum tempo chamou-se "Crubixais", voltando depois ao seu nome original. Finalmente, em 1961, a estação foi desativada sob muitos protestos e até ações de violência. O prédio da antiga estação também já foi usado em festas locais e como casa de cultura. Hoje, totalmente abandonado, corre o risco de desabar.  

Já no Centro da Cidade, o Palácio dos Urubus - interditado há mais de 20 anos - também segue em ruínas. A infraestrutura do local está cada vez mais danificada e se tornou motivo de preocupação para quem passa pelo local. De acordo com dados históricos, o casarão, construído por dezesseis escravos na época do Império, começou a ruir na década de 70, quando a Defesa Civil interditou o imóvel. Atualmente, apenas a fachada principal está de pé, escorada por tapumes para esconder os escombros. 

A decadência do prédio começou logo após o seu tombamento, em 1979, pelo INEPAC. À época, não houve um bom diálogo entre a Prefeitura, que desapropriou o prédio, o Instituto Nacional de Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac) e os proprietários, que acabaram deixando o casarão. 


Em edições anteriores de O DEBATE, quando foi procurada, a prefeitura informou que a estrutura pertence a um proprietário particular, e que o prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sendo assim, não pode realizar obras no local. Ainda segundo as informações, a secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil procedeu à interdição da estrutura, e mantém seu monitoramento, assim como faz com outros prédios do município, inclusive os que não estão em risco de desabamento.

 Procurada pela redação do Jornal, até o fechamento da edição a Prefeitura não havia se pronunciado sobre a demanda da Estação Ferroviária. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: cidade


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