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Denúncia alerta para aumento de pessoas em situação de rua na região central

Prefeitura nega que há um aumento da população de rua em Macaé

Em 06/11/2017 às 11h11


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Concentração de moradores de rua na área central volta a ser preocupação da população Concentração de moradores de rua na área central volta a ser preocupação da população
Com o aumento do desemprego e a crise financeira que está instalada no país há mais de um ano, o problema social que envolve pessoas em situação de rua vem aumentando. Em Macaé, o cenário não é diferente, sendo comum ver grupos de pessoas espalhados pelas calçadas do Centro.

O jornal O DEBATE voltou a receber denúncias sobre o número de pessoas em situação de rua que voltaram a circular e viver pela região central da cidade. Os principais pontos são próximos do Terminal Rodoviário, do Centro Pop, Linha do trem e Praça Veríssimo de Melo.

"Os moradores de rua estão bem espalhados, mas a gente consegue notar um aumento deles. É muito triste, porque a gente sabe que isso tudo acontece devido à crise instalada no país. Há algum tempo, Macaé vem registrando altos índices de desemprego. Do seu lado, a prefeitura fica preocupada em oferecer vantagens para os que estão na rua, como o abrigo para que eles possam dormir na Praça Washington Luiz, mas eu não acho certo, tem que tirar essas pessoas das ruas, dar passagens de volta para as suas casas," disse Mário da Silva, aposentado.

As denúncias sobre o aumento da população de rua variam entre os problemas de baderna e sujeira nas calçadas, até questões relacionadas à violência e tráfico de drogas.

"Eu moro aqui no Centro, próximo à Praça Veríssimo de Melo e vejo todos os dias a quantidade de pessoas que estão jogadas pelas calçadas. É muito triste. No entanto, é preciso fazer alguma coisa para mudar essa realidade, porque algumas dessas pessoas sem alternativas acabam cometendo pequenos furtos, ou iniciam problemas com álcool e até drogas. Aqui na praça, vejo sempre morador de rua fumando maconha ou sob o efeito de álcool. Os casos de roubos e furtos também acontecem com frequência, geralmente eles utilizam as armas brancas, tesouras e pequenas facas para cometer os delitos. É preciso fazer alguma coisa imediatamente, porque a situação está cada vez mais crítica", disse Leandro Maciel, morador do Centro.

A Guarda Municipal sempre foi um aliado nesses casos. No entanto, a população reclama que não tem visto mais as equipes do GAOp (Grupo de Apoio Operacional) realizando esse tipo de patrulhamento nos pontos críticos da cidade.
"Antes, além da Polícia Militar, a gente via a equipe do GAOp atuando principalmente aqui no Centro, próximo das praças. Infelizmente, nem com isso a gente pode contar mais", ressaltou o morador do Centro.

Já pelo lado social do problema, a Prefeitura de Macaé, através dos serviços de assistência do Serviço Especializado em Abordagem Social (Centro Pop) trabalha realizando o monitoramento de todas as pessoas em situação de rua no município. Algumas dessas pessoas aceitam ajuda e recebem as devidas providências, de acordo com as suas necessidades. Outras optam em permanecer nas ruas. O Centro Pop acompanha cada caso na cidade. No entanto, a equipe social realiza estratégias para continuar com o serviço de assistência, através de conversas para que essas pessoas sejam convencidas a deixar as ruas.

Resposta da Prefeitura

A Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade desconhece esse aumento. Contudo, o fluxo de pessoas que chegam à cidade continua sendo acompanhado pela equipe de abordagem, em conjunto com o Centro POP, espaço de referência para convívio grupal, social e para o desenvolvimento de relações de solidariedade, afetividade e respeito, proporcionando vivências para o alcance da autonomia, estimulando, além disso, a organização, mobilização e a participação social.

O Centro POP possibilita o retorno ao lar de origem, em muitos casos apoio na reinserção ao mercado de trabalho, albergue, entre outros. Após atendimento pela Assistente Social é feita análise do perfil da pessoa, ou da própria família, que vem ao município atraído pela oferta de trabalho, mas se depara com várias dificuldades.

Há também a Pousada da Cidadania, que fornece abrigo temporário e atenção especializada de saúde, educação, assistência social, e de outras naturezas, ao morador em situação de rua, visando resgatar os vínculos familiares e sociais, bem como desenvolver o processo de autonomia e qualificação para o mundo do trabalho.

Vale ressaltar que, em setembro, 54 moradores em situação de rua conquistaram um emprego, formalizando um compromisso de trabalho com a prefeitura.

Autor: Ludmila Fernandes ludmila@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: polícia


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