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ANP projeta R$ 850 bilhões em investimentos na indústria offshore

Desenvolvimento de projetos garantirá oportunidades de negócios pelos próximos 10 anos

Em 08/11/2017 às 12h44


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Resultado de leilões também projeta bilhões em investimentos no setor Resultado de leilões também projeta bilhões em investimentos no setor
Com a previsão de contratação de 22 plataformas para atuar em concessões de contratos vigentes, e mais 17 unidades a partir dos novos contratos, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, aponta investimentos na ordem de R$ 850 milhões para os próximos 10 anos, em atividades do petróleo no país.

Segundo a ANP, a cada ano de atraso em uma plataforma, o Brasil perde R$ 2,6 bilhões em participações e tributos.
Oddone afirmou que os investimentos nos blocos arrematados nas rodadas realizadas este ano virão de forma mais intensiva a partir de 2020, e que a ANP está tomando as medidas regulatórias necessárias para destravar investimentos no curto prazo.

O diretor-geral destacou a importância do pré-sal, afirmando que nessa região existem condições para uma produção extraordinária de petróleo, onde cada poço produz, em média, 30 mil barris por dia. Também insistiu na necessidade de agilizar os investimentos na indústria do petróleo: "As novas tecnologias transformaram o petróleo em uma commodity abundante. Não faltará petróleo no mundo. Se não investirmos, a era do petróleo acabará e não conheceremos nossas reservas. Nosso trabalho é minimizar as reservas que ficarão embaixo da terra", enfatizou.

Essa avaliação de Oddone foi apresentada durante reunião da Câmara de Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), onde falou sobre a retomada do setor de óleo e gás no Brasil.

Resultado de leilões

A Petrobras, principal empresa investidora do mercado nacional offshore, foi também a que mais adquiriu blocos do pré-sal, no leilão realizado no fim do mês passado.

A companhia adquiriu, em parceria com outras companhias, três blocos offshore nas 2ª e 3ª Rodadas de Licitações no regime de Partilha de Produção, sendo operadora em todos os blocos.

No regime de partilha de produção, o consórcio entrega ao governo um percentual denominado "excedente em óleo lucro para a União", que se aplica sobre a receita descontada dos custos de produção e dos royalties. A oferta de excedente em óleo bruto para a União foi o único critério adotado pela ANP para definir a proposta vencedora, já constando previamente no edital o valor fixo do bônus de assinatura, o programa exploratório mínimo e os compromissos de conteúdo local.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Hans von Manteuffel/Agência Petrobras


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Tags: economia


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