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Macaé já recolheu cerca de 8 mil litros de óleo

Campanha de coleta criada em 2014 visa reduzir os impactos ambientais com a destinação correta do resíduo

Em 13/11/2017 às 11h46


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Município conta, ao todo, com 12 pontos de coleta. Material deve ser entregue em uma garrafa pet com tampa  Município conta, ao todo, com 12 pontos de coleta. Material deve ser entregue em uma garrafa pet com tampa
Mudar alguns hábitos no nosso dia a dia é um passo fundamental para preservarmos nosso planeta. A forma como descartamos os resíduos na natureza pode causar impactos positivos ou negativos. Um desses cuidados que devemos ter é em relação ao óleo vegetal (de cozinha).

Quando feito de maneira incorreta, esse ato pode gerar diversos impactos nocivos para o meio ambiente. Para se ter uma ideia, a gordura despejada na pia é quase tão prejudicial quanto jogar lixo nas ruas. O tratamento da água e do esgoto fica prejudicado. Além disso, tal atitude contribui com o entupimento dos encanamentos, gerando transtornos.

Nos locais onde não existe rede coletora, esse óleo vai diretamente para os rios e lagoas, poluindo os recursos hídricos. Apenas um litro de óleo é o suficiente para poluir 1 milhão de litros de água (quantidade consumida por uma pessoa em 14 anos). Ele também pode ser prejudicial ao solo, contaminando o lençol freático.

Em Macaé, a secretaria de Ambiente, por meio da Coordenadoria de Biodiversidade, Gestão das Águas e Território, faz a coleta desse tipo de resíduo em parceria com o Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Estado do Rio de Janeiro (PROVE).

A Campanha de Coleta de Óleo Vegetal foi criada em 2014 e, desde então, vem sendo ampliada e apoiada pela população.
Segundo um balanço divulgado pela prefeitura foram recolhidos cerca de 7.882 litros de óleo vegetal entre janeiro e outubro. Entre 2014 e 2017, foram coletados e encaminhados para a reciclagem 20.231 litros.

Pontos de coleta 

A população pode descartar o óleo nos seguintes pontos de coleta: Cavaleiros (em frente ao posto 2, próximo ao Espaço de Convivência); Sana (Base Operacional da Secretaria de Ambiente); Alto dos Cajueiros (Sede da secretaria de Ambiente - Avenida Rui Barbosa, 1.725); Centro - Colégio Luiz Reid (será realocado para Praça do Visconde de Araújo) e Mercado de Peixes; Morada das Garças (Guarita de entrada do bairro); Barra de Macaé (Macaé Facilita); Córrego do Ouro (Macaé Facilita); Lagomar (na rua W5); Mirante da Lagoa (será realocado para a praça principal onde fica a Amola - Associação de Moradores do Mirante da Lagoa); Aroeira (realocado para o Colégio Municipal da Aroeira); Parque Aeroporto (sede da AMPRA).

Vale ressaltar que a coleta é realizada apenas nesses pontos, não sendo feita em residências. Além disso, o óleo deve ser entregue dentro de garrafas PET devidamente fechadas.

Material é enviado para reciclagem 

O material é encaminhado para algumas cooperativas de reciclagem cadastradas junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O Estado do Rio de Janeiro conta com o Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Estado do Rio de Janeiro (Prove), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

Segundo a SEA, do total recolhido 98% é destinado para a fabricação de sabão. Dessa maneira, em vez de ter como destino final o meio ambiente, esse resíduo acaba sendo reaproveitado. Essa iniciativa acaba promovendo, além de benefícios ambientais e de saúde, uma renda para várias famílias de catadores que trabalham nas cooperativas cadastradas no Prove.

O Inea alerta que grande parte do óleo de cozinha utilizado em residências e no comércio é geralmente descartada nos ralos, o que não é recomendado.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Arquivo


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Tags: cidade, meio ambiete


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