Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Imbetiba vê melhorias mas ainda aguarda outras

Segundo os moradores, saneamento, limpeza de terrenos e urbanização do valão estão entre as prioridades

Em 21/11/2017 às 15h52


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

Entre as melhorias está a manutenção da iluminação, parquinho e academia da orla Entre as melhorias está a manutenção da iluminação, parquinho e academia da orla
Um dos bairros mais tradicionais de Macaé volta a ser pauta essa semana da coluna. Situada na região central da cidade, a Imbetiba é uma das localidades que sofreram forte transformação ao longo das últimas décadas. 
Com o porto da Petrobras ao fundo, a orla, que era frequentada por jovens nas décadas de 70 e 80, hoje está totalmente revitalizada. Mas, apesar de ser um dos melhores lugares para se morar na cidade, o bairro, assim como qualquer outra localidade, também apresenta alguns problemas. 

Diante disso, essa semana o Bairros em Debate esteve lá novamente, quase um ano após a última visita, onde conversou novamente com o presidente da Associação dos Moradores (AMBIM), Marcelo dos Santos Peixoto, e também com a população.

Orla recebe melhorias 

Ao contrário da maioria das edições de Bairros em Debate, essa começa com noticia boa para a população. Um pedido feito na última reportagem, em março desse ano, era de reforço na iluminação da Orla. 
A Imbetiba foi um dos bairros contemplados com o novo projeto de iluminação, onde foi feita a substituição das lâmpadas antigas, que eram metálicas, por novas de led. Além de ser mais potente, ela é mais econômica. 

"Depois de muitos apelos, finalmente atenderam o nosso pedido", comemora Marcelo, que ressalta que os brinquedos do parquinho e os aparelhos da academia também receberam manutenção. "Deram uma geral aqui e hoje a nossa orla está bonita. Gostaria de agradecer em nome dos moradores", completa.

Urbanização do valão

Os valões que cortam a Rua dos Jesuítas, Avenida Agenor Caldas e Papa João XXIII foram tapados há anos, no entanto até hoje são motivos de insatisfação para quem mora próximo. Segundo Marcelo, esse é um dos principais problemas que eles enfrentam hoje.


Presidente relata que prefeitura prometeu urbanização em 2018 


"O Valão dos Jesuítas está infestado de ratos e baratas. À noite fica um cheiro insuportável. Quem mora próximo reclama muito. À noite você vê os roedores saindo dali de dentro e andando pela rua. Quando chove é ainda pior", relata Marcelo. 
Segundo ele, esse problema está prestes a ganhar um novo desfecho. "Segundo a prefeitura, existe o projeto de rebaixar o canteiro e urbanizar igual fizeram no Parque Aeroporto. No entanto, o que me foi informado, é que isso só deve acontecer no ano que vem. Esperamos que isso de fato aconteça", diz. 

Saneamento ainda é promessa

Com uma rede antiga, a Imbetiba também sofre com o esgoto. De acordo com Marcelo, foi informado à comunidade que obras de saneamento iriam começar em todo o bairro em outubro. No entanto, um mês se passou e nada mudou. 

"Fizemos uma reunião com a BRK Ambiental, que chegou a enviar uma pessoa aqui, e nos foi informado que iriam começar as obras no mês passado. A população ficou no aguardo, mas nada aconteceu. Estamos até hoje esperando", relata. "Na Rua Dr. Bueno existe um problema crônico que o esgoto entope toda hora. As manilhas não dão mais conta da vazão. É preciso reestruturar a rede de todo o bairro", enfatiza. 

Procurada pela nossa equipe, a BRK Ambiental informou que o programa de execução das obras do sistema de esgotamento sanitário no bairro está sob avaliação da prefeitura e, que tão logo disponha das orientações, dará prosseguimento nas atividades previstas para ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto da cidade.

Caramujos africanos 

Terrenos com acúmulo de lixo, entulho ou mato alto são ambientes favoráveis para o surgimento de diversas pragas, como mosquitos e ratos. Em Macaé, esse ambiente tem se tornado um convite para um outro tipo de animal que vem causando transtornos para a população, o caramujo africano. 


Caramujos se proliferam em terreno particular abandonado 


Isso tem acontecido em um terreno particular na Rua Desembargador Ivan Lopes Ribeiro. Segundo Marcelo, o proprietário já teria sido procurado pelos moradores do entorno. "Como não é cercado, as pessoas vêm e jogam lixo e entulho aqui. Isso resulta no que está acontecendo: essa infestação. Esse ambiente se torna um atrativo para essa praga. Falamos com o dono, que mora perto e ele fez pouco caso. Agora o nosso apelo é para que alguém da prefeitura notifique, porque o CCZ vem e coloca remédio, mas não adianta só isso", diz. "Quando chove é ainda pior", completa.

Paralelo a isso, a população também precisa colaborar. Ela deve evitar acumular restos de material de obra ou de lixo orgânico, como folhas e frutas. Por ter hábitos noturnos, o material de obra serve como abrigo para se esconder do sol, e o lixo orgânico serve como alimento. O mato alto também é um local favorável porque eles gostam de sombra. 

Ele é resistente a temperaturas elevadas e a longos períodos de estiagem. Em ciclos de oito meses, cada caramujo pode colocar, em média, de 300 a mil ovos.

Apesar de não ter registros de casos de morte ou contaminação por esse molusco, todo cuidado é fundamental na hora de removê-lo. Em Macaé, as ações de combate ao caramujo africano são realizadas pela secretaria de Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). 

A eliminação do molusco é feita por meio da aplicação de iscas moluscidas em terrenos baldios e imóveis que apresentem infestação. O CCZ ressalta que isso não é nocivo ao meio ambiente e resistente ao contato com a água. 
Em 48h é possível matar toda a colônia. Depois disso, os donos dos imóveis devem remover as cascas dos caramujos. Vale ressaltar que isso deve ser feito com o uso de luvas ou sacolas plásticas nas mãos. Nunca faça a coleta com as mãos porque eles podem transmitir doenças. 

O caramujo africano pode transmitir dois tipos de vermes, o Angiostrongylos cantonensis e Angiostrongytus costaricensis, responsáveis por doenças que podem matar. Esse molusco pode transmitir doenças como meningite e úlcera estomacal.
A contaminação pode acontecer pelo simples contato com o animal ou pela contaminação do consumo de verduras, frutas e legumes por onde ele passou. 

Esse molusco africano foi trazido para o Brasil de forma indiscriminada, para uso gastronômico. Não tendo aceitação, foram descartados no meio ambiente de maneira irregular, passando a virar um problema de zoonoses em vários pontos do país, inclusive, no litoral fluminense. Devido a sua facilidade de reprodução, já que um único pode colocar 200 ovos a cada dois meses, hoje em dia é considerado uma praga.  Essa infestação ocorre com mais frequência em áreas litorâneas.

Colaboração de todos

Ainda falando sobre a questão da limpeza, o presidente do bairro volta a pedir a colaboração de todos na hora de descartar o lixo. "Somos um bairro privilegiado que conta com coleta diária. Só que o caminhão passa à noite e tem gente que coloca seu lixo do lado de fora, nas calçadas, de manhã cedo, ou seja, fica a sujeira durante todo o dia, impedindo as pessoas de passarem.


Presidente pede colaboração para manter bairro limpo 


Como a maioria não coloca em recipientes adequados, animais de rua ainda rasgam e espalham a sujeira", alerta. 
Marcelo diz também que entulhos de obras acumulados de forma inadequada acabam entupindo as galerias pluviais. "Toda vez que a equipe da prefeitura vem limpar é que a gente se dá conta. É muita areia que acaba indo parar lá. Quando chove elas ficam entupidas e acaba alagando tudo", conta. 

O que diz a prefeitura

Procurada, a secretaria de Obras informou que está em estudo o projeto de Urbanização do valão da Avenida dos Jesuítas. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) informa que estará no bairro de Imbetiba realizando ações na próxima semana. 

Em relação ao terreno com infestação de caramujos, o CCZ disse que realiza somente o tratamento e orientação ao proprietário do imóvel a respeito do combate ao caramujo africano. Ele não possui os dispositivos que amparem legalmente ações para notificar e/ou multar o proprietário. Serão realizadas ações no bairro na próxima semana.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Marianna Fontes


    Compartilhe:

Tags: bairros em debate


View Site in Mobile | Classic
Share by: