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Infraestrutura ainda é sonho para famílias de área nobre

Enquanto as obras de urbanização seguem paradas, moradores enfrentam transtornos na Granja dos Cavaleiros

Em 18/12/2017 às 18h23


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Obras de urbanização seguem sem previsão de serem retomadas Obras de urbanização seguem sem previsão de serem retomadas
Mais seis meses se passaram e os moradores da Granja dos Cavaleiros, principalmente aqueles que vivem na parte alta, seguem sem resposta do poder público quanto a retomada das obras do Consórcio Vale Encantado. 
A urbanização da região, que engloba também o Novo Cavaleiros e o Vale Encantado, segue parada há três anos. Orçadas em mais de R$ 54 milhões, as obras de urbanização foram paradas, segundo a prefeitura na época, por conta de questões burocráticas envolvendo o consórcio responsável. Ela também enfatizou que seria feito um novo processo licitatório para a troca da empresa. 

O prazo dado para que isso fosse feito, e as obras retomadas, era de 45 dias, ou seja, expirou em maio de 2015. Mais uma promessa que não foi cumprida, o que tem gerado revolta nos moradores, que continuam à espera de respostas do poder público, que tem evitado se pronunciar sobre o caso. 

Segundo o morador Dirant Ferraz, que já esteve à frente da AMOGRANJA e atualmente integra a Comissão da Obra, ao longo desse ano eles já procuraram diversos órgãos em busca de respostas. 

"A comissão não vai se calar. Está acabando o ano de 2017 e seguimos cobrando o retorno das obras licitadas. Durante o ano fizemos uma via sacra por várias secretarias e só obtivemos promessas. Em duas ocasiões, em julho, me encontrei com o secretário de Obras e no papo ele afirmava que dependia do aval do prefeito. No dia 7 de setembro, durante o evento, encontrei o Dr. Aluízio, ao lado de alguns secretários, e cobrei novamente solução e resposta para os moradores. Ele afirmou que marcaria um dia para discutir o assunto, só que o ano está acabando e nada até o momento", relata Dirant. 

Diante disso, o Bairros em Debate volta mais uma vez à Granja dos Cavaleiros essa semana para cobrar das autoridades competentes as melhorias necessárias, que são por direito dos moradores que ali vivem. A maioria das reivindicações apresentadas à nossa equipe pela população foi na nossa última visita em junho.  
Enquanto as obras não acontecem, Dirant cobra serviços básicos para o bairro, como limpeza pública, manutenção de ruas e melhorias no que se refere à mobilidade urbana. 


Polo Offshore cheio de buracos

Quando se trata da acessibilidade no bairro, os moradores dizem que a crise não justifica o abandono, uma vez que essa região conta com um dos IPTUs mais caros da cidade. 

Mas enquanto o governo gasta para "recapear" ruas já urbanizadas pela cidade, os moradores dessa região sofrem com as dificuldades para entrar e sair de suas casas por conta da falta de infraestrutura. 
"Quando chove a lama toma conta e a gente não consegue se locomover na parte alta. Essa semana a prefeitura jogou um material para tentar amenizar, mas sabemos que isso não resolve de fato o nosso problema", diz um morador da Rua dos Ipês.

Na região do Polo Offshore, onde se concentram empresas do mundo, buracos comprometem a acessibilidade


Quem reforça isso é Dirant. "Na primeira chuva que der, vai sair tudo. É jogar dinheiro público fora. A solução para cá é o pavimento", enfatiza.

Mas até mesmo onde o asfalto existe a situação é crítica. Na Avenida Prefeito Aristeu Ferreira da Silva, onde se encontram as maiores empresas do mundo do segmento do petróleo, buracos geram transtornos.

Um deles, aberto para manutenção na rede, segue há semanas, obrigando os motoristas, entre eles, do transporte público, a desviar. "Está nos dois sentidos da vida. O espaço que deixaram é tão pequeno que os coletivos quase precisam subir na calçada para passar', diz Pedro Henrique, que trabalha na região. "No final é ainda pior. Em um sentido está com pó de brita, no outro, só barro e lama. Algumas pessoas até fazem contramão porque quando chove não dá para passar", relata.

Um enorme buraco também tem colocado em risco a segurança na esquina da Avenida Prefeito Aristeu Ferreira da Silva. "Ele está bem na curva, ou seja, não dá para ver de longe a sua profundidade. À noite menos ainda porque a iluminação é precária.



Qualquer hora alguém vai se acidentar aqui se o poder público não fizer nada. Está perigoso", diz Marcela Ramos, que também trabalha em uma empresa local. "Toda a região está precisando de manutenção. Essa área que tem uma das maiores arrecadações está abandonada, situação que não justifica a grande quantidade de imposto recolhida. Assim fica difícil incentivar as empresas a ficarem em Macaé. A prefeitura não dá o mínimo de infraestrutura", completa.


Moradores pedem apoio à mobilidade 

Um dos principais pedidos é em relação à mobilidade do bairro. Com fluxo intenso de veículos, entre eles, carretas, os moradores solicitam redutores de velocidade, semáforo e reforço na sinalização. "Não fizeram nada aqui desde a última reportagem", relata Dirant. 


Cruzamentos na Al. Tenente Célio ainda registram acidentes 

De todas as vias do bairro, a Alameda Tenente Célio, que liga o Polo Offshore à Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), é a que mais precisa de atenção. Dirant diz que é preciso reforçar a sinalização em alguns trechos onde há cruzamento.
"Colocaram as placas na esquina com a Rua Manoel Francisco Nunes, onde há alto índice de acidentes, mas ainda tem algumas pendências. Uma delas é a pintura horizontal nos cruzamentos. A Mobilidade chegou a atender algumas demandas nossas, mas fez o serviço de forma parcial aqui dentro", diz o presidente. 

Outro pedido é a instalação de uma placa indicando a entrada do São Marcos, na Alameda Tenente Célio. "Muita gente sobe direto e chega aqui no comércio perguntando como faz para chegar no bairro. Isso poderia ser evitado se tivesse sinalização, pedido que fiz há dois anos na prefeitura e até hoje nada", explica.


Instalação de cobertura em ponto

Esperar o transporte público pode ser algo bastante exaustivo. A situação piora ainda mais quando o local não oferece o mínimo de conforto para o passageiro. Isso é o que acontece em quase todos os pontos da Granja dos Cavaleiros. Um dos piores, segundo o levantamento feito pela AMOGRANJA, é o situado no início da Alameda Tenente Célio. 

Moradores ficam expostos ao tempo em ponto de ônibus 

Dirant explica que existia a promessa de ser instalado um abrigo ali. "A equipe da Mobilidade já esteve aqui e fez a vistoria. Inclusive, o dono do terreno concordou em abrir um recuo para o ônibus poder parar. Só que na época houve uma história de que a via seria sentido único, por isso não poderia fazer no momento. Só que nada foi resolvido e as pessoas continuam passando por esse tipo de situação", conta.

Outra questão é a pintura da faixa de travessia de pedestre no local onde, inclusive, estudantes da rede pública municipal fazem o embarque e desembarque do transporte escolar. "Foi outra promessa feita por eles que ainda não cumpriram. Os alunos precisam se arriscar na travessia porque não há um local adequado para isso", ressalta. 


O que diz a prefeitura

Quanto ao consórcio, a secretaria de Obras informou que o projeto está sendo finalizado para que seja realizada uma nova licitação.

Já os pedidos de redutores, sinalização e ponto de ônibus, a secretaria de Comunicação disse que as solicitações foram encaminhadas para a aecretaria de Mobilidade Urbana.

A prefeitura diz ainda que o trabalho de manutenção é contínuo no município e segue por todos os bairros. A secretaria Adjunta de Serviços Públicos destacou que os trabalhos na região estão dentro do cronograma estipulado pelo órgão. Solicitações e reclamações podem ser realizadas pelo telefone (22) 2796-1235. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Marianna Fontes


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Tags: bairros em debate


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