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Petrobras investe US$ 10 bilhões na produção de óleo da Bacia de Campos

Previsão da companhia é elevar em 450 mil barris/dia potencial de extração de óleo que representa hoje 50% da produção nacional

Em 18/12/2017 às 18h27


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Gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos, Marcelo Batalha, administra 34 plataformas em produção no país Gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos, Marcelo Batalha, administra 34 plataformas em produção no país
Até 2021, a Petrobras pretende aumentar em 450 mil barris/dia o nível de produção das reservas situadas na Bacia de Campos. Para isso, a estatal começa a investir em 2018 cerca de US$ 10 bilhões em atividades que vão desde a manutenção de 53 unidades em operação, assim como no desenvolvimento de novos projetos.

Os dados voltaram a ser reforçados nesta semana pelo gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), Marcelo Batalha, e soaram como mais um combustível para o otimismo que a indústria offshore instalada em Macaé vive, atualmente, em relação ao futuro do mercado.

"A estratégia da companhia é garantir a recomposição da produção da Bacia de Campos. Para isso, serão investidos US$ 10 bilhões em atividades que irão demandar contratos com empresas instaladas na cidade", disse Batalha.

Esses investimentos fazem parte do Plano de Negócios 2018-2022, que será lançado oficialmente pela companhia nos próximos dias. Segundo Batalha, 48 projetos de desenvolvimento de produção estão sendo implementados pela Petrobras.
"Vamos operar em 80 novos poços de produção dentro desse período. Entre os princiapais está o de Tartaruga Verde e Mestiça", apontou Batalha.

O gerente geral da UO-BC apontou ainda que a Petrobras mantém o custeio orçado em US$ 300 bilhões para a manutenção de contratos ativos, entre eles a manutenção das 53 plataformas e unidades em operação na Bacia de Campos.
"Esses valores são relativos às estimativas da empresa para os próximos três anos", disse.

Batalha apontou ainda que a UO-BC já se prepara para assumir o controle de nove plataformas que deixarão de pertencer a área administrativa da UO-Rio, de acordo com o plano de restruturação do setor de exploração e de produção da Petrobras.
"Seremos responsáveis por 43 plataformas. Hoje, administramos 34 unidades, das 53 em operação na Bacia de Campos", explicou.
Retomada

Durante a apresentação, realizada na reunião geral da Rede Petro-Bacia de Campos na quarta-feira (13), a palavra retomada foi dita repetidas vezes pelo gerente de uma das unidades mais importantes para a Petrobras, no país e no mundo.

"Com a retomada do mercado, gerada pela alta do barril do petróleo, garantimos que a Bacia de Campos terá papel fundamental na estratégia futura da companhia, seja no pós-sal, seja no pré-sal. E isso é traduzido nos 1,2 milhão de barris produzidos diariamente nessa região que é responsável por 50% do petróleo nacional", avaliou Batalha.

Pelos cálculos da Petrobras, a Bacia de Campos já produziu 11 bilhões de óleo, um número que pode se repetir pelos próximos 40 anos.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: economia, offshore


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