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Mudança de endereço de escola gera revolta de pais e profissionais

Desde a tarde da última quarta-feira pais e profissionais estão buscando informações

Em 21/12/2017 às 23h43


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Pais e responsáveis visitaram o novo prédio onde deveria funcionar a escola e alegaram que o ambiente não possui estrutu Pais e responsáveis visitaram o novo prédio onde deveria funcionar a escola e alegaram que o ambiente não possui estrutu
O término do ano letivo está sendo marcado por revolta e manifestações na rede municipal de ensino. O motivo: a migração de alunos e profissionais da Escola Municipal Eda Moreira Daflon para um prédio alugado no Novo Botafogo. Segundo denúncia feita recentemente por pais, a ordem de fechamento da unidade partiu do Ministério Público - pelo fato da escola não ter saída de emergência e também pelo Corpo de Bombeiros. A informação foi confirmada pelo Secretário de Educação Guto Garcia, que garantiu que até a última segunda (18) daria uma resposta aos pais e profissionais sobre para onde eles seriam alocados. 

Porém, a informação sobre o remanejamento só veio no final da tarde de quarta-feira após reunião com os envolvidos. De acordo com Guto, os profissionais e estudantes serão remanejados para um prédio no novo Botafogo, na Rua Djalma Salles Pessanha, número 591. No local já funcionaram outras instituições, como Colégio de Aplicação (CAP), o Colégio Renato Martins, e também a ESANE.  

Na manhã de ontem a Secretaria de Educação levou os pais e responsáveis para conhecerem o prédio.  E de acordo com a maioria, tanto pais quanto funcionários, o local  não possui estrutura para atender os estudantes do Eda Daflon. "Os estudantes irão contar com transporte e caso algum aluno não queira ir os pais podem pedir o remanejamento para o Letícia Pessanha - em frente a Praça Veríssimo de Melo ou para o Alvarez Parada - na Imbetiba. Também serão oferecidas vagas para o Colégio Coquinho. "Faremos esse remanejamento especial para alunos interessados em migrar do Eda Daflon", disse Guto. Ainda segundo o secretário, o remanejamento só pode ser solicitado na própria unidade (Eda Daflon). 

"É impossível colocar uma criança de cinco / seis anos para estudar em um prédio desse. E se é por falta de saída de emergência na unidade onde estamos que seremos remanejados, aqui também não tem a tal saída e para piorar, o prédio conta com escadas que representam um perigo para as crianças menores. Não tem condições nenhuma de ficarmos aqui. O elevador não está funcionando e ainda que venha a funcionar também representa perigo. Será que o corpo de profissionais dará conta de fiscalizar os estudantes?", questionou uma mãe.

Outra responsável que também prefere não se identificar reforçou que o prédio não possui estrutura apropriada para receber os estudantes. "Meu filho tem TDH e sofre de Epilepsia. Imagina ele sofrer uma crise nessas escadas? Não gosto nem de pensar. Ele não tem direito a auxiliar. Não sei o que vou fazer. Eles dão a opção da transferência para outra escola, mas eu gosto do Eda. Lá todos já o conhecem, já identificam quando ele não está bem. Estou desesperada", disse a responsável. 
Profissionais que também preferem não se identificar relatam a insatisfação. "É desumano o que estão fazendo. Esse prédio parece uma prisão, não tem parquinho, pátio.

Nele não poderemos sequer cantar o hino nacional que é algo trabalhado em todas as unidades. Aqui o aluno irá chegar e terá que ir direto para a sala de aula. Na hora do intervalo, não saberemos nem o que fazer com eles, já que o prédio não é dotado de um ambiente para recreação. Os alunos cadeirantes não terão como se locomover aqui. A acessibilidade, de modo geral, é péssima. Pode dizer que tem o elevador para garantir a subida e descida deles, mas isso não é suficiente", lamentou a profissional.


Após a visita ao prédio onde até segunda ordem iria funcionar a escola, os pais e responsáveis seguiram para a Prefeitura onde deixaram claro a insatisfação com o novo local de funcionamento da escola. Na ocasião uma comissão foi recebida por representante da Secretaria de Educação para nova reunião.

De acordo com informações da Secretaria de Educação, devido a insatisfação dos pais com o novo espaço (no Novo Botafogo), eles acharam melhor uma outra opção que havia sido apresentada anteriormente - de compartilhar o prédio do Maria Isabel dividindo então um turno para o Eda Daflon e o outro para o Maria Isabel. Ainda segundo as informações, na próxima terça-feira (26) vai haver uma reunião às 14h no Eda Daflon com a comissão do Secretário para finalizar essa logística e o assunto em questão. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: educação


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