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Parque Jurubatiba também é opção de lazer

A Unidade de Conservação considerada uma das mais bem preservadas do país conta com diversas lagoas espalhadas nos municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã

Em 29/12/2017 às 12h31


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A Lagoa de Jurubatiba, também conhecida como Lagoa de Cabiúnas é uma das mais visitadas A Lagoa de Jurubatiba, também conhecida como Lagoa de Cabiúnas é uma das mais visitadas
Para quem busca um lugar bonito e aconchegante para passar o último final de semana do ano, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba localizado nos municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã - é uma boa opção. Alem das praias bastante cobiçadas nessa época do ano, o local conta com 18 lagoas costeiras. A Unidade de conservação abriga ainda diversas espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção.

De acordo com o professor, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), e subchefe do Parque, Marcos Cesar dos Santos as águas das Lagoas do Parque, bem como o ar que ali se respira, possuem qualidade considerável boa e dentro dos limites estabelecidos como adequados.

Em toda extensão do Parque existem16 lagoas permanentes e duas sazonais, que dependem de quando chove para aparecer. Criado em 1998, o Parque é considerado por especialistas como uma das unidades de conservação mais preservadas e pesquisadas de todo o país. Localizado no norte do estado do Rio de Janeiro ele engloba os municípios de Macaé (1%), Carapebus (34%) e Quissamã (65%), é composto por 44km de praias e 18 lagoas costeiras de rara beleza. 

Além das 18 lagoas, os dados institucionais do Parque apontam ainda que há centenas de pequenos brejos, cada qual com sua característica físico-química da água e, consequentemente, com diferente vegetação e animais. O nível d'água, concentração de nutrientes, microorganismos, sais e oxigênio de cada lagoa varia periodicamente de acordo com diversos níveis de fenômenos naturais.
Ainda segundo informações, as lagoas têm, em geral, o formato alongado quando mais distantes da costa, que se torna arredondado quando as lagoas encontram dunas que represam seu acesso ao mar. É frequente que uma lagoa muito estreita ou a parte mais alongada dela seja impropriamente chamada de rio pelos habitantes da região.

E tem mais, os dados apontam que as dimensões das lagoas de Jurubatiba diminuíram bastante nos últimos 200 anos devido à ação humana, com a construção de canais artificiais, drenagem de brejos adjacentes ou utilização de suas águas na irrigação.
As maiores e mais conhecidas lagoas que englobam o Parque encontram-se no sentido sudoeste-nordeste. São elas: Lagoa Cabiúnas (também chamada de Lagoa Jurubatiba), Lagoa Comprida, Lagoa de Carapebus, Lagoa Paulista, Lagoa Piripiri, Lagoa do Visgueiro e Lagoa Preta. 

Já a Lagoa que, segundo dados, apresenta maior profundidade é a Lagoa Jurubatiba. Ela apresenta formato alongado e ramificado, com uma área de 0,34 Km². Dependendo da época do ano e da quantidade de chuvas, pode apresentar água mais escura ou mais clara. Por ser grande e de fácil acesso, há décadas cientistas realizam pesquisas no lago. E um estudo botânico, por exemplo, registrou 58 espécies de plantas aquáticas, o maior número encontrado entre as lagoas do Parque. 

Já a Lagoa Comprida, recebe pouca influência do mar e por isso sua água é doce. Água esta que se origina principalmente de depósitos subterrâneos - os lençóis freáticos, e possui coloração escura, semelhante ao café, devido à presença dos chamados "ácidos húmicos". Ela é considerada ainda a única Lagoa do mundo onde pode ser encontrado o Diaptomus azureus, uma espécie de crustáceo. 

Já a Lagoa de Carapebus é apontada como a maior lagoa do Parque, com uma área de aproximadamente 6,5 Km² e profundidade média de 2,4 m, contorno ramificado e água doce. Ela possui 48 espécies de plantas aquáticas, sendo quatro encontradas somente nesta lagoa dentre todo o parque. Vale ressaltar que apenas parte dela está localizada dentro dos limites do Parna Jurubatiba. 

A Lagoa Paulista que é linha de divisão entre Carapebus e Quissamã já teve diversas vezes sua barra aberta de forma ilegal, causando a morte de diversos organismos, contudo de uns tempos para cá a fiscalização ambiental tem impedido este crime. Segundo estudos realizados nela, foram encontrados 45 espécies de plantas aquáticas, sendo 13 delas de ocorrência nova no parque. Ela possui uma área de aproximadamente 1,22 km². 

A Piripiri se apresenta paralela à costa, com uma área de aproximadamente 1,92 km² e profundidade média de 40 cm. Foi registrada nela apenas uma espécie de planta aquática, a Ruppia marítima (cabelinho). 

Também na lista das mais conhecidas está a Lagoa Visgueiro, com uma área aproximada de 1,42 km² e profundidade média de 10cm. Uma de suas características é ser hipersalina, apresentando apenas duas espécies de plantas aquáticas, a Typha domingensis (taboa) e a Bacopa monnieri, se mostrando bem resistente e com grande distribuição pelo parque. 

E encerrando a lista das mais conhecidas está a Lagoa Preta com uma área de aproximadamente 5,3 km² e profundidade média de 60 cm. Apesar de receber aporte fluvial (rio preto) ela pode ser classificada também como hipersalina e em épocas de estiagem, pode diminuir consideravelmente seu tamanho. Nela já foram encontradas 16 espécies de plantas aquáticas, dentre as quais quatro são de nova ocorrência para o parque, além de possuírem ocorrência restrita a esse ambiente: a Ceratopteris pteridoides (samambaia do brejo) e Ricciocarpus natans (planta avascular), dois exemplos, sendo a última encontrada pela primeira vez no Estado do Rio de Janeiro, nesta lagoa. 

As demais lagoas que compõem a unidade de conservação são: Lagoa Encantada, Amarra-Boi, Garça, Maria Menina, Robalo, Barrinha, Casa Velha e Ubatuba. 

Espaço aberto à prática de esportes náuticos 

Devido à grande concentração de lagoas de água de boa qualidade e de beleza cênica que o parque possui, uma das suas vocações naturais é para a prática de esportes náuticos de baixo impacto como canoagem, caiaques, vela, etc, práticas que podem ser realizadas desde que autorizadas pelo Instituto Chico Mendes. Outras informações podem ser obtidas pelo email parnajurubatiba@icmbio.gov.br <mailto:parnajurubatiba@icmbio.gov.br>.

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: meio ambiente, educação


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