Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Pequenos problemas causam transtornos em área nobre

Moradores reclamam da falta de lazer, segurança, alagamentos e limpeza na Riviera Fluminense

Em 02/01/2018 às 12h17


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

Trecho próximo ao ginásio é um dos pontos que alagam em dias de chuvas fortes Trecho próximo ao ginásio é um dos pontos que alagam em dias de chuvas fortes
Situado na área sul da cidade, o Riviera Fluminense é considerado um dos bairros mais nobres da cidade. Mas, infelizmente, em Macaé, até mesmo os endereços mais valorizados sofrem com problemas de manutenção e infraestrutura. 

Diante disso, essa semana a equipe de Bairros em Debate esteve no local, onde conversou com os moradores que apontaram o que tem sido feito e também as coisas que precisam melhorar. 

Na lista de problemas, a maioria, segundo eles, pode ser solucionado rapidamente. Entre as reclamações apresentadas pela população está a limpeza de terrenos, os alagamentos, o lazer e a insegurança. 


Bairro não tem área de lazer

Apesar do ponto privilegiado, o Riviera Fluminense é um dos bairros que não conta com área de lazer para a população. A única opção existente no bairro são duas quadras situadas na parte dos fundos do Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, o famoso "elefante branco" da cidade.

Única opção de lazer são as quadras na parte externa do ginásio 


Segundo os frequentadores, apesar de a limpeza ter melhorado, eles dizem que ainda é preciso fazer outras melhorias, como colocação do alambrado das quadras, retirada de lixo acumulado em alguns pontos e pintura. 
"Esse é o único local que as crianças têm para andar de bicicleta e jogar bola. Já que não temos uma praça, como em outros bairros, o ideal seria que eles cuidassem desse espaço para que ele pudesse ser melhor utilizado", diz Carolina Costa.

A moradora ressalta ainda que é lamentável ver o ginásio em completo estado de abandono. "A gente espera que em 2018 essa licitação realmente saia e a reforma aconteça. Além de promover eventos esportivos, esse espaço poderia oferecer atividades de lazer, esportivas e culturais, além de ser aberta para a população", enfatiza.

Um dos pedidos de quem mora no entorno é o reforço na iluminação pública. "Antes o ginásio ficava o dia todo aceso, desperdiçando energia. Depois vieram aqui, desligaram tudo e agora fica uma escuridão. Dá medo de passar à noite. Pedimos à prefeitura que faça algo para resolver esse problema", solicita Carolina.


Limpeza de terrenos e bueiros

Apesar de não ter tantos problemas de limpeza, os moradores reclamam que a falta de conscientização de uma minoria acaba prejudicando todo mundo. Terrenos baldios se tornam locais favoráveis para a proliferação de zoonoses, como ratos e baratas.
Um exemplo disso fica na esquina da Rua Prefeito Cláudio Moacyr de Azevedo com a Alameda Manoel Pereira C. da Silva. Esse mesmo terreno foi denunciado por moradores do entorno há alguns anos, porém o problema continua.

Terrenos baldios acabam se tornando pequenos lixões 


"Toda vez é isso. Limpam e a sujeira volta. Pior que não são pessoas que moram no entorno que fazem isso. E quem paga no final por isso somos nós. Com essa época de chuvas e calor a gente fica com medo de se tornar um criadouro do Aedes aegypti", ressalta uma moradora, que pede para não ser identificada.

A poucos metros dali, no terreno entre a Avenida Dr. Humberto de Queiroz Matoso e a Rua das Garças um lixão surge toda semana, mesmo com a prefeitura fazendo a limpeza regular. Esse caso específico já foi pauta de algumas reportagens, inclusive, uma recente. 

Cansados de conviver com a sujeira, moradores voltaram a denunciar o problema. "Isso é um problema que a gente não consegue solucionar. Não sabemos mais a quem recorrer. A prefeitura vem, limpa e poucas horas depois já está tudo sujo de novo. Comerciantes do entorno e pessoas de fora chegam aqui e jogam de tudo, desde entulhos a lixo. O problema é que, quando chove, como ocorreu esses dias, alaga tudo aqui, ou seja, o lixão fica cheio de água acumulada, podendo se tornar um criadouro do Aedes. A gente que mora nas redondezas fica com medo porque é a nossa saúde e da família que está em risco", declarou um morador que pede para não ser identificado. 

Ele sugere que a prefeitura cerque a área ou então disponibilize galpões com tampa para o descarte. "Já que não tem fiscalização, que eles tomem um medida para parar com o problema. Se ficar do jeito que está não vai mudar nada. Vai continuar tudo do mesmo jeito. Quem paga no final somos nós que moramos perto e não temos nada a ver com o desrespeito de uma minoria", lamenta.


Outro problema é a manutenção dos bueiros. O morador Marcelo conta que alguns deles estão sem tampa, ou seja, somado à falta de educação de algumas pessoas que jogam lixo na rua acaba favorecendo o entupimento deles. "É preciso consertar as tampas e também fazer a manutenção. Tem alguns que se você olhar vai ver que estão cheios de resíduos. Isso em dia de chuva acaba prejudicando o escoamento da água", alerta.

Alagamentos na parte baixa

Apesar de boa parte do bairro estar situado na área alta, é na região baixa que os problemas surgem quando chove. Um ponto crítico fica na região do entorno do ginásio. "Quando chove forte essa área vira um bolsão d'água. Dependendo das condições, fica difícil passar para entrar e sair de casa. O que chama atenção é que essa região fica a poucos metros da milionária obra de macrodrenagem. Ela melhorou a questão do escoamento, mas não evitou que os alagamentos continuassem acontecendo", diz Marcelo.


Carros abandonados 

O problema é muito comum. Em qualquer parte da cidade é possível encontrar um veículo abandonado em via pública. O que pode parecer apenas um problema de poluição visual, vai muito além, estes automóveis deixados nas ruas geram problemas de saúde e até de segurança pública.

Carros abandonados são vistos em vários pontos do bairro 


Moradores que precisam conviver diariamente com veículos em total estado de abandono na calçada de casa ou em terrenos baldios muito próximos de residências, se sentem extremamente incomodados, já que estes automóveis podem ser criadouro de zoonoses, como mosquitos, ratos e outros.

Em 2016, a Prefeitura sancionou um Decreto que determinava que os veículos abandonados encontrados com focos criadouros de larvas de Aedes aegypti, ou que estivessem em condição potencial de se tornarem futuros criadouros, seriam removidos para o depósito público de veículos, sendo o proprietário notificado pessoalmente ou por meio de edital. 
Além disso, todas as despesas decorrentes da remoção e armazenamento seriam de responsabilidade do proprietário, podendo também ser passíveis do pagamento de multa.

O objetivo, na época, foi o de prevenir e combater a proliferação dos mosquitos Aedes aegypti. No entanto, mesmo com o Decreto, o problema de veículos abandonados nas vias públicas do município não foi solucionado.

Melhorias na mobilidade

Nem tudo é motivo para reclamar. Moradores elogiam as mudanças feitas nas vias do bairro, como também o reforço na sinalização e instalação de redutores em pontos críticos. "Aqui na esquina da Rua Prefeito Cláudio Moacyr de Azevedo com a Alameda Manoel Pereira C. da Silva tinha acidente toda hora. Uma vez o carro chegou a entrar no muro de uma residência. Graças a Deus depois que as medidas foram tomadas nunca mais teve nada. A gente tem que criticar quando está errado, mas também é preciso reconhecer quando algo bom é feito", diz Marcelo. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


    Compartilhe:

Tags: bairros em debate


View Site in Mobile | Classic
Share by: