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Gás projeta para Macaé um novo futuro de prosperidade

Nova Usina Termelétrica e construção da Planta de Processamento colocam cidade em novo patamar offshore

Em 03/01/2018 às 16h53


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Com Cabiúnas, Macaé sedia a maior base de processamento de gás natural do Brasil Com Cabiúnas, Macaé sedia a maior base de processamento de gás natural do Brasil
Como um mercado próspero ainda a ser explorado, na visão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o processamento de gás natural garante para Macaé um novo capítulo de desenvolvimento, a partir das mudanças que ocorrem atualmente no mercado offshore nacional.

Além de ser a sede da maior unidade de captação de gás natural produzido hoje no país, o Terminal Cabiúnas, Macaé ainda terá a capacidade de sediar uma nova Usina Termelétrica (UTE), prevista para ser construída a partir do segundo semestre deste ano.

O projeto da UTE Vale Azul II é da EBTE Engenharia e venceu leilão realizado em dezembro do ano passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Até 2024, essa unidade será responsável por fornecer megawatts que serão contratados pela concessionária responsável pela gestão da energia, abastecendo assim residências e indústrias instaladas ao redor da Capital Nacional do Petróleo.

Essa UTE consumirá gás ofertado pelo Terminal Cabiúnas, que recebe a produção das Bacias de Campos e Santos. Atualmente, o maior bolo de processamento de gás do país, operado pela Petrobras, tem a capacidade de receber 25 milhões de metros cúbicos por dia, que também abastece outras usinas e indústrias espalhadas pela região Sudeste e Sul do país.

A EBTE possui também outros dois projetos de instalação de Usinas Termelétricas em Macaé, que possuem hoje total ligação com um outro projeto da companhia: a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) que integra o Tepor (Terminal Portuário) de Macaé.

A Unidade será diretamente interligada ao terminal de operações de líquido e de logística projetado pelo novo porto. Esse espaço será interligado à terra por uma ponte de quatro metros de extensão. Com potencial para operações ship to ship (navio para navio), o terminal, com calado de 16 metros de profundidade, também será interligado por dutos ao polo de armazenagem da retroária do Tepor.

Situado na retroária, a UPGN estará interligado a uma área de expansão de atividades industriais voltadas para a área da petroquímica.

Com a instalação dessa UPGN, Macaé será considerada como um polo de exportação de gás natural no país, além de permitir também que indústrias alimentadas por sistemas de gás sejam instaladas na área que será implantada nas regiões do Imburo, Complexo da Ajuda e Engenho da Praia.

Projetos

Vale Azul II
Usina Termelétrica da EBTE Engenharia que venceu leilão realizada pela Aneel

UPGN
Unidade de Processamento de Gás Natural do Tepor

Cabiúnas
Terminal que processa 25 milhões de metros cúbicos por dia


ANP aponta mercado competitivo para o setor

Em meio as estimativas e avaliações sobre as potencialidades do mercado offshore brasileiro para os próximos anos, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, disse que o setor passa por transformações profundas, estimuladas pela política de desinvestimentos da Petrobras e pelo incremento da produção com o pré-sal. 

Oddone disse que as novas operações da Petrobras e de empresas que participaram dos leilões da ANP projetam um crescimento considerável de produção para os próximos anos.

"A gente nunca teve um mercado aberto, dinâmico e competitivo. Estamos caminhando para isso", disse o diretor da ANP na abertura do encontro, citando a venda da participação da Petrobras em distribuidoras e o desinvestimento em gasodutos no Sudeste e Nordeste.

Para Oddone, o Brasil ainda consome um volume muito pequeno de gás natural e a chegada do gás offshore produzido no pré-sal "deve dar uma chacoalhada no mercado" interno. "O potencial para crescimento da penetração do gás na matriz energética brasileira é muito grande".

E isso cria uma grande oportunidade para Macaé se fortalecer como polo.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: economia


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