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População cobra a pavimentação de vias no Novo Horizonte

Ruas E-11 e E-12 foram uma das poucas que não receberam o serviço de recapeamento da prefeitura

Em 05/01/2018 às 12h54


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Sem manutenção, moradores enfrentam dificuldades para transitar pelas ruas. Em dias de chuva o acesso é ainda pior Sem manutenção, moradores enfrentam dificuldades para transitar pelas ruas. Em dias de chuva o acesso é ainda pior
Dois meses se passaram desde que o jornal O DEBATE publicou a última reportagem falando sobre as péssimas condições de duas vias no Novo Horizonte: E11 e E12. O tempo passou e até hoje os moradores aguardam a pavimentação das ruas, que foram uma das poucas não contempladas com o serviço de recapeamento em 2017. 

"A situação aqui está cada dia pior. Quando pavimentaram o bairro ficamos na esperança que aqui iriam resolver, finalmente, o nosso problema. Mas não foi o que aconteceu. Acabaram os serviços no Novo Horizonte e nossa rua, nada. Agora fica aquela incerteza se seremos beneficiados, porque pagar os impostos todos os anos a gente paga. Benefício que é bom nunca chega até nós", diz um morador, que pede sigilo do nome.

Ele conta que, se em dias de sol, os buracos prejudicam a passagens dos veículos e dos pedestres, em dias de chuva é ainda pior. "Estão abrindo valas. Quando chove vira um lamaçal. Tem vizinhos que mal conseguem entrar e sair de suas casas. A prefeitura simplesmente abandonou a gente", lamenta.

Já em dias de sol, é a poeira e os buracos que causam problemas para quem vive ali. É interessante ressaltar que os investimentos feitos nessa área não representam apenas melhorias na questão da acessibilidade no bairro, mas também redução nos riscos à saúde pública, promovendo, consequentemente, a melhoria na qualidade de vida. A poeira gerada acaba contribuindo com várias doenças respiratórias, e quem geralmente mais sofre são as pessoas alérgicas e as crianças.

"Para mim, o barro que vem para dentro de casa é o pior. Tenho um bebê especial e ele sofre muito com a poeira. Ele faz uso de um respirador, que não deixamos de utilizar quando vamos à rua, pois nosso receio é que a poeira prejudique sua traqueostomia", disse uma moradora da E12 durante a última entrevista em novembro. 

Lembrando que a manutenção das vias está prevista dentro do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), que garante que é dever das autoridades promoverem um trânsito seguro e de qualidade. De acordo com o Art. 1º, "o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotarem as medidas destinadas a assegurar esse direito". 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: cidade


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