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Chuvas voltam a deixar ruas alagadas

Para a população já não é novidade ver a cidade "debaixo d'água" com poucas horas de chuva

Em 05/01/2018 às 15h18


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No Novo Horizonte, na manhã de ontem algumas ruas já estavam alagadas No Novo Horizonte, na manhã de ontem algumas ruas já estavam alagadas
Não é novidade que em plena Capital do Petróleo, o progresso não chegou até hoje para milhares de famílias macaenses. Bastam algumas pancadas de chuva para toda a cidade ficar "debaixo d'água". As ruas ficam alagadas prejudicando o trajeto dos moradores. Na manhã de ontem, por exemplo, na Rua Juriti, no Novo Horizonte, a água já ultrapassava o joelho de quem se arriscava a transitar por ela. 

Em outros pontos da cidade não foi diferente e a chuva que continuou durante todo o dia deixou outras ruas na mesma situação. 

"Toda vez que chove a situação em Macaé é a mesma. No entanto, precisamos da chuva, o tempo tem estado muito seco, o problema é que, sem a falta de investimento por parte do poder público, infelizmente a chuva acaba causando prejuízos para nós. Tem famílias que chegam a perder móveis com o fluxo de água que entra na casa. É uma situação muito triste", disse um morador. 

Até mesmo as pessoas que frequentam a cidade a trabalho já se acostumaram com as ruas alagadas em dias de chuva. "Pra gente não é novidade. Toda vez que chove a chance da cidade ficar alagada é grande. Infelizmente a cidade não tem toda a infraestrutura que deveria e muitos dos recursos hidricos que possuem estão assoreados o que também contribui com os alagamentos", disse um auxiliar administrativo que prefere não se identificar. 

É importante lembrar que a população também pode ajudar a evitar os alagamentos. Um deles é com relação à limpeza da cidade. Apesar de não parecer, o lixo descartado de maneira inadequada, somado às chuvas típicas dessa época do ano acaba se tornando a principal causa das enchentes que vemos todos os anos. Para se ter uma ideia, o lixo jogado no chão vai parar em bueiros, rios e córregos. E com isso acaba impedindo o escoamento da água, o que faz com que os alagamentos sejam cada vez mais frequentes.

Outra prática comum na cidade, que também contribui com esse tipo de problema, são as ocupações irregulares às margens dos recursos hídricos. Pois a retirada da vegetação acaba sendo outro fator determinante para as inundações. Mas não são apenas as construções, grande contribuição vem do descarte de entulhos e restos de móveis nas beiras de rios e córregos, que pioram bastante a situação.  

Recentemente, com as chuvas que têm ocorrido na cidade, além de diversas ruas terem ficado alagadas, o Canal do Capote transbordou deixando os moradores preocupados.


Mesmo quem mora em área nobre da cidade, sofre com os alagamentos. "Quando chove muito quem mora na parte baixa do bairro da Glória também sofre. Parece que depois que fizeram algumas obras aqui a situação piorou. Por conta de todo esse transtorno já tive vizinhos que perderam tudo e um chegou a ir embora", relatou uma moradora que preferiu não se identificar. 

Ao que parece, apesar do município ser conhecido como a Capital do Petróleo, a riqueza oriunda do ouro negro não foi suficiente para preparar a cidade para o futuro no que diz respeito às situações climáticas. Por várias vezes, o cientista e renomado professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Francisco Esteves, falou ao Jornal que chuvas fracas são suficientes para alagar toda a cidade e gerar prejuízos à população. 

Autor: Juliane Reis juliane@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: cidade


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