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Praia Campista sofre com a infestação de caramujos africanos

Moluscos, que podem transmitir doenças, são vistos em vários trechos da areia, restinga e até do calçadão

Em 07/01/2018 às 07h43


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Caramujos podem ser vistos em vários pontos. Orientação é para que a população não tenha contato com o molusco Caramujos podem ser vistos em vários pontos. Orientação é para que a população não tenha contato com o molusco
A soma do calor com as chuvas fortes pode ter sido a causa da infestação de caramujos africanos na orla da Praia Campista. Essa semana, frequentadores foram surpreendidos com a grande quantidade do molusco no local, situação que requer cuidado por parte da população. 

A nossa equipe de reportagem esteve no local na manhã da última quinta-feira (4), onde encontrou caramujos em vários pontos da areia, principalmente na área da restinga, e até em trechos do calçadão. 

Além dos fatores climáticos, esses animais são geralmente encontrados em locais que tenham restos de material de obra ou de lixo orgânico, como folhas e frutas. Por ter hábitos noturnos, o entulho serve como abrigo para se esconder do sol, e o lixo orgânico como alimento. O mato alto também é um local favorável porque eles gostam de sombra. 

Ele é resistente a temperaturas elevadas e a longos períodos de estiagem. Em ciclos de oito meses, cada caramujo pode colocar, em média, de 300 a mil ovos.

Apesar de não ter registros de casos de morte ou contaminação por esse molusco, todo cuidado é fundamental na hora de removê-lo. Em Macaé, as ações de combate ao caramujo africano são realizadas pela secretaria de Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). 

A eliminação do molusco é feita por meio da aplicação de iscas moluscidas em terrenos baldios e imóveis que apresentem infestação. O CCZ ressalta que isso não é nocivo ao meio ambiente e resistente ao contato com a água. 
Em 48h é possível matar toda a colônia. Depois disso, os donos dos imóveis devem remover as cascas dos caramujos. Vale ressaltar que isso deve ser feito com o uso de luvas ou sacolas plásticas nas mãos. Nunca faça a coleta com as mãos porque eles podem transmitir doenças. 

O caramujo africano pode transmitir dois tipos de vermes, o Angiostrongylos cantonensis e Angiostrongytus costaricensis, responsáveis por doenças que podem matar. Esse molusco pode transmitir doenças como meningite e úlcera estomacal.

A contaminação pode acontecer pelo simples contato com o animal ou pela contaminação do consumo de verduras, frutas e legumes por onde ele passou. 

Esse molusco africano foi trazido para o Brasil de forma indiscriminada, para uso gastronômico. Não tendo aceitação, foram descartados no meio ambiente de maneira irregular, passando a virar um problema de zoonoses em vários pontos do país, inclusive, no litoral fluminense. Devido a sua facilidade de reprodução, já que um único pode colocar 200 ovos a cada dois meses, hoje em dia é considerado uma praga.  

Cactos com possível praga

Cactos apresentam camada branca que aparenta ser praga 


Paralelo à infestação do caramujo, no mesmo local onde os animais foram encontrados, outro problema ambiental vem acontecendo. Os cactos da restinga estariam, aparentemente, sendo atacados por um tipo de praga. 

Nos últimos dias, as plantas passaram a apresentar um tipo de cobertura branca, situação que estaria causando o seu 'apodrecimento'. A equipe de reportagem enviou as imagens feitas a um biólogo, que acredita que uma das possíveis causas seria a cochonilha, um tipo de inseto que é considerado uma praga de jardim. 

A primeira evidência que a planta está infestada por isso é o surgimento de bolinhas brancas que parecem algodão nos caules. 
Apesar das especulações, ainda não se sabe as causas disso e nem do surgimento dos caramujos. A prefeitura foi procurada pela nossa equipe, no entanto, até o encerramento desta edição não havia se pronunciado sobre o caso. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: cidade


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