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População volta a cobrar melhorias no Sol y Mar

Além dos alagamentos, localidade sofre com a falta de limpeza, esgoto a céu aberto e praça abandonada

Em 07/01/2018 às 08h00


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Serviços básicos, como manutenção das ruas, chegam apenas a algumas localidades Serviços básicos, como manutenção das ruas, chegam apenas a algumas localidades
Quando se fala no bairro Sol y Mar, uma coisa vem logo à cabeça: alagamentos! Apesar dos investimentos milionários na região nos últimos anos em obras de macrodrenagem, tal medida não tem sido suficiente para evitar que os moradores sofram com o problema toda vez que chove na cidade. 
Após um ano desde a última visita ao local, essa semana o Bairros em Debate volta para mostrar que quase nada mudou na região nesse tempo.

Apesar do rápido escoamento da água, os transtornos gerados pelos alagamentos são inúmeros. Segundo alguns moradores, muitos deles já tiveram prejuízos por conta disso. "Nossa preocupação é que nessa época do ano as chuvas vêm mais fortes, ou seja, vai começar aquele desespero de saber se tudo vai alagar ou não. Quando ocorrem as enchentes, a água chega a entrar na minha casa", relata a moradora Ana Carla.

Essa área sofreu grande crescimento na última década por conta de estar localizada em um ponto estratégico, próximo ao Centro e às principais praias da cidade. Porém, um bairro, que poderia crescer e se tornar modelo para os demais é, lamentavelmente, refém de sua carente infraestrutura. 


Esgoto a céu aberto

O saneamento básico é um item fundamental para promover a melhoria na qualidade de vida da população. No Sol y Mar, problemas na rede têm resultado em vazamentos de esgoto em alguns pontos.
É o caso da Rua Ágata, onde um vazamento tem tirado o sossego dos moradores. "O mau cheiro na porta é insuportável. A gente passou o final do ano assim", denuncia uma moradora.

Na Rua T, esgoto corre a céu aberto há mais de duas semanas


A situação é ainda pior na Rua T, onde moradores reclamam que vêm cobrando solução para o problema há mais de duas semanas. "A gente já acionou os órgãos responsáveis. Falaram que iriam mandar alguém aqui e nada. Sou novo no bairro, então não sei dizer se isso é um problema crônico. Espero que não, porque é realmente desagradável ficar com esse esgoto parado nas nossas portas", diz outro morador. 


Terrenos abandonados geram transtornos

Um dos problemas que vem sendo relatado em vários bairros da cidade, seja de classe média ou comunidades, é a falta de limpeza pública, que é uma das maiores reclamações. 

No Sol y Mar, por exemplo, terrenos particulares baldios estão se tornando depósito de lixo, entulhos, móveis velhos e até carros abandonados. Misturado ao matagal, o ambiente se torna favorável para o surgimento de zoonoses, como ratos, baratas e até mesmo o mosquito Aedes aegypti.

Moradores cobram mais eficiência do setor de limpeza pública


O aspecto de sujeira e a falta de educação de alguns também geram transtornos, como o entupimento de galerias pluviais, o que contribui para os alagamentos. "Os resíduos vão parar nos bueiros. Quando chove a água não escoa e acaba alagando tudo", diz um morador, que pede sigilo do nome. 

Paralelo a isso, os moradores também cobram da prefeitura a limpeza das ruas. "A capina precisa ser feita, porque o mato já está tomando conta do meio-fio e, em alguns lugares, da própria calçada", completa.


Lazer prejudicado pela falta de manutenção

As praças são geralmente um ponto de encontro de moradores do bairro, sendo a principal opção de lazer para as crianças, principalmente no período de férias escolares. Mas em Macaé, quando se trata de áreas de lazer ao ar livre, a cidade deixa muito a desejar. Praças sujas, quebradas, abandonadas são o atual retrato dessas áreas.

Situação da praça reflete o abandono da prefeitura 


O resultado disso não poderia ser pior: crianças brincando em parquinhos em péssimo estado de conservação, colocando em risco a sua vida durante a diversão. E isso tem acontecido no Sol y Mar, na única praça do bairro.

Há cerca de um ano o jornal esteve denunciando as péssimas condições do local. O tempo passou e nada mudou, segundo alegam os frequentadores. "As instalações estão todas pichadas. A quadra está com o alambrado arrebentado. Ou seja, o pessoal joga bola e corre o risco de ir para fora e até acertar alguém ou um veículo", diz o morador Paulo Henrique. "Além disso, o parquinho está precário. O brinquedo é até hoje aqueles de fibra. O risco de uma criança se acidentar aqui é grande. Nossa praça não tem manutenção, limpeza. Está tudo em completo estado de abandono", lamenta. 


Travessia de pedestres

Quem precisa pegar o transporte público em um dos pontos instalados na Rua Carlos Augusto Tinoco Garcia reclama da falta de segurança ao fazer a travessia. Segundo os passageiros, isso acontece porque a via conta com poucos semáforos, a maioria distante dos pontos de ônibus.
Pedestres contam com poucos pontos de travessia na via principal 


Com isso, grande parte das pessoas acaba optando pela travessia sem segurança fora dos locais destinados. "Eu moro na Rua Ágata, perto do ponto. Não vou andar quase 100 metros para voltar tudo só para atravessar no semáforo. O ideal seria ter outros aqui nesses trechos de maior movimento. Dependendo do horário, você fica um tempão para conseguir atravessar por conta do intenso fluxo de veículos. Fora que é arriscado", diz uma moradora.

Lembrando que cabe também aos condutores colaborarem para um trânsito seguro. O CTB ressalta que deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito "nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros ou onde haja intensa movimentação de pedestres" é considerada uma infração gravíssima. O infrator poderá ser multado. 

Já o Art. 311 prevê que "trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano" a pena passa a ser de detenção.

O que diz a prefeitura

Procurada, a prefeitura explicou que o trabalho de manutenção é contínuo no município. A secretaria de Infraestrutura informa que solicitações e reclamações devem ser realizadas pelo telefone: (22) 2796-1235, ou pela ouvidoria do município, por meio do site da prefeitura, no link intitulado Ouvidoria Geral. O contato também pode ser feito por telefone, no número 162 (ligação local e gratuita) ou no (22) 2772-6333. O atendimento ainda pode acontecer pessoalmente, na sede da Ouvidoria, que funciona no Centro Administrativo Luiz Osório, Av. Presidente Sodré, 466, primeiro andar.

A secretaria Adjunta de Serviços Públicos informou que, em 48 horas, uma equipe vai verificar, especificamente, a situação do esgoto, além da capina e roçada.

Já a manutenção do parquinho será realizada ainda no mês de janeiro. Na última sexta-feira (5), as equipes estiveram realizando trabalhos de retirada de lama e limpeza dos bueiros e bocas de lobo nos  bairros atingidos pelas fortes chuvas, incluindo o Sol Y Mar.

Quanto a travessia de pedestres na Avenida Tinoco Garcia, a prefeitura informou que a demanda foi passada para a secretaria de Mobilidade Urbana. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: bairros em debate


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