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Parque Jurubatiba preserva lagoas ancestrais

Além das 18 lagoas costeiras abrigadas na Unidade de Conservação, o local conta ainda com algumas lagoas ancestrais

Em 09/01/2018 às 12h19


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O analista ambiental Marcos César, mostra mais essa riqueza protegida pela Unidade de Conservação O analista ambiental Marcos César, mostra mais essa riqueza protegida pela Unidade de Conservação
O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, situado no norte do estado do Rio de Janeiro, englobando área de Macaé, Carapebus e Quissamã possui 44 km de praias, e um total de 18 lagoas costeiras de rara beleza e de grande interesse ecológico.

Mas não é só isso que faz da unidade de conservação um das mais bem preservadas do pais, e também das mais procuradas por cientistas, pesquisadores e estudantes. Em entrevista ao Jornal O Debate, o analista ambiental e subchefe do Parque, Marcos César disse que, além das 18 lagoas costeiras de pura beleza e próprias para banho, o Parque abriga também lagoas ancestrais - ou seja  remanescentes de lagoas também chamadas de fundo das lagoas ancestrais de Jurubatiba, lagoas estas que existiam em áreas que hoje estão cobertas pelo mar.

"Aqui na área do Parque pertencente ao município de Carapebus, a gente conta com essa relíquia. Bem de perto é possível observar no local - próximo ao mar,  resíduos de plantas que existiam na lagoa, e na área de cordões arenosos adjacentes, sendo que dá para ver a água doce correndo por sobre a rocha em épocas de chuva. Estas rochas possuem semelhanças com aquelas sedimentares que originam o petróleo.

Há dezenas de milhares de anos estas áreas estavam em terra seca e eram ocupadas por cordões arenosos e lagoas costeiras, com o avanço do mar elas deixaram de existir, com o último recuo do mar o fundo das lagoas antigas, parte do solo turfoso existentes  nos cordões arenosos alagados pelo mar ficaram à mostra, isto que se vê aqui é uma aula de geologia e nos mostra como o avanço e o recuo do mar foi fundamental para a formação da planície costeira que ocupa a região de Macaé, Carapebus e Quissamã", explicou Marcos.

E as belezas do Parque não param por aí. Ele é considerado também um abrigo para diversas espécies de fauna e flora das restingas que em outros locais do país estão em risco de extinção. De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), já foram, inclusive, encontradas novas espécies na área da Unidade.
O ICMbio aponta ainda que a área onde hoje se situa o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba era habitada pelos índios Goytacazes, povo que tinha tradição guerreira.

O Parque resguarda também a porção bem conservada do Canal Campos - Macaé, que levou quase 30 anos para ser c

É importante lembrar também que o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é uma unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes, que tem como objetivo conservar e preservar, para fins científicos, educacionais, paisagísticos e recreativos, o seu belo, rico e ameaçado patrimônio natural.

Autor: Juliane Reis juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: geral, meio ambiente


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