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Quissamã recorre a Brasília para reativar projeto de porto

Em parceria com Campos, Fátima Pacheco tenta levantar R$ 80 milhões para obra

Em 09/01/2018 às 17h03


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Barra do Furado ainda pode receber porto estaleiro dedicado à manutenção de embarcações que atuam no setor offshore Barra do Furado ainda pode receber porto estaleiro dedicado à manutenção de embarcações que atuam no setor offshore
Com aportes que somaram R$ 18 milhões em 2017, através de verbas parlamentar e repasses de fundos federais, Quissamã tenta encontrar em Brasília o apoio necessário para reativar o projeto considerado como a base para o verdadeiro desenvolvimento econômico da cidade: o porto de Barra do Furado.

Dedicado à manutenção e reparos de embarcações e unidades de exploração e produção em operação nas Bacias de Campos e do Espírito Santo, o terminal começou a ser construído há oito anos, mas as obras foram paralisadas por conta da crise e por impasses políticos que envolvem também a prefeitura de Campos dos Goytacazes e o governo do Estado.

Disposta a resolver esse embaraço, a prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco, passa a utilizar da boa relação com deputados da bancada fluminense, como ferramenta capaz de reconstruir o projeto focado nas futuras operações do petróleo na região.
"Tentamos levantar cerca de R$ 80 milhões em verbas federais para garantir a conclusão do porto. Esse é um projeto que trabalhamos firme com a prefeitura de Campos, por entender que existe um caminho para as duas cidades garantirem um novo espaço nas atividades do petróleo. E isso é um grande desafio para as duas cidades", disse Fátima.

Segundo a prefeita, Quissamã e Campos trabalham na revisão do licenciamento do projeto, com base em avaliações feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), que indicam a necessidade de adequações do porto.
"Temos a esperança de que vamos conseguir todo o apoio necessário para garantir a retomada das obras e a conclusão do projeto", disse Fátima.

Ocupando hoje o posto de primeira-secretária da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Fátima afirma que o porto participa do novo cenário do mercado offshore, que passa a ser enxergado após a crise.

"A crise exige de todas as cidades que participam da dinâmica do petróleo uma visão melhor sobre o mercado. E isso é um exercício coletivo de todos os prefeitos. Por isso, acreditamos nesse novo protagonismo da Ompetro, que visa resgatar essa união de pautas relevantes a todos os municípios produtores, como os novos leilões da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e até mesmo o debate sobre os campos maduros", disse Fátima.

A prefeita afirmou que essa nova posição da Ompetro, que em 2018 passa a ser presidida por Campos, começou a ser construída ainda no debate sobre os royalties.

"Nesse tempo já nos reunimos três vezes com a direção geral da ANP. Também fomos recebidos pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente. O novo cenário do petróleo se desenha para todas as cidades. E precisamos da união para conseguir vencer a crise, de uma vez por todas", disse Fátima.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: política


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