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Caramujos ainda geram transtornos na orla

Segundo CCZ, população precisa notificar o órgão para que o combate seja feito

Em 09/01/2018 às 17h14


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População deve evitar o contato com o animal População deve evitar o contato com o animal
No último final semana, o jornal O DEBATE publicou uma reportagem denunciando uma infestação de caramujos africanos na orla da Praia Campista. Após uma visita ao local, a nossa equipe de reportagem procurou a prefeitura para saber o que poderia ter causado o problema e quais medidas seriam adotadas para solucioná-lo.

Em nota, a secretaria de Comunicação informou que o controle do molusco é "realizado através das demandas encaminhadas ao setor pela população e nos locais aonde os Agentes de Combate a Endemias constataram a presença". 
Apesar das denúncias do jornal, a prefeitura ressaltou que esse caso ainda não havia sido informado ao setor. Ela também não informou quais medidas seriam adotadas para resolver o problema. 

Além dos fatores climáticos, esses animais são geralmente encontrados em locais que tenham restos de material de obra ou de lixo orgânico, como folhas e frutas. Por ter hábitos noturnos, o entulho serve como abrigo para se esconder do sol, e o lixo orgânico como alimento. O mato alto também é um local favorável porque eles gostam de sombra. 

Apesar de não ter registros de casos de morte ou contaminação por esse molusco, todo cuidado é fundamental na hora de removê-lo. A eliminação é feita por meio da aplicação de iscas moluscidas em terrenos baldios e imóveis que apresentem infestação.

Em 48h é possível matar toda a colônia. Depois disso, os donos dos imóveis devem remover as cascas dos caramujos. Vale ressaltar que isso deve ser feito com o uso de luvas ou sacolas plásticas nas mãos. Nunca faça a coleta com as mãos porque eles podem transmitir doenças. 

Esse molusco africano foi trazido para o Brasil de forma indiscriminada, para uso gastronômico. Não tendo aceitação, foram descartados no meio ambiente de maneira irregular, passando a virar um problema de zoonoses em vários pontos do país, inclusive, no litoral fluminense. Devido a sua facilidade de reprodução, já que um único pode colocar 200 ovos a cada dois meses, hoje em dia é considerado uma praga. Essa infestação ocorre com mais frequência em áreas litorâneas.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: cidade


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