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Sujeira compromete restinga na Praia do Pecado

Pedaços de bambu teriam sido utilizados por frequentadores para montagem de tendas

Em 10/01/2018 às 17h30


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Cerca de 10 dias após as festividades do Ano Novo, ainda é possível encontrar restos de itens utilizados pelos frequentadores na região da vegetação de restinga da Praia do Pecado. Na semana passada, a equipe do jornal O DEBATE fez alguns flagrantes de pedaços de bambu que, segundo algumas pessoas no local, teriam sido utilizados para a montagem de tendas no dia da virada.

A nossa equipe retornou ao local na manhã de domingo (7), onde constatou que a situação permanecia da mesma maneira. "Acho um desrespeito. Quem usou deveria ter feito o recolhimento após o fim das festas e não jogar ali no mato simplesmente. A prefeitura também deveria estar atenta. Percebe-se que não tem fiscalização porque os itens continuam no mesmo lugar. Nem a limpeza foi feita. A vegetação de restinga já está cada vez mais rara aqui no nosso litoral, se a gente não cuidar não vai sobrar nada. Aí não adianta reclamar depois das ressacas", lamenta a moradora Carolina. 

E o problema do lixo nas praias não se resume apenas à restinga. Nessa época do ano aumenta a quantidade de resíduos deixados nas areias, situação que pode resultar em impactos ambientais graves.
Apesar de parecer um gesto inofensivo, os resíduos deixados na areia acabam sendo levados para os oceanos através de correntes de vento e do mar, quando a maré fica alta. 

Um dos maiores riscos que esses resíduos podem causar é a morte de animais marinhos, que sofrem grandes consequências por ingerir sacolas plásticas e diversos outros materiais. O lixo se espalha rapidamente no mar, chegando a locais como ilhas desertas e recifes costeiros. 

Vários estudos no mundo inteiro mostram a grande quantidade de lixo encontrado nos estômagos dos animais. Uma das espécies que mais sofrem são as tartarugas, que confundem o plástico com algas. Muitas morrem sufocadas e acabam surgindo na costa, casos que já foram encontrados em Macaé nos últimos anos. Mas além dela, outras espécies de animais também ficam ameaçadas, caso dos golfinhos e das baleias. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: cidade


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