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Duplicação da BR 101 em Macaé registra atraso de dois anos

Apelo por início de intervenções em trecho de 40 quilômetros será reforçado nesta quarta

Em 10/01/2018 às 17h45


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Comissão Municipal da Firjan volta a receber diretoria da Autopista em busca de solução para obras de duplicação da BR 1 Comissão Municipal da Firjan volta a receber diretoria da Autopista em busca de solução para obras de duplicação da BR 1
Mesmo situado no eixo estratégico para a logística de cargas que atende as operações offshore na Bacia de Campos, os cerca de 46 quilômetros da BR 101 que cortam Macaé são os únicos a ainda não receberem as obras de duplicação, já iniciadas em pontos da rodovia que cortam as demais cidades do Norte Fluminense. E as obras na região da Capital Nacional do Petróleo registram atraso de dois anos de conclusão, conforme expectativa da classe empresarial fluminense.

Ponto central da reunião realizada hoje pela Comissão Municipal da Firjan, com o apoio da Representação Regional Norte Fluminense da Federação, a previsão de início das obras em Macaé segue sem data definida.

Reeditando a iniciativa criada pela Firjan em 2014, a reunião que acontece às 16h, no Senai Macaé, poderá seguir como base também os dados apurados pela própria Federação, através do estudo "BR 101 Norte - comparação entre cronogramas e necessidade de obras na rodovia", apresentado em 2016.

Na época, o estudo baseado em dados apresentados pela própria Autopista Fluminense, indicavam que a duplicação no trecho de Macaé estaria concluída em 2016, estimativa completamente furada.

Em 2018, não apenas a Firjan, mas outras instituições que lutam pelo desenvolvimento econômico e sustentável da cidade batalham para que o projeto seja efetivamente realizado.

O novo presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Antônio Severino assina um ofício a ser entregue à direção da Autopista com o pedido de que as intervenções no trecho de Macaé sejam iniciadas no perímetro próximo ao limite com Rio das Ostras. 

A estratégia é garantir que as obras contemplem inicialmente o eixo Macaé-Rio de Janeiro, seguindo assim a logística de cargas do petróleo.

Já o presidente da Comissão Municipal da Firjan, Evandro Cunha, buscará mais detalhes sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do projeto, o que faz parte do processo de licenciamento das obras. Em agosto do ano passado, o IBAMA emitiu a licença prévia para a execução do projeto.

Aguardada desde 2011, quando uma mobilização política regional garantiu a antecipação das obras de duplicação, a intervenção em Macaé torna-se mais complexa e cara para a Autopista em virtude das deformações geográficas que existem nesse trecho.

O desafio principal é a realização das obras no Brejo da Severina cujas dimensões e condições geográficas são mais complexas, e exigirão da Autopista Fluminense, concessionária que administra a BR 101, mais atenção e também mais investimentos.

A expectativa da própria Autopista é que cerca de R$ 300 milhões sejam investidos na realização das obras de duplicação apenas nos 46 quilômetros que cortam Macaé.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: política


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